Episódio de violência em unidade do banco reforça preocupação com a retirada de vigilantes e expõe a vulnerabilidade de bancárias e bancários durante o atendimento ao público.
Uma grave ocorrência de violência registrada na terça-feira (30/6) em uma agência do Banco Mercantil, localizada em Venda Nova, em Belo Horizonte (MG), reacendeu o alerta sobre a falta de segurança nas unidades bancárias. Um cliente ameaçou funcionários durante o atendimento, obrigando trabalhadores a intervir para evitar agressões.
Segundo denúncia encaminhada ao movimento sindical, o cliente se irritou com o tempo de espera e passou a circular pela agência tentando ser atendido antes da ordem de sua senha. Ao ser informado de que deveria aguardar sua vez, começou a gritar com um bancário, pegou uma cadeira e ameaçou arremessá-la contra o trabalhador. A agressão só não aconteceu porque outros funcionários conseguiram conter a situação. A Polícia Militar foi acionada, mas, de acordo com o relato, não compareceu ao local.
Na tentativa de acalmar o cliente, uma gerente de contas o chamou para atendimento. Durante o procedimento, ele voltou a se exaltar, tomou o tablet da trabalhadora e ameaçou jogá-lo no chão. Em seguida, também passou a ameaçá-la, obrigando a bancária a se afastar para preservar sua integridade. Novamente, colegas de trabalho precisaram intervir. Ainda conforme a denúncia, o cliente também mexeu no computador da gerente e a acusou de estar “pegando o dinheiro dele”. Depois, deixou a agência bastante alterado e seguiu em direção a outra unidade bancária da região.
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Para o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, Vanderci Antônio da Silva, o episódio evidencia a fragilidade das condições de segurança nas agências. “Esse episódio é inaceitável e demonstra a vulnerabilidade a que bancárias e bancários estão expostos diariamente pela retirada da vigilância armada. Exigimos que o Mercantil adote medidas efetivas para garantir a segurança dos trabalhadores, incluindo presença de segurança adequada, apoio imediato em situações de violência e acolhimento psicológico aos funcionários atingidos”, afirmou.
O movimento sindical reforça que não é admissível que trabalhadores sejam submetidos a situações de ameaça, agressão e violência psicológica durante a jornada de trabalho. A entidade defende que o Banco Mercantil adote medidas concretas para garantir a segurança de empregados e clientes, com protocolos eficientes de prevenção e resposta a episódios de violência.
“O lucro do banco não pode valer mais do que a vida e a saúde mental de quem faz a engrenagem girar. É inadmissível que o Mercantil economize justamente na segurança de quem veste a camisa da empresa todos os dias.”, afirma Vitor Lira, funcionário do Mercantil e dirigente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.