Mobilização das centrais, no próximo dia 15/04, vai cobrar redução da jornada, fim da escala 6×1, regulação do trabalho por aplicativos, criação de empregos decentes, fortalecimento das negociações coletivas e mais
Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país se reúnem no próximo dia 15 de abril, em Brasília, para a Marcha da Classe Trabalhadora 2026, com reivindicações históricas do movimento sindical e desafios atuais do mundo do trabalho.
Entre as reivindicações, as Centrais Sindicais defendem:
- Redução da jornada de trabalho,
- Fim da escala 6×1,
- Criação de empregos decentes,
- Valorização do salário mínimo,
- Fortalecimento das negociações coletivas,
- Autorregulação dos sindicatos,
- Combate ao feminicídio,
- Regulação do trabalho mediado por plataformas digitais,
- Combate à pejotização,
- Redução da Taxa de Juros,
- Avanço na política de promoção da saúde e segurança no trabalho,
- Direito da Negociação coletiva setor público convenção 151 OIT,
- Entre outros importantes temas.
A Marcha é organizada pela Intersindical Central da Classe Trabalhadora e demais centrais sindicais, a mobilização integra a jornada nacional de lutas e se articula com as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. A expectativa é reunir milhares de pessoas na capital federal em torno de uma agenda unificada por direitos, melhores condições de trabalho e justiça social.
Programação da marcha
A programação começa às 8h, com concentração no estacionamento do Teatro Nacional, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral. Às 9h, será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora, reunindo lideranças sindicais, movimentos populares e delegações de diversos estados.
A marcha segue às 10h30 em direção à Esplanada dos Ministérios. À tarde, dirigentes das centrais sindicais entregam a pauta de reivindicações ao presidente Lula, em agenda já confirmada.
Reivindicações
O movimento sindical defende medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7.500 e regras mais justas para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Outro ponto destacado é a garantia do direito à negociação coletiva no setor público, além da defesa de normas internacionais de proteção ao trabalho.