Movimentos populares, centrais sindicais, sindicatos, partidos de esquerda buscam tramitação antes do recesso parlamentar, mas presidente do Senado resiste
Nos bastidores do Senado, a avaliação predominante é de que a votação da PEC pelo fim da escala 6×1 deve acabar ficando para depois das eleições, ao lado de outras matérias consideradas prioritárias pelo governo.
Senadores e deputados de partidos de esquerda fazem pressão para que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 ainda possa avançar antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 19 de julho.
Fim da escala 6×1 nas mãos de Alcolumbre
A PEC chegou ao Senado no fim de maio, um dia após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados com mais de 460 votos favoráveis. Apesar disso, passados mais de 40 dias, o texto ainda não foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória para o início da tramitação na Casa.
Integrantes do Senado avaliam que o cenário pode mudar caso seja confirmada uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Se o encontro ocorrer e resultar em uma reaproximação entre os dois, aumentam significativamente as chances de a PEC ser finalmente encaminhada à CCJ antes do recesso. Ainda assim, uma eventual votação em plenário ficaria para o segundo semestre.