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Pedágio mais caro do Brasil passa de R$ 40; veja o ranking das praças que mais pesam no bolso

Agência/SP

7 de julho de 2026

Na última quarta-feira, 1º, o pedágio mais caro do Brasil passou por um reajuste autorizado pelo governo de São Paulo. A tarifa do sistema Anchieta/Imigrantes teve aumento de 4,9%, elevando o valor de R$ 38,70 para R$ 40,60.

Apesar de a medida ter sido homologada e anunciada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) ainda em 23 de junho, a mudança pode pegar muitas pessoas de surpresa. Para ajudar no planejamento dos gastos com viagens, o Jornal do Carro elencou as 10 praças de pedágio mais caras do País, considerando apenas as tarifas para automóveis de dois eixos.

Sistema Anchieta/Imigrantes (SP-150 e SP-160)

Esse é o principal acesso entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral sul paulista. Atualmente, a tarifa de R$ 40,60 é cobrada nas praças de Riacho Grande (km 31 da Anchieta) e de Piratininga (km 32 da Imigrantes).

No entanto, a cobrança é feita apenas no sentido litoral. No sentido da capital, ainda não há arrecadação.

Os planos da Ecovias e da Artesp são dividir essa tarifa, passando a cobrar R$ 20,30 em cada sentido. A ideia inicial era implantar esse modelo já em 1º de julho, junto com o sistema de pedágio eletrônico free flow.

Cujubim (BR-364)

O pedágio de Cujubim, em Rondônia, é atualmente o segundo mais caro do Brasil. Porém, quando a divisão da tarifa da Anchieta/Imigrantes entrar em vigor, passará a ocupar a primeira posição, com tarifa de R$ 37.

Em janeiro deste ano, a Justiça determinou a suspensão da cobrança no local. Segundo a decisão, a concessionária não comprovou adequadamente a realização das obras de recuperação do pavimento previstas em contrato.

Entretanto, em 11 de fevereiro, após recurso da empresa, a cobrança foi retomada.

Pimenta Bueno (BR-364)

Quem percorre a BR-364 precisa preparar o bolso. Além do pedágio de Cujubim, há também a praça de Pimenta Bueno, cuja tarifa é de R$ 35,40.

O trecho ainda conta com uma segunda praça, que cobra R$ 10,20. Assim, quem percorre esse segmento da rodovia desembolsa R$ 45,60 em pedágios.

Enquanto as rodovias anteriores concentram as maiores tarifas fixas do País, uma estrada chama atenção por cobrar mais caro justamente nos períodos de maior movimento.

Rodovia dos Lagos (RJ-124)

A Rodovia dos Lagos, no Rio de Janeiro, possui apenas uma praça de pedágio, localizada no município de Rio Bonito. Em dias úteis, a tarifa é de R$ 18,40.

Nos finais de semana e feriados, porém, o valor sobe para R$ 30,60, tarifa em vigor desde agosto de 2025. Com isso, ela se torna a segunda praça mais cara da Região Sudeste.

Curitiba-Paranaguá (BR-277)

O quinto pedágio mais caro do Brasil fica na BR-277, no trecho entre Curitiba e Paranaguá.

A praça, localizada em São José dos Pinhais, cobra R$ 24 durante todos os dias da semana, inclusive aos finais de semana e feriados. A tarifa está em vigor desde agosto de 2025.

Juiz de Fora-Rio de Janeiro (BR-040/495)

A rodovia que liga Juiz de Fora (MG) ao Rio de Janeiro possui três praças de pedágio com tarifa de R$ 21 cada. Assim, o motorista desembolsa R$ 63 para percorrer todo o trecho concedido.

Embora cada praça individualmente não esteja entre as cinco mais caras do Brasil, a existência de três cobranças consecutivas torna o custo da viagem um dos mais elevados do país.

Esses valores começaram a ser cobrados em novembro do ano passado, logo no primeiro dia da concessão da Elovias S.A. Antes disso, cada praça cobrava R$ 14,50.

Magé-Manilha (BR-493)

Também localizada no estado do Rio de Janeiro, a praça de Magé-Manilha cobra R$ 20,10 dos automóveis. O valor foi reajustado em março deste ano, juntamente com outras rodovias administradas pela Ecovias Rio Minas.

Rodovia Ermênio de Oliveira Penteado/Santos Dumont (SP-075)

No interior de São Paulo, o trecho das rodovias Ermênio de Oliveira Penteado e Santos Dumont conta com duas das praças mais caras do país. Localizadas nos quilômetros 60 e 62, elas cobram R$ 19,20 cada.

O reajuste entrou em vigor em 1º de julho, após autorização da Artesp publicada em 23 de junho, a mesma que elevou a tarifa da Anchieta/Imigrantes.

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