Hoje (06) é Dia de Luta da Campanha Salarial 2026, leia sobre os gigantescos lucros com milhares de demissões de bancárias e bancários. Além de fechamento de agências
Enquanto o setor bancário celebra resultados bilionários, quem constrói esse lucro enfrenta cortes de postos de trabalho e fechamentos de agências.
Fique de olho nos números:
- R$ 124 bilhões foi o lucro líquido dos cinco maiores bancos, apenas em 2025.
- 114% foi o crescimento do lucro líquido dos bancos privados, entre 2020 e 2025.
- E 46% o crescimento do lucro líquido dos bancos públicos, no mesmo período.
- Mas, apesar dos resultados multibilionários: 83,5 mil postos de trabalho foram eliminados no setor desde 2016.
- 8,5 mil agências fechadas desde 2015, queda de 37% na rede física.
A Campanha Nacional da categoria chega para transformar a indignação em conquistas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os bancos estão mudando a estratégia para focar no digital e no público de alta de renda, mas isso não pode significar demissões ou precarização. Nossa luta é também pelos clientes, para que tenham atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias.
A proteção do emprego é uma das prioridades da categoria na Campanha Nacional 2026
Sobre este tema, a nossa minuta de reivindicações entregue à Fenaban exige:
- Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.
- Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o sindicato.
- Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.
- Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva.
- Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.
- Mais contratações: Chega de sobrecarga! Queremos número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.
- Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade.
A reivindicação central é clara: garantir postos de trabalho, combater demissões imotivadas, impedir a precarização e assegurar que a tecnologia não seja usada para retirar direitos.