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Salário no Brasil tem recorde e média chega a R$ 3.652, diz IBGE

Fernando Frazão/Agência Brasil

6 de março de 2026

salário médio do brasileiro é o maior da série histórica e chega a R$ 3.652. Dados do IBGE trazem notícias que mostram que a economia brasileira melhorou.

Maiores salários: sinais da melhora da economia do Brasil, de acordo com o IBGE

  • Rendimento real (salário) de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série iniciada em 2012;
  • A massa de rendimento real é de R$ 370,3 bilhões, outr recorde: cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano;
  • População ocupada chegou a 102,7 milhões, o maior volume da série;
  • A taxa de desocupação é a manor da história (5,4%);
  • Taxa de informalidade, (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) é a menor desde julho de 2020 (37,5%).

Dados da PNAD Contínua Mensal, divulgados nesta quinta-feira (5/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trazem quatro pontos que reforçam o bom momento da economia do país.

Raio-X do Trabalho

Dados da PNAD Contínua (IBGE)

Rendimento Médio Real

R$ 3.652 Recorde

Maior valor da série histórica iniciada em 2012.

Massa de Rendimento

R$ 370,3 Bilhões Recorde

+7,3% no ano (+R$ 25,1 bi)
+2,9% no trimestre (+R$ 10,5 bi)

População Ocupada

102,7 Milhões

Maior contingente de trabalhadores da série histórica.

Taxa de Desocupação

5,4% Menor da História

Menor taxa já registrada na série histórica.

Taxa de Informalidade

37,5%

Menor proporção desde julho de 2020.

O primeiro é que o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série iniciada em 2012, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões), também recorde, cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

O segundo ponto refere-se à população ocupada, que chegou a 102,7 milhões, também o maior contingente da série, ficando estável no trimestre e com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 ponto percentual no ano (58,2%).

Os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação. Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”

Adriana Beriguy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE

O terceiro destaque aponta que, no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o Brasil registrou uma taxa de desocupação de 5,4%, repetindo o patamar de agosto a outubro de 2025, o menor da série histórica. Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o que representa o menor contingente de desocupados desta série, ficando estável frente ao trimestre anterior e registrando redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.

De acordo com a coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE, Adriana Beriguy, “os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação. Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal.”

Tomaz Silva/Agência Brasil

Taxa de informalidade é a menor desde 2020

O quarto ponto de destaque da PNAD Contínua Mensal refere-se à taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores informais na população ocupada. O índice foi de 37,5%, o menor desde julho de 2020, e equivale a 38,5 milhões de trabalhadores informais.

No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%. “A taxa de informalidade vem em queda desde 2022, com aceleração dessa trajetória a partir de 2023. Especificamente no atual trimestre, a retração da taxa esteve associada à tendência de queda do emprego sem carteira no setor privado e de expansão da cobertura de registro no CNPJ dos trabalhadores por conta própria”, explica Adriana Beriguy.

Número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado é de 39,4 milhões

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (inclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Já o total de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. O contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Já o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas).

SUBUTILIZAÇÃO – A taxa de subutilização da força de trabalho, que traduz o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada, ficou em 13,8%. O resultado é considerado estável na comparação trimestral e representa queda de 1,8 ponto percentual na comparação anual (15,5%).

Taxa de ocupação é a melhor da série histórica. Em, 2025, 103 milhões de pessoas possuíam emprego. Em 2024, o número era de 101, 3 milhões. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Além disso, a população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados foi de 2,4%, com estabilidade no trimestre e queda de 0,4 ponto percentual no ano (2,8%).

Na análise por grupamentos de atividade, ante o trimestre anterior, houve aumento no total de ocupados no setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 365 mil pessoas) e Outros serviços (3,5%, ou mais 185 mil pessoas).

Na comparação anual, cresceram os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,4%, ou mais 561 mil pessoas) e de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,2%, ou menos 243 mil pessoas).

O que é a PNAD Contínua?

A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre.

Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nessa pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país. Os dados da PNAD podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Contínua Mensal, referente ao trimestre encerrado em fevereiro, será em 27 de março.

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