Movimento sindical está recebendo denúncias e organizando funcionários contra metas, pela realocação de caixas e realização de curso de reciclagem para todos e todas
Os funcionários do Banco do Brasil se organizam em resposta ao descumprimento de compromissos assumidos pela instituição durante a Campanha Nacional 2024. O banco havia garantido que haveria novos cargos e que os caixas seriam realocados em nova função, com manutenção de remuneração similar ou superior à da gratificação de caixa, mas a realidade tem se mostrado diferente.
Atualmente, caixas estão sendo comunicados de que perderão suas funções em 1º de fevereiro, gerando um clima de desespero entre os trabalhadores.
Muitos afirmam que não têm alternativas viáveis para realocação, contrariando o que foi prometido pelo banco, que assegurou a permanência dos trabalhadores na mesma cidade.
Em algumas agências, quando há mais de um caixa para uma única vaga, o gerente geral está sendo responsabilizado por decidir quem ficará no cargo, um processo que desrespeita o histórico sistema interno de ascensão e oportunidades do banco.
O outro problema é em relação à incorporação da gratificação de caixa. O BB enviou comunicado aos colegas que fariam jus à incorporação, cumprindo aquilo que havíamos acordado na mesa. Mas alguns caixas dizem que não receberam o comunicado. “Isso gera um impacto devastador na vida dos trabalhadores, que começam o ano sem saber como vão pagar suas contas ou mesmo se terão seus salários mantidos”, afirma a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.
Metas abusivas e sobrecarga
Além do descumprimento dos acordos, a Vice-presidência de Varejo do BB segue pressionando trabalhadores com metas abusivas em busca de lucros que desvirtuam o papel do Banco do Brasil como instituição pública. Agora, somam-se novas responsabilidades atribuídas aos gerentes gerais, que precisam decidir, muitas vezes de forma constrangedora, quem ficará com as poucas vagas disponíveis, enquanto os caixas ficam sem espaço para movimentação.
Cursos de reciclagem
Outro ponto de insatisfação é o curso de reciclagem prometido aos caixas, que virou um pré-requisito para concorrer às vagas, sem que isso tivesse sido acordado previamente. Muitos trabalhadores que estavam de licença ou de férias, ou mesmo os que têm alta demanda de trabalho, não conseguiram realizar o curso e agora estão sendo prejudicados.