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Mesmo com inflação reduzida, economista diz que BC manterá juros elevados

Marcello Casal jr /Agência Brasil

28 de janeiro de 2026

O Boletim Focus divulgado segunda-feira (26) revela, pela terceira vez seguida, que a estimativa do mercado financeiro é no sentido de redução do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve fechar o ano em 4%.

Apesar da pouca extensão da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deverá manter na próxima quarta-feira (28) a taxa básica de juros em 15% ao ano.

Para o professor de economia José Luis Oreiro (UnB), o BC preservará uma das taxas de juros mais altas do mundo para cumprir decisão de uma meta de inflação em 3%.

 “O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já disse várias vezes que a meta de inflação é de 3%. Então, o que o BC está mirando é 3%. Essa meta de inflação não foi definida apenas pelo BC, mas também uma decisão do governo”, diz.

Desse modo, o economista avalia que o BC não vai reduzir os juros tão cedo. “Nessa reunião, que vai ocorrer esta semana, nós não devemos esperar por uma redução da taxa de juros. Porque é assim que o BC interpreta o seu mandato de entregar a meta de inflação de 3%”, explica.

Oreiro defende uma nova interpretação para cumprir a meta de inflação, dentro do intervalo de tolerância.

“Existe espaço para redução bastante significativa da taxa de juros. Mas veja: é uma questão de interpretação de qual é o mandato do BC. Então, o que precisa ser reformado urgentemente é o regime de meta de inflação. Tem de tirar o centro da meta e simplesmente definir uma banda”, defende.

O economista argumenta que não faz sentido mirar um número em duas casas decimais. “Quer dizer que se for 3,03% não cumpriu a meta? Não, não faz sentido isso. Acho que a gente precisa rever e reformar o regime de metas de inflação, substituir a meta central por um intervalo e esse intervalo tem de estar entre 4% a 5%”, propõe.

Outra mudança, proposta pelo economista, é desfazer o regime de metas de inflação contínua decidida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Com isso, o economista diz que o BC é obrigado a manter a inflação dentro do intervalo de tolerância a cada mês.

“Se ficar por mais de seis meses fora do intervalo de tolerância já configura descumprimento de meta. Isso tem de ser revertido. Foi um endurecimento do regime de metas de inflação, tornando-o mais rígido e, portanto, dificulta a o trabalho do BC de reduzir os juros”, observa.

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