Comando Nacional volta a defender o retorno da ultratividade para preservar os direitos da categoria. Encontro deve definir o calendário de negociações na busca pela renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
Após a aprovação da minuta de reivindicações na 28ª Conferência Nacional dos Bancários e sua entrega à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), em 24 de junho, pelo Comando Nacional dos Bancários, começam as negociações entre trabalhadores e bancos.
A primeira rodada de negociação acontece nesta quinta-feira (2 de julho), quando deverá ser definido o calendário das reuniões temáticas que tratarão das reivindicações da categoria. A pauta foi ratificada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país. Agora, a mobilização da categoria ganha ainda mais importância.
Entre os principais eixos da campanha estão: reajuste do índice de inflação + 5% de aumento real nos salários e nas demais verbas, como PLR, vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR); fim das metas abusivas; manutenção do atual modelo de PLR (percentual do salário, parcela fixa e adicional); preservação dos direitos conquistados; manutenção da mesa única de negociação e da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria; defesa do emprego bancário; fortalecimento dos bancos públicos; e distribuição mais justa dos ganhos gerados pela tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho e respeito à privacidade dos trabalhadores.
Agora é mobilização
O movimento sindical destaca que a conquista de avanços na Campanha Nacional depende da mobilização da categoria, como demonstra a história das negociações dos bancários.
“Temos que garantir que todo mundo entre nessa luta para vencer os desafios desta campanha. Se queremos aumento, PLR, VA, VR e direitos, essa campanha também depende de você. Organize-se para a luta, filie-se e siga as redes sociais do Sindicato!” Destaca Elcio Quinta, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.
O movimento sindical convoca a categoria a compartilhar a hashtag #MovidosPelaLuta, lema da Campanha Nacional 2026.
O voto tem consequências
Durante as negociações, o Comando Nacional voltará a defender o restabelecimento da ultratividade, princípio que garantia a manutenção das cláusulas das convenções e acordos coletivos mesmo após o término de sua vigência, até a assinatura de um novo instrumento coletivo.
Esse mecanismo deixou de valer após a reforma trabalhista de 2017, ampliando a insegurança jurídica nas negociações e tornando a renovação dos direitos uma preocupação permanente da categoria. Para o movimento sindical, o debate reforça a importância das eleições e da escolha de representantes comprometidos com a valorização da negociação coletiva e com a proteção dos direitos dos trabalhadores.