A mobilização defendeu a reeleição do presidente Lula, a soberania nacional e a democracia brasileira.
Manifestantes ocuparam a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos, na noite de terça-feira, 13 de outubro de 2026. O ato público reuniu apoiadores, movimentos sociais, artistas e estudantes em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) para o segundo turno das eleições.
A mobilização, registrou a presença de milhares de pessoas das cidades de Santos e região.

O movimento faz parte de uma série de manifestações descentralizadas que vêm ocorrendo em todo o país após o expressivo ato que reuniu mais de 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista no último fim de semana.
O ato teve concentração no Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, em meio à mobilização para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro. Em entrevista, Fábio Mello, diretor do sindicato, afirmou que a manifestação não registrou ocorrências e o trânsito permaneceu controlado durante a manifestação.
Manifestação pró-Lula em Santos não teve ocorrências
Fábio Mello, que assumirá o cargo de vereador em 2027, afirmou que o planejamento permitiu realizar o evento sem incidentes. Segundo ele, a circulação na região permaneceu organizada durante o ato.
“Não teve ocorrência. Conseguimos organizar, as pessoas ajudaram. Nós estamos no lugar da melhor descrição possível, o trânsito está controlado, a praia está funcionando normalmente.”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de novos atos, Mello disse que a intenção é organizar outra manifestação o mais rápido possível. Ele também defendeu a autonomia brasileira e criticou o que chamou de imperialismo norte-americano.
“A gente precisa virar votos, a gente quer o Brasil para os brasileiros, as nossas riquezas naturais. O Brasil é riquíssimo”, declarou.
Durante a entrevista, o dirigente citou petróleo, terras raras, minerais críticos e recursos hídricos como riquezas estratégicas do país. Além disso, afirmou que a mobilização busca defender a soberania nacional e a democracia brasileira.
Mello também mencionou os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro destruiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Para ele, a mobilização popular tem relação com a defesa das instituições democráticas e com a escolha dos representantes nas urnas.
Débora Camilo diz que ato foi o maior que já presenciou em Santos
A vereadora Débora Camilo também participou da manifestação. Ao avaliar a mobilização, ela afirmou que não havia presenciado um ato daquele tamanho na cidade, mesmo depois de participar de outras manifestações.
“Olha, eu nunca vi um ato desse tamanho. E olha que a gente já fez várias manifestações, mesmo a do Ele Não, manifestação contra a PEC da Bandidagem, outros cortes da educação. Mas esse está de longe, o maior”, disse.

Camilo relatou que teve dificuldade para chegar ao carro de som devido à quantidade de pessoas. Ainda assim, afirmou que deixou o local com esperança e destacou a participação de trabalhadores e movimentos sociais.
“Muita gente que foi chegando durante a caminhada se tornou esse mar de gente maravilhoso, e essa é a democracia esperançosa”, declarou.
A manifestação reuniu apoiadores de Lula em uma mobilização que antecede o segundo turno da eleição presidencial. O pleito está marcado para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República
