Novo episódio detalha conexões entre figuras do poder, empresas offshore e o uso de “laranjas”.
A série jornalística Revelando lançou um novo episódio na terça-feira (20/10), com mais detalhes sobre as conexões entre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e outras figuras do poder. Em República dos Laranjas, o ator e roteirista Fábio Porchat retorna para fazer uma correção. Depois do sucesso de Grandes Igrejas, Master Negócios, episódio que expôs a rede de contatos em torno do Banco Master, a nova reportagem apresenta outros personagens dessa trama.
“O primeiro erro foi deixar de fora gente que merecia reconhecimento. Muito reconhecimento. Eu deixei de fora um advogado de Brasília chamado Willer Tomaz, que tinha dinheiro escondido dentro de livro e movimentou cinco bilhões de reais em site de aposta. E eu deixei de fora um ministro do Supremo que hoje preside o Tribunal Superior Eleitoral, o tribunal que cuida da eleição: Kassio Nunes Marques”, afirma o apresentador.
O novo episódio detalha conexões que parecem colocar muita gente diferente dentro do mesmo quadro societário. Mas o que chama atenção é que, no papel, as coisas são diferentes. Segundo afirma Porchat, “as empresas são da doméstica, as contas são de offshore e as casas são de outra empresa”. E é essa diferença, entre quem está registrado nos documentos e quem manda na prática, que nomeia o episódio:
“Laranja é o nome que se dá pra gente que empresta o nome pra esconder o dono de verdade de uma coisa. E essa é a história de um grande laranjal”, afirma Porchat.
Em República dos Laranjas, o Revelando busca encontrar a origem dessas sociedades inusitadas e, para isso, é “preciso primeiro mergulhar na grande escola do crime organizado do Brasil, a Harvard da bandidagem: o Rio de Janeiro”.