Início Notícias Juros caem pela terceira vez seguida e chegam a 14,25% ao ano
Notícias

Juros caem pela terceira vez seguida e chegam a 14,25% ao ano

Reprodução

18 de junho de 2026

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu na quarta-feira (17/6) a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual pela terceira vez seguida, de 14,5% para 14,25% ao ano, apesar do cenário mais desafiador para a inflação.

A decisão do colegiado do Banco Central foi tomada de forma unânime pelo presidente Gabriel Galípolo e por mais seis diretores do colegiado, que está com dois desfalques. Das oito reuniões do ano, quatro já foram realizadas com quórum reduzido. O próximo encontro está previsto para 4 e 5 de agosto.

No comunicado, o comitê manteve a indefinição sobre os próximos passos ao afirmar que a magnitude total do ciclo de queda de juros “será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta.”

O comitê iniciou o processo de flexibilização de juros em março, quando a Selic estava em 15% ao ano. Desde então, foram dois cortes na mesma dose, de 0,25 ponto percentual. Em abril, o Copom indicou que pretendia continuar o ciclo de “calibração” da taxa básica, mas evitou se comprometer antecipadamente com o ritmo e a extensão dos ajustes.

Para esta quarta, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de outra redução de 0,25 ponto na Selic, a 14,25% ao ano. Das 34 instituições consultadas pela agência Bloomberg, somente três apostavam na manutenção de juros no patamar de 14,5% ao ano.

A diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Brasil está em 10,5 pontos percentuais. Mais cedo, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) decidiu manter os juros na faixa entre 3,5% e 3,75% na primeira reunião liderada por Kevin Warsh, mesmo com a pressão do presidente Donald Trump por uma drástica redução da taxa.

Nos últimos dias, com o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para reabrir o estreito de Hormuz, o preço do petróleo chegou a ficar abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde março. Apesar da perspectiva mais favorável, o cenário ainda é de instabilidade. Segundo Trump, os bombardeios no Oriente Médio podem ser retomados.

Além das tensões no campo geopolítico, as últimas semanas foram marcadas por forte estresse nos juros futuros e por piora nas expectativas de inflação.

No cenário de referência do Copom, a estimativa de inflação para este ano subiu de 4,6% para 5,2%. Para 2027, a projeção subiu de 3,5% para 3,7%.

Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o comitê tinha na mira nesta quarta a inflação esperada para o último trimestre de 2027. No entanto, o colegiado do BC disse no comunicado ter optado por uma trajetória alternativa, com uma condução dos juros mais suave, buscando garantir a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028.

Esse período já passaria a ser o alvo oficial do Copom nas decisões tomadas a partir da próxima reunião, em agosto. O comitê sugeriu que, se mantivesse os juros em patamar necessário para levar à inflação à meta ao término de 2027, eles acabariam derrubando o índice para um patamar abaixo do alvo no primeiro trimestre de 2028.

O Copom ponderou que a avaliação projetada em seus modelos está sujeita a incertezas acima das usuais. “Essas incertezas se somam ao cenário de choques de oferta, o que fundamenta a graduação, ao menos parcial, de seus efeitos sobre a dinâmica futura de preços”, acrescentou.

A meta central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de avaliação contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora deste intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou a 4,72% no acumulado de 12 meses até maio e ultrapassou o teto da meta de inflação perseguida pelo BC, o que não ocorria desde outubro do ano passado.

Conforme os dados do último boletim Focus, as projeções para o IPCA se afastaram em relação à meta, inclusive para prazos mais longos. Para este ano, a estimativa atingiu 5,3%. A projeção de inflação para 2027 chegou a 4,10% e, para 2028, subiu a 3,68%.

Se liga Bancos terão expediente especial durante os jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo

Compartilhe

Mais resultados...

Generic selectors
Apenas pesquisar exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors

Receba notícias de interesse da categoria!

Informação confiável é no Sindicato, cadastre-se para receber informações!

O SEEB Santos e Região foi fundado em 11/01/1933. As cidades da base são: Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga. O Sindicato é filiado à Intersindical e a Federação Sindical Mundial (FSM).

 Política de Privacidade

  ACESSAR EMAIL

Fale Conosco