Sem qualquer diálogo, o banco impôs um aumento repentino nas metas de crédito consignado e imediato, e multiplicou o número de campanhas de premiação internas, gerando pânico e sobrecarga nas agências.
O que deveria ser um incentivo virou um verdadeiro pesadelo para bancárias e bancários. O Mercantil está impondo novas e complexas travas de elegibilidade e atingir os objetivos se tornou uma tarefa quase impossível.
A estratégia de inflar metas e fragmentá-las em dezenas de campanhas simultâneas tem impacto não apenas a saúde, mas também o bolso do trabalhador. A grande preocupação da categoria é a redução drástica na remuneração variável com patamares irreais de resultados exigidos.
O Mercantil está crescendo ano a ano e lucra alto graças ao esforço dos funcionários e funcionárias. Usar metas inalcançáveis e travas burocráticas para estrangular os bônus dos trabalhadores é inaceitável.

Sobrecarga e adoecimento
O Sindicato denuncia que o dia a dia nas unidades virou uma corrida de obstáculos. Trabalhadoras e trabalhadores relatam esgotamento físico e mental devido à pressão pelo consignado e ao tempo perdido com sistemas de elegibilidade travados. O resultado tem sido o aumento de casos de adoecimento, com ansiedade e Burnout.
Exigimos que o Mercantil reveja, imediatamente, as metas do crédito consignado, pare de impor campanhas confusas que pulverizam o foco dos funcionários e tenha clareza nos critérios de elegibilidades. O lucro não pode vir às custas do adoecimento da categoria.