Os bancários do Sindicato de Santos e Região e do Coletivo Bancários na luta (diretores do Sindicato de São Paulo) reuniram-se, quinta-feira (26), para debater minuta de reivindicações
Bancários do Sindicato de Santos e Região e o Coletivo Bancários na Luta, do SEEB de São Paulo, filiados na Intersindical Central da Classe Trabalhadora, estiveram reunidos, ontem quinta-feira (26/02), em São Paulo, para dar início ao debate da minuta de reivindicações, que entregarão à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta campanha salarial de 2026.
A minuta será entregue depois da 28° Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias, que será realizada de 19 a 21 de junho de 2026.
Debate:
Segundo o Dieese, contrariando a trajetória positiva do mercado de trabalho brasileiro, o setor bancário, em 2025, eliminou 8.910 postos de trabalho. Em contraste, a Caixa Econômica Federal (CEF) apresentou saldo positivo de 1.185 postos de trabalho no ano, destacando-se como o único segmento com expansão relevante do emprego formal.
A Região Sudeste concentrou a maior retração, com fechamento de 5.712 postos de trabalho, destacando-se o estado de São Paulo, que apresentou o maior saldo negativo do país (–3.580 vagas), seguido pelo Rio de Janeiro (–1.132).
Agências bancárias fechadas e lucro
Entre dezembro de 2015 e dez de 2025 foram fechadas 8,5 mil agências bancárias.
• Em 2025, foram fechadas 1,5 mil agências em todo país. Por outro lado, em 2025, os quatro maiores bancos tiveram lucro de R$ 107,8 bilhões.
Na agenda de discussão para Campanha estiveram:
- Melhores salários e mais empregos;
- Regulamentar a Inteligência Artificial no setor financeiro brasileiro. Para tanto, foi incluída na última CCT dos Bancários cláusulas que tem por objetivo buscar a requalificação dos empregados e promoção de oportunidade em face das novas tecnologias. Também foi criada uma mesa permanente de negociações sobre a Inteligência Artificial;
- Ampliar a representação do Ramo Financeiro;
- Coibir a terceirização (fraudulenta) imposta pelo Santander;
- Ampliar o debate sobre saúde mental dos trabalhadores junto com os bancos, incluindo assédio moral;
- Regular as Fintechs: fiscalização, nomenclaturas, adequação trabalhista, sindical, tributária, regulatória, etc (Caso Master);
- Ampliação do CMN;
- Criação de mecanismos que garantam que o Banco Central cumpra também sua função de fomentar o pleno emprego e criação de mecanismos que evitem a aplicação de juros abusivos.
- Entre outros assuntos.
Os Sindicatos estão na luta por melhores salários, maiores PLRs, abertura de vagas na categoria, mais direitos e benefícios, assim como a manutenção dos mais de 100 que já existem no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
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