Circular do banco, para os gestores das agências, estabelece que a ‘verba de café da manhã’ é para apenas 1 pão por dia para cada bancário, excluindo outros profissionais que trabalham nas unidades
Além de demitir, reduzir postos de trabalho e fechar agências para garantir seus lucros, agora, segundo denúncias, o Santander está racionando pão e excluindo trabalhadores do café da manhã na agência. Conforme apurado pela diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, os gestores receberam uma circular com as novas regras.
“O documento estipula que a verba do café da manhã é para ter 1 média por dia para cada bancário. Sendo que as outras pessoas que trabalham na agência, vigilantes, equipe de limpeza e terceirizados, não têm direito de comer um pão. Mas o trabalho delas também contribui para os lucros bilionários do Santander. É um absurdo”, afirma Fabiano Couto, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e funcionário do Santander.
O dirigente sindical lembra que, além de absurda, a medida é contraditória em relação a outras posturas do banco, onde há gastos que poderiam ser evitados. “Desde o início do ano, o Sindicato está cobrando e tomando medidas por uma solução definitiva para o problema de abastecimento de água na agência Boqueirão, em Praia Grande. O banco já gastou dinheiro com mais de 10 caminhões-pipa, mas não compra uma bomba d´água para normalizar de vez a situação da unidade. Por um lado, gasta dinheiro com soluções paliativas, sem resolver o problema, e por outro quer economizar restringindo comida!”
“Sobre a questão específica da bomba d’água, estamos em contato com a superintendência de Relações Sindicais do Santander e, se for preciso, iremos paralisar toda a agência por tempo indeterminado”, diz Fabiano. Ele reforça a importância dos bancários e bancárias, da Baixada Santista, denunciarem ao Sindicato os problemas que acontecem nas agências da região. “Tanto questões estruturais, de falta de condições de trabalho até qualquer tipo de assédio”.