Os bancários responsáveis pelo lucro de bilhões, alta de 10,4%: são tratados com desrespeito, pressão, acúmulo de serviços, demissões, fechamento de agências e adoecem
O Itaú Unibanco reportou nesta terça-feira (05/05/26) lucro líquido recorrente de R$ 12,28 bilhões no 1º trimestre, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, mas queda de 0,3% na comparação trimestral.
A margem financeira cresceu 4% na comparação anual, para R$ 32,3 bilhões. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio consolidado (ROE) ficou em 24,8%, acima dos 22,5% registrados um ano antes e dos 24,4% do quarto trimestre de 2025. No Brasil, o ROE foi de 26,4%. Estimativas de analistas compiladas pela LSEG indicavam lucro de R$ 12,5 bilhões e ROE de 24,29%.
A carteira de crédito atingiu R$ 1,48 trilhão ao final de março, alta de 7,2% em relação ao ano anterior e queda de 0,5% na comparação trimestral. Excluindo o efeito da variação cambial, o crescimento foi de 9% no ano e de 1,2% no trimestre.
Já os funcionários, responsáveis pelo lucro bilionário, trabalham sob:
- Pressão por metas impossíveis
- Acúmulo de funções
- Falta de funcionários
- Ambiente precário, com agências lotadas
- Fechamento de agências
- Demissões
- Adoecimento
Ao final de março, o Itaú tinha 2.367 agências e pontos de atendimento bancário (PAB), de 2.529 no final de dezembro e de 2.795 no mesmo período de 2025. Ou seja, em 12 meses foram fechadas 428 agências e PABs.
“Essas medidas, unicamente em nome de lucros bilionários, provocam exploração de trabalhadores com sobrecarga de funções e adoecimento de bancários por conta das metas e assédio. Os clientes também são desrespeitados pelas ações do banco, principalmente os idosos, ao terem dificultado o acesso a agências físicas, com atendimento presencial (ao diminui-las); o que fere um dever como concessão pública do governo federal”, explica Élcio Quinta, trabalhador do Itaú e presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.
O Sindicato dos Bancários de Santos e Região vem protestando junto à diretoria de Relações Sindicais do banco e com ações nas portas das agências, para conscientizar a população!