Linha de crédito garante novos recursos em apoio ao setor produtivo nacional, afetado pela guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã.
As empresas brasileiras que sofreram algum impacto causado pela guerra imperialista iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã agora contam com uma nova linha de crédito anunciada pelo governo Lula. São R$ 15 bilhões destinados pelo Plano Brasil Soberano (iniciativa que já apoiou exportadores afetados pelo ‘tarifaço’ dos EUA com R$ 16 bilhões). Os recursos serão administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes).
De acordo com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, “o governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos. Os recursos serão fundamentais para garantir às empresas produtividade e competitividade no mercado internacional”, salientou.
Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou: “Esta guerra não é nossa. E vamos fazer de tudo para que as empresas e a população brasileiras não sejam prejudicadas!”
Plano Brasil Soberano
A Medida Provisória (MP nº 1.345/2026), publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União, ampliou os recursos pelo Plano Brasil Soberano e visa oferecer apoio aos exportadores afetados pelas instabilidades geopolíticas recorrentes causadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, iniciadas com a sobretaxação de importações chamada de “tarifaço” e agora com novos conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio.
De acordo com o Planalto, “terão direito às linhas de crédito as empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores e aquelas que atuam em setores industriais com relevância no comércio exterior brasileiro.”
Segundo o presidente do Bndes, Aloizio Mercadante, o governo Lula visa ampliar o apoio a setores que ainda padecem com sobretaxas e sofrem com as instabilidades internacionais. Entre esses setores estão o siderúrgico, o metalúrgico, o automotivo, o segmento de autopeças, bem como setores fundamentais para a balança comercial, como o farmacêutico, o de máquinas e equipamentos, o de eletrônicos, assim como os afetados pela falta de fertilizantes.
A fonte dos recursos está, entre outras áreas, o Fundo de Garantia à Exportação (FGE). A linha de crédito visa financiar capital de giro, aquisições e investimentos, serviços e processos.
Na oportunidade, o presidente Lula ainda sancionou a criação do Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação. A iniciativa visa modernizar o seguro e o financiamento às exportações brasileiras e aprimorar a atuação do Bndes.
A partir do sistema será adotado um portal único de informações sobre o crédito para o setor exportador, além de medidas de incentivo à economia verde e descarbonização; maior prazo para a cobertura do risco comercial enfrentado pelas micro, pequenas e médias empresas; e o impedimento de que países inadimplentes com o Brasil tomem novo crédito do banco até que a situação seja regularizada.