Banco foi o único entre as grandes instituições financeiras a determinar a compensação do período de liberação durante as partidas do Brasil na Copa do Mundo
A decisão do Santander de exigir a compensação das horas não trabalhadas nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 gerou insatisfação entre os trabalhadores.
A medida contrasta com a expectativa criada entre os bancários e com a postura adotada por outras instituições financeiras, que optaram pelo abono das horas como forma de reconhecer a importância do evento e valorizar seus trabalhadores.
“Em mais um ataque aos seus trabalhadores, o Santander, com sua ganância peculiar, vai cobrar horas extras para assistirem os jogos da Seleção Brasileira. O Santander preferiu impor a compensação das horas aos que saírem mais cedo conforme horário que a própria Fenaban acatou, depois da solicitação dos sindicatos. Aqui Baixada Santista em 15 dias demitiu 7 gerentes administrativos, extinguindo o cargo. Cobra metas impossíveis com pressão, diminui o efetivo, sobrecarrega de trabalho e retira a segurança das agências, o que vêm adoecendo os trabalhadores e contribuindo para que a categoria seja a mais atingida por doenças psicológicas no Brasil”, analisa Fabiano Couto, bancário do Santander e dirigente sindical dos Bancários de Santos e Região.