Representantes do movimento negro de São Paulo entregaram na última terça-feira (06/07) um dossiê contendo denúncias de violação aos direitos humanos da população negra e pobre da capital paulista. A ação é batizada de “Dia de Denúncia do genocídio da população negra e pobre de São Paulo”, e prevê a entrega do dossiê ao Palácio dos Bandeirantes, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) eà Arquidiocese da cidade.
O documento relata denúncias de torturas e assassinatos de jovens pela Polícia Militar (PM). O objetivo é fazer com que o governador Alberto Goldman se pronuncie a respeito do comportamento racista dos policiais militares. Os movimentos também querem a exoneração do Secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e do comandante geral da PM, coronel Álvaro Camilo.
O dossiê será repercutido a instâncias internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização das Nações Unidas (ONU) e instituições de defesa dos direitos humanos. A ação faz parte da Campanha permanente de denúncia e resistência ao genocídio da população negra de São Paulo.
O documento também foi protocolado junto a Comissão Especial de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 09 de junho. No mesmo dia, ocorreu uma audiência pública em que o diretor da Polícia comunitária e Direitos Humanos, o coronel Luiz de Castro Jr., negou a existência de racismo na PM e deu explicações sobre a ação dos policiais militares nos assassinatos dos motoboys Eduardo Luiz Pinheiro e Alexandre Menezes.
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