Em matéria, banco diz que é mais eficiente com digitalização (leia-se consequentes demissões) e fechamento de agências físicas. O que dificulta o acesso de usuários e clientes ao atendimento presencial, um direito estabelecido pelo Banco Central, já que o banco é uma concessão pública!
Segundo matéria do site infomoney, 07/01/26, o Bradesco, comandado pelo CEO Fernando Noronha, vai dar continuidade ao que o Mercado Financeiro denomina de “eficiência operacional”, ou seja, fechar agências físicas e transformar em pontos de atendimento digital.
Em nome do lucro incessante, o Bradesco naturaliza em entrevista a demissão, consequência da digitalização, o que acarreta, também por consequência, exploração de trabalhadores com sobrecarga de funções, adoecimento de bancários com metas, desrespeito aos clientes com mau atendimento (principalmente dos idosos) dificultando o acesso em agências físicas (ao diminui-las); o que fere um dever como concessão pública do governo federal.
Mesmo assim, na entrevista, o gestor destaca que o Bradesco tem investido fortemente em ganhos de eficiência!!!
Conforme a normativa do Banco Central, o usuário ou cliente têm o direito a: Acessibilidade – Pessoas portadoras de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida, idosos, gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo têm acesso prioritário às agências bancárias.
Com as medidas adotadas pelo Bradesco, os usuários estão tendo que se deslocar muito mais ou até viajar a outra cidade para ter atendimento físico, com filas intermináveis!
Demissão de mais de 25 mil
Em 5 anos o banco demitiu mais de 25 mil bancários e bancárias e fechou mais de 2.000 agências. Em 2025, foram mais de 35 pais e mães dispensados na Baixada Santista.
Enquanto isso, o Bradesco tem lucro projetado para 2025 de R$ 24,6 bilhões!