O aumento expressivo que ocorre nos valores do plano de saúde, após a aposentadoria, é um dos principais focos da luta
Indignados com as atuais práticas do Itaú, em relação aos valores cobrados no plano de saúde, aposentados do banco seguem mobilizados para garantir os mesmos direitos ao plano de saúde dos da ativa. Neste momento, uma das frentes de atuação é a mobilização para inclusão do tema no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria deste ano.
Um problema central para os aposentados do Itaú, após dedicarem anos de vida trabalhando e garantindo os lucros bilionários do banco, é que quando mais precisam estão com seu direito à saúde inviabilizado. O motivo é que, na aposentadoria, após o período resguardado pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, o Itaú impõe que os bancários migrem de um plano de saúde familiar, que possuíam quando da ativa, para um plano individual, sem contar mais com a contribuição do banco na mensalidade.
“Com isso, os valores do plano sobem absurdamente. Muitos aposentados acabam tendo que deixar de ter cobertura de saúde em uma fase sensível da vida. E mesmo quem consegue ficar com plano sofre para equilibrar o orçamento, o que também prejudica a qualidade de vida. O banco lucra bilhões e tem condições de garantir condições dignas para quem dedicou anos ao Itaú”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancário do Itaú, Élcio Quinta.
A mobilização dos bancários aposentados do Itaú tem crescido e é importante que ela se amplie para todo o País. Fique atento às redes do Sindicato para acompanhar os desdobramentos e orientações. Só a luta muda a vida.