Hoje ocorre a segunda rodada oficial de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. O tema central desta tarde será a defesa do emprego bancário e o combate ao fechamento em massa de agências físicas.
Acontece hoje, às 14h30, a segunda rodada oficial de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Após uma rodada inicial focada em inclusão, igualdade de oportunidades e o debate sobre a jornada 4×3, a mesa desta tarde terá como eixo central a defesa do emprego bancário e o enfrentamento ao fechamento em massa de agências físicas por todo o país.
O cenário que vai para a mesa de negociação
Embora os cinco maiores bancos do país tenham registrado um lucro líquido conjunto de R$ 124 bilhões em 2025 — com um crescimento de 114% nos ganhos entre 2020 e 2025 —, o movimento sindical aponta uma realidade severa de cortes de postos de trabalho e extinção da rede física.
De acordo com dados levantados pelas entidades representativas:
Redução da rede de atendimento: Nos últimos dez anos, cerca de 8,5 mil agências bancárias foram fechadas no Brasil, o que representa uma queda de 37% na rede física.
Eliminação de vagas: Desde 2016, o setor cortou mais de 83,5 mil postos de trabalho diretos.
O esvaziamento das agências não sobrecarrega apenas os profissionais que permanecem nas unidades, mas gera um impacto direto na sociedade, com longas filas e dificuldades de acesso ao atendimento presencial humanizado para a população.
As principais cobranças da rodada de hoje
Na reunião desta tarde, os representantes dos trabalhadores vão exigir dos bancos o compromisso com medidas estruturais de preservação de vagas e valorização da categoria, destacando:
Proteção contra demissões: Proibição de dispensas em massa e combate à rotatividade injustificada no setor.
Transparência em reestruturações: Exigência de negociação prévia com os sindicatos antes de processos de fusão, incorporação ou mudanças tecnológicas drásticas.
Mais contratações: Ampliação do quadro de funcionários para reduzir as filas nas agências e combater o adoecimento físico e mental decorrente da sobrecarga de metas.
Regulamentação do ambiente digital: Garantia de direitos iguais e jornadas controladas para trabalhadores que atuam em escritórios e agências digitais.
Combate à terceirização: Freno à precarização das atividades-fim do setor bancário.
A coordenação do Comando Nacional reforça que a Campanha Nacional 2026 busca converter os excelentes resultados do setor financeiro em avanços reais na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assegurando condições dignas para quem constrói esses lucros diariamente.
O andamento e os desdobramentos da reunião de hoje à tarde serão acompanhados e divulgados pelos canais oficiais do sindicato logo após o término da mesa.