Bolsonaro é investigado desde julho pela suspeita de quatro crimes: lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva, pelo STF
Segundo entrevista de aliados ao site Metrópoles e ao SBT o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) não aceitará o desafio feito pelo seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate na Band de ambos autorizarem a abertura do sigilo bancário e fiscal. O candidato petista disse que esta seria a única forma de mostrar à sociedade brasileira quem está mentindo para o povo brasileiro sobre sua honestidade.
“É preciso de uma vez por todas acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”, afirmou o presidente, segundo a Agência Brasil. Nesta terça-feira (20/10), Lula entregou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizando a quebra dos seus sigilos, do de seus cinco filhos e de sua esposa Janja. A quebra dos sigilos da família Lula da Silva, fica condicionada à autorização da quebra do sigilo de Flávio Bolsonaro e de sua família.
O senador e aliados fazem ilações sobre a honestidade de Lula e do seu filho Fábio Luiz, mesmo sabendo que o presidente foi condenado e preso sem provas, o que levou o STF a revogar sua pena. Durante o debate na Band, o filho de Bolsonaro fez novamente falsas acusações aos dois, e, ao mesmo tempo, se negou a responder perguntas a respeito do destino dos R$ 136 milhões pedidos por Flávio ao banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, entre outras investigações a que está submetido.
Entre outros casos, o senador é investigado desde julho pela suspeita de quatro crimes: lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e corrupção ativa e passiva, pelo STF. O caso está com o ministro André Mendonça, e tem como base informações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e nos indícios de irregularidades no caminho percorrido pelo dinheiro até os Estados Unidos.
O senador teria pedido ao banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, R$ 131 milhões para o filme. Outro caso importante é o da ligação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado no caso das fraudes no INSS. A suspeita é de lavagem de dinheiro.