Negociação realizada nesta segunda-feira (28), em São Paulo, teve como foco as cláusulas financeiras da pauta da categoria
As negociações da Campanha Nacional dos Financiários 2026 tiveram continuidade, nesta segunda-feira (28), em São Paulo, com a discussão das cláusulas financeiras da pauta de reivindicações da categoria. Entre os pontos centrais da rodada estiveram o reajuste salarial.
A proposta dos financiários prevê, para os salários praticados a partir de 1º de outubro de 2026 e de 1º de outubro de 2027, a reposição do INPC acumulado nos respectivos períodos, acrescida de 5% de aumento real em cada ano. A proposta também estabelece critérios para a aplicação dos reajustes sobre a remuneração fixa mensal e para a compensação de antecipações, preservando aumentos decorrentes de promoção, transferência, equiparação salarial e término de aprendizagem.
Nos benefícios, a reivindicação prevê a ampliação dos valores do auxílio-refeição e do auxílio-alimentação, também com reposição pelo INPC e aumento real de 7% em cada um dos períodos. Para o auxílio-refeição, a proposta estabelece o valor de R$ 54,40 por dia, com concessão durante 30 dias por mês, inclusive em férias e afastamentos por doença e acidente de trabalho, além dos períodos de licença-maternidade, paternidade e adoção.
Já o auxílio-alimentação, previsto na cláusula 13, tem proposta de valor de R$ 867,31 mensais, cumulativamente ao auxílio-refeição, com os mesmos critérios de reajuste pelo INPC acrescido de 7% de aumento real em cada período. A proposta também amplia as situações em que o benefício será mantido, incluindo férias, afastamentos por doença e acidente de trabalho e licenças-maternidade, paternidade e adoção.
Além das cláusulas consideradas prioritárias, a rodada também discutiu outras alterações econômicas e de benefícios previstas na minuta, que incluem mudanças em valores, critérios de concessão e abrangência de diferentes direitos da categoria.
Para Jair Alves, coordenador da Comissão Nacional dos Financiários, é importante que as empresas apresentem retorno às reivindicações já colocadas na mesa para que a negociação possa avançar. “Esperamos que, na próxima reunião, as empresas tragam respostas positivas para todas as reivindicações apresentadas até agora”, afirmou.
Talita Régia, secretária do Ramo Financeiro da Contraf, destacou que as reivindicações foram construídas considerando as demandas dos trabalhadores e a realidade do setor. “As nossas reivindicações são baseadas nos anseios dos trabalhadores e na realidade do setor. Conhecemos a realidade das financeiras e, por isso, construímos uma pauta que busca responder às necessidades da categoria”, ressaltou.
Próximos passos
Ao final da rodada, as financeiras se comprometeram a enviar, até terça-feira (29), uma proposta global com as respostas às reivindicações apresentadas para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos financiários.
A próxima rodada presencial da Campanha Nacional dos Financiários 2026 será realizada na quarta-feira (30), pela manhã, quando as propostas apresentadas pelas empresas deverão ser discutidas.