Relógio de banqueiro não anda, se arrasta. Para cobrar meta, o segundo é de pressa; para dar proposta, o tempo nem passa.
Com a pauta de reivindicações da categoria em mãos desde 24 de junho, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) segue sem apresentar uma única proposta para as bancárias e bancários — justamente quem constrói os lucros recordes do setor que mais fatura no país.
Enquanto isso, os ganhos bilionários dos bancos continuam sendo alimentados pelas maiores taxas de juros do mundo, pelo fechamento de agências e por demissões em massa. Uma conta pesada que custa caro à população, trava o desenvolvimento do Brasil e causa o adoecimento da categoria. Para piorar, a Fenaban ainda ameaça acabar com a mesa única de negociação, uma conquista histórica de décadas.
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal seguem pelo mesmo caminho: enrolação e nenhuma proposta definitiva na mesa.
