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Escândalos marcam lucro do Santander em 2019

30 de janeiro de 2020

Em um país com a economia combalida e com mais de 12 milhões de desempregados, filial brasileira fecha mais de 1,6 mil postos de trabalho, extorque empresas e população com a cobrança de juros abusivos e atinge lucro de R$ 14,5 bilhões, crescimento de 17,4% em relação a 2018

Um festival de escândalos marcou o lucro do Santander em 2019. O banco ganhou R$ 14,5 bilhões em 2019, crescimento de 17,4% em relação a 2018. Com isso, passou a ser responsável por 28% do lucro global do banco espanhol.

 

Escândalo 1: aumento expressivo do lucro em um país com a economia combalida

 

O resultado da intermediação financeira cresceu 15%. O resultado foi obtido por meio da cobrança de juros extorsivos de empresas e pessoas físicas, comprovando que o banco não faz parte da solução, mas contribui para agravar a crise ao não conceder crédito acessível, que poderia ajudar no crescimento da economia e na redução do desemprego.

 

Escândalo 2: fechamento de postos de trabalho em um país com mais de 12 milhões de desempregados

 

No último trimestre do ano, o Santander eliminou 1.663 postos de trabalho. Com isso, o banco terminou 2019 com 47.819 funcionários.

 

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Além de cobrar juros extorsivos que endividam as famílias, sufocam o setor produtivo e inibem o crescimento econômico, o banco ainda contribui com o desemprego ao eliminar postos de trabalho. Isso em uma instituição financeira onde a sobrecarga de trabalho que gera adoecimentos é a regra, e que está no topo de reclamações de clientes ao Banco Central.

 

Escândalo 3: cobrança de tarifas e serviços (apenas) dos mais pobres e classe média

 

Enquanto o Brasil convive com o desemprego e com a redução da renda, por meio da cobrança de juros e tarifas extorsivas, o Santander retira ainda mais dinheiro dos seus clientes para aumentar os bônus dos executivos e os ganhos dos acionistas. Mas isso apenas dos clientes pobres ou de classe média, porque os clientes de alta renda não pagam por tarifas e serviços.

 

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As receitas de tarifas bancárias e prestação de serviços alcançaram R$ 18,684 bilhões no ano, crescimento de 8,1% em doze meses. As despesas com pessoal, incluindo PLR, somaram R$ 9,5 bilhões no ano de 2019, aumento de 1,4% em doze meses, mesmo com o reajuste da CCT tendo sido de 4,31%. Dessa forma, com receita de tarifas e prestação de serviços, o Santander cobre 197% do total de suas despesas de pessoal.

 

Escândalo 4: diferença de renda abissal entre trabalhadores e diretores executivos do Santander

 

Os diretores executivos do Santander receberam 765 vezes mais do que os escriturários em 2018, segundo dados da CVM, refletindo a desigualdade e concentração de renda verificada no Brasil, onde cinco bilionários brasileiros concentram a mesma riqueza da metade mais pobre no país, de acordo com estudo da Oxfam.

 

Escândalo 5: descumprimento da Constituição Federal

 

O artigo 192 da Constituição Federal determina que o sistema financeiro nacional seja “estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e servir aos interesses da coletividade”, fixando ainda um limite às taxas de juros reais.

 

Os bancos são concessões públicas que tem uma função determinada pela Constituição Federal de desenvolvimento econômico e social, mas essa função é ignorada e agem como verdadeiros predadores sociais se apropriando dos recursos do Estado e da sociedade, contribuindo para o aumento cada vez mais absurdo da desigualdade social do país.

 

>> Rede social não é lugar para ‘propaganda grátis’ do banco

 

Não podemos aceitar passivamente essa situação. A sociedade precisa reagir e exigir redução de juros, tarifas e a manutenção de empregos que garantam qualidade de vida no ambiente de trabalho e fora dele a fim de amenizar ou erradicar o nível de estresse dos trabalhadores, proporcionando-lhes saúde e bem-estar.

 

>> Fortaleça suas Lutas, Sindicalize-se!

 

Quanto às diferenças salariais, segundo pesquisa realizada pela consultoria Mercer em 130 países, nas 601 empresas analisadas, o empregado de alto escalão no Brasil ganha, em média, 34 vezes mais do que seu colega operacional. Nos Estados Unidos, onde a meritocracia é um dos maiores incentivos ao trabalho, o salário do executivo é 11 vezes o do operário. Em outros países como Alemanha e Japão, os valores são ainda menores: cinco e sete, respectivamente.

 

É por demais escandaloso que um executivo do Santander, aqui no Brasil, chegue a ganhar até 765 vezes mais que um escriturário.

 

>> Cadastre-se no Whats do Sindicato: clique aqui (pelo celular) e informe banco onde trabalha e seu nome

Fonte: Sindicato dos Bancários de SP – 29/01/2020
Escrito por: Redação Spbancarios

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Publicado por: Fabiano Couto

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