Início Notícias Entidades patronais atacam o fim da escala 6×1 com carta e apoio de alguns senadores
Notícias

Entidades patronais atacam o fim da escala 6×1 com carta e apoio de alguns senadores

ICL

10 de junho de 2026

Senadores da oposição tentam a todo custo inviabilizar os avanços obtidos na Câmara dos Deputados com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. O senador Rogério Marinho (PL-RN) encabeça uma outra PEC (12/26) para estabelecer “horário flexível” e impor que a livre negociação se sobreponha à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lidera uma carta junto a confederações em apoio à proposta bolsonarista.

O documento tem como signatários a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); a Confederação Nacional do Comércio (CNC); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); e a Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Senadores que assinam escala 7 x 0:

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/26, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), reuniu dezenove assinaturas originais e dezoito requerimentos de adição, totalizando 37 signatários. A proposta busca flexibilizar as jornadas de trabalho mediante negociação entre empregado e empregador. Parlamentares que assinaram a matéria:

Rogerio Marinho (PL/RN),

Damares Alves (REPUBLICANOS/DF),

Eduardo Girão (NOVO/CE),

Laércio Oliveira (PP/SE),

Hamilton Mourão (REPUBLICANOS/RS),

Plínio Valério (PSDB/AM),

Marcos Rogério (PL/RO),

Hermes Klann (PL/SC),

Luis Carlos Heinze (PP/RS),

Magno Malta (PL/ES),

Astronauta Marcos Pontes (PL/SP),

Wilder Morais (PL/GO),

Jaime Bagattoli (PL/RO),

Flávio Bolsonaro (PL/RJ),

Styvenson Valentim (PODEMOS/RN),

Ciro Nogueira (PP/PI),

Tereza Cristina (PP/MS),

Carlos Portinho (PL/RJ), S

Dr. Hiran (PP/RR),

Eduardo Gomes (PL/TO),

Marcio Bittar (PL/AC),

Lucas Barreto (PSD/AP),

Sergio Moro (PL/PR),

Angelo Coronel (REPUBLICANOS/BA),

Marcos do Val (AVANTE/ES),

Efraim Filho (PL/PB),

Dra. Eudócia (PSDB/AL),

Vanderlan Cardoso (PSD/GO),

Izalci Lucas (PL/DF),

Roberta Acioly (REPUBLICANOS/RR),

Sérgio Petecão (PSD/AC),

Esperidião Amin (PP/SC),

Wellington Fagundes (PL/MT),

Jayme Campos (UNIÃO/MT),

Nelsinho Trad (PSD/MS),

Carlos Viana (PSD/MG),

Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)

Farsa

A carta assinada pelas entidades patronais estabelece uma argumentação nociva à classe trabalhadora e à sociedade brasileira, pois adota um sentido de que parte da população não gosta de trabalhar. O título do texto é: “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”. Ou seja, insinua que os mais de 70% da população brasileira que apoia o fim da escala 6×1 despreza o esforço para o trabalho.

O conteúdo do texto pede apoio explícito à PEC 12, chamada de Trabalho Flexível. É dito: “Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar o ano sem dívida? Também dá.”

A farsa defendida pelas entidades diz que os direitos da CLT seriam mantidos nesse novo sistema, porém omite que o pagamento por hora trabalhada representará, invariavelmente, rebaixamento dos salários e um convite a abusos.

Isso acontece, pois querem que os empregados negociem diretamente com os empregadores, sem uma garantia de jornada e de proteção sobre o que foi acordado. Em um país em que o trabalho escravo insiste em persistir, chama a atenção que grandes entidades se exponham ao apoiar tal medida que relativiza relações de trabalho.

O texto da PEC de Flávio Bolsonaro e Marinho não deixa dúvidas. Está escrito nele que deve prevalecer “o disposto em contrato individual de trabalho sobre os instrumentos de negociação coletiva”.

Mais evidente do que isso, só a desfaçatez em apoiar tal condição e ainda dizer que todos os direitos estarão garantidos, como falseia a carta.

A justificativa patronal contra o fim da escala 6×1, como aprovada na Câmara, é de que a iniciativa é engessada e aumentará custos. Neste ponto, o documento apela ao terrorismo argumentativo ao dizer que a escala 5×2 e a redução da jornada para 40 horas semanais representarão aumento de preços para a população em produtos e serviços. Essa é uma ameaça velada, espalhada sem estimar valores, que antecipa uma ação que essas entidades podem vir a tomar, sendo necessária ou não, por oportunismo e para se contrapor a um avanço para a vida dos trabalhadores.

Existem diversos estudos que comprovam que os benefícios em escalas e jornadas de trabalho menores são compartilhados tanto por funcionários quanto por patrões.

Mas a carta endereçada aos senadores e senadoras, com apoio de mais de mil entidades, segundo a Fiesp, fecha os olhos para esse debate. Assim, o texto finaliza com o pedido para que “deixem o brasileiro escolher o seu próprio caminho”, ignorando que de fato ele já foi escolhido e demonstrado em audiências públicas, manifestações, plebiscitos e, por fim, pelo apoio maciço obtido na Câmara dos Deputados.

Compartilhe

Mais resultados...

Generic selectors
Apenas pesquisar exatas
Pesquisar no título
Pesquisar no conteúdo
Post Type Selectors

Receba notícias de interesse da categoria!

Informação confiável é no Sindicato, cadastre-se para receber informações!

O SEEB Santos e Região foi fundado em 11/01/1933. As cidades da base são: Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga. O Sindicato é filiado à Intersindical e a Federação Sindical Mundial (FSM).

 Política de Privacidade

  ACESSAR EMAIL

Fale Conosco