Pesquisadores explicam como altas temperaturas afetam o descanso noturno e indicam estratégias para o repouso
O calor extremo não afeta apenas o conforto, mas também a quantidade e a qualidade do sono. Estudos indicam que noites mais quentes dificultam o descanso adequado, especialmente entre populações mais vulneráveis.
Famílias de baixa renda sem acesso a ar-condicionado, idosos e pessoas com doenças preexistentes estão entre os mais suscetíveis a noites mal dormidas durante ondas de calor.
Com a elevação das temperaturas, especialistas alertam para a necessidade de planejamento a fim de manter o corpo fresco durante o sono e reduzir os impactos do calor na saúde.
A ciência explica que a temperatura corporal interna cai naturalmente durante o sono, funcionando como um sinal para que o organismo entre em estado de repouso. Ambientes quentes, no entanto, interferem nesse processo e dificultam o resfriamento adequado do corpo.
Quartos muito quentes podem atrasar o início do sono, aumentar os despertares noturnos e comprometer a sensação de descanso ao acordar.
Especialistas indicam estratégias para dormir melhor durante o calor
A recomendação dos especialistas é manter o quarto entre 18 °C e 20 °C. Porque temperaturas acima desse intervalo aumentam as interrupções do sono, sobretudo em fases nas quais o corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura. Em situações extremas, o organismo reage com suor excessivo ou despertares frequentes como forma de proteção.
Para enfrentar noites quentes, as orientações vão além do uso de ar-condicionado. A preparação começa ao longo do dia, com atenção especial à hidratação. Beber água em quantidade suficiente ajuda o corpo a transpirar e a dissipar o calor de forma mais eficiente. A desidratação, ao contrário, reduz a capacidade de resfriamento e aumenta o risco de superaquecimento.
Outras medidas simples também fazem diferença. Manter cortinas e persianas fechadas durante o dia ajuda a bloquear a luz solar direta e a reduzir o aquecimento interno da casa. À noite, favorecer a circulação de ar no quarto é fundamental. Para quem não dispõe de ar-condicionado, a orientação é posicionar um ventilador próximo a uma janela aberta, permitindo a entrada de ar mais fresco.
Antes de dormir, técnicas de resfriamento corporal podem auxiliar na transição para o sono. Um pano úmido colocado na testa ajuda a baixar a temperatura gradualmente, já que a umidade evapora ao longo da noite. Compressas de gelo, por outro lado, devem ser evitadas, pois o contato prolongado com a pele pode causar lesões ou queimaduras pelo frio.
A escolha da roupa de cama e do pijama também influencia. Lençóis finos favorecem a circulação de ar e permitem maior liberdade para expor braços e pernas quando o calor aumenta. Roupas leves e folgadas evitam o acúmulo de calor, e, em dias de temperaturas extremas, dormir sem roupa pode ser uma alternativa viável.
Caso o sono não venha, especialistas recomendam evitar a ansiedade e a movimentação excessiva na cama, que tendem a elevar ainda mais a temperatura corporal. Levantar-se por alguns minutos, manter as luzes baixas e retornar ao quarto apenas quando o sono reaparecer pode ajudar a retomar o descanso de forma mais natural.