A orientação continua: NÃO acesse o ambiente virtual e, principalmente, NÃO participe da votação eletrônica do plebiscito.
A impressão que ficou em pouco mais de uma hora de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na manhã de sexta-feira (19/6) na Casa de Portugal, foi a de abandono a todo e qualquer tipo de democracia e consideração aos associados da Cabesp. Sem quórum suficiente para instalação da assembleia em primeira e segunda chamadas, a diretora-presidente, Maria Lucia Ettore, não hesitou em abrir um plebiscito virtual para deliberar sobre a proposta de alteração estatutária.
Com um auditório lotado por associados preocupados com o futuro do plano de saúde, não houve ao menos apresentação dos pontos que estão submetidos à votação. De maneira robotizada, a assembleia foi encerrada, microfones cortados, sem ao menos dar a chance da palavra a nenhum dos colegas que se deslocaram até lá.
Mesmo assim, os colegas mostraram a sua força. O ponto alto da assembleia foi quando, diante da situação, a representação puxada pela Afubesp fez a assembleia de fato acontecer e colocou a votação proposta pela ordem do dia em ação. Para que suas vozes fossem amplificadas, foi realizado um jogral e os pontos de deliberação colocados oralmente. Resultado: uma rejeição unânime dos colegas à proposta de alteração do Estatuto.
Já quem estava acompanhando online não pôde ao menos conferir a ação dos colegas banespianos, por conta dos cortes abruptos feitos pela equipe de transmissão da Cabesp.

Tirem já a mão do patrimônio dos banespianos!
A presidenta da Afubesp, Maria Rosani, entregou à direção da Cabesp uma Manifestação de Protesto construída em conjunto pela Afubesp, Afabesp, Abesprev, e apoiada por sindicatos e confederações. O documento expressa a preocupação das entidades com as mudanças propostas e defende que qualquer alteração estatutária seja precedida por amplo debate, transparência e efetiva participação dos associados.
Confira aqui o documento
“Estamos nos manifestando contrários a esse plebiscito, que pretende retirar direitos garantidos no nosso estatuto desde 1968. Foram anos de construção desse patrimônio por todos nós, banespianos, e não podemos aceitar mudanças que prejudiquem aquilo que ajudamos a construir”, disse Rosani.
“Entregamos o documento exigindo que nossa manifestação contrária ao plebiscito e à reforma estatutária conste em ata da assembleia. Também reivindicamos a convocação de uma nova assembleia, para que os associados possam votar uma proposta alternativa à apresentada pelo banco, que retira direitos do nosso estatuto”, completou.