Com avanços no PPRS, bolsas de estudo e benefícios para PCDs, o Sindicato indica a aprovação da nova proposta de acordo coletivo do Santander em assembleia virtual nesta sexta-feira (6/11).
O Sindicato dos Bancários de Santos e Região, representado pela COE Santander (Comissão de Organização dos Empregados do Santander), obteve importantes avanços na proposta de acordo coletivo de trabalho específico dos bancários e financiários do Santander.
O Sindicato indica a aprovação da proposta.
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Em assembleia (leia o edital) nesta sexta-feira, 6 de novembro, com votação aberta por meio do link entre 9h e 19h , os bancários e financiários do Santander vão deliberar sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho – Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 e Termo de Relações Laborais e Prestação de Serviços Financeiros, ambos com vigência de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028; e proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para regrar o Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS), para os exercícios de 2026 e 2027.
Confira as principais conquistas da proposta
- A proposta garante que nenhum trabalhador do Santander receberá PPRS menor que o valor mínimo pago pelo exercício de 2025 (3.880,84, para ROE menor ou igual a 13%). De acordo com as projeções de lucro do Santander para este ano, caso não tivesse sido conquistado esse valor mínimo na negociação (R$ 3.880,84, para ROE menor ou igual a 13%), os trabalhadores do Santander receberiam R$ 3.357,67 de PPRS (ROE menor ou igual a 13%).
- 2.500 bolsas de estudo, que agora incluem também segunda graduação, segunda pós-graduação e segundo MBA. Além disso, foram incluídos os cursos Ciências de Dados, Inteligência Artificial, Cibersegurança, Engenharia de Computação e Softwares, muito requisitados pelos trabalhadores do Santander e pelo mercado de trabalho. Também foi garantida uma reserva de 10% dessas bolsas para trabalhadores PCDs.
- Isenção de coparticipação do plano de saúde ao trabalhador PCD também quando se afasta (afastamentos previdenciários/acidentários). No acordo anterior, o trabalhador PCD que se afastava não tinha direito a isenção na coparticipação.
- Em meio ao cenário de retração nos lucros da empresa em comparação ao ano anterior, a categoria dos trabalhadores alcançou avanços significativos na negociação do novo acordo coletivo. Entre os principais destaques da proposta final está a garantia de um piso para a Participação nos Lucros e Resultados (PPRS), assegurando que o valor pago aos empregados não seja inferior ao praticado no exercício de 2025.
- O pacote de conquistas também traz melhorias no programa de bolsas de estudo. A lista de cursos ofertados foi atualizada para atender às demandas diretas dos trabalhadores e às necessidades do setor, passando a cobrir segundas graduações, pós-graduações e MBAs — medida que amplia de forma expressiva o alcance do benefício.
- No âmbito da inclusão e diversidade, o acordo estabelece uma cota de 10% das bolsas de estudo voltada exclusivamente para Pessoas com Deficiência (PCDs). Além disso, garantiu-se a isenção de coparticipação no plano de saúde para profissionais PCDs mesmo durante períodos de afastamento.
Avaliada pelos representantes sindicais como o melhor resultado possível dentro da atual conjuntura econômica, a proposta será submetida à deliberação da categoria. A recomendação da entidade é pela aprovação do texto, e todos os trabalhadores estão convocados a participar da assembleia de votação.
