Nesta terça (04), os bancários e a diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região estão mobilizados visitando as unidades, para exigir respostas dos bancos às reivindicações por aumento acima da inflação e melhores condições de trabalho
O Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nessa terça-feira (4), na 6ª rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho.
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região continua fazendo manifestações junto a categoria nas agências da Baixada Santista. “Estamos dialogando com os bancários e bancárias para explicar o andamento da Campanha e a importância da união e mobilização para manter nossos direitos, a mesa única e reajuste acima da inflação. Caso os bancos continuem irredutíveis vamos organizar a greve nacional”, ressalva Elcio Quinta, presidente do Sindicato.

Entre hoje e quinta-feira (06/08), os diretores irão percorrer as cidades de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Cubatão e Guarujá.
Nas últimas cinco rodadas, realizadas até 30 de julho, o Comando Nacional defendeu ponto a ponto a pauta de reivindicações das bancárias e dos bancários, com base em dados técnicos e na realidade financeira do setor.
Os trabalhadores cobram, agora, que a partir dessa terça (4), os bancos tragam respostas reais sobre aumento na remuneração e em defesa da saúde mental, estabilidade e reconhecimento profissional de cada bancária e de cada bancário.


Veja a seguir a linha do tempo das negociações já realizadas:
24 de junho | Entrega da Pauta de Reivindicações
O Comando Nacional entrega oficialmente a minuta à Fenaban e abre as mesas específicas dos bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDES) e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil).
Matéria – https://santosbancarios.com.br/artigo/categoria-bancaria-entrega-minuta-de-reivindicacoes-a-fenaban/
02 de julho | 1ª Rodada — Cláusulas Sociais
Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado.
Matéria – https://santosbancarios.com.br/artigo/campanha-nacional-movimento-sindical-pleiteia-mais-vagas-para-pcds-jornada-4×3-e-garantia-do-direito-a-desconexao/
07 de julho | 2ª Rodada — Emprego e Tecnologia
Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências.
Matéria – https://santosbancarios.com.br/artigo/comando-nacional-exige-suspensao-das-demissoes-e-do-fechamento-de-agencias/
16 de julho | 3ª Rodada — Igualdade de Oportunidades
Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes.
Matéria – https://santosbancarios.com.br/artigo/campanha-nacional-movimento-sindical-avanca-em-mesa-por-igualdade-de-oportunidades/
21 de julho | 4ª Rodada — Saúde e Condições de Trabalho
Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1).
Matéria – https://santosbancarios.com.br/artigo/campanha-nacional-unificada-2026-negociacao-sobre-saude-acontece-sob-clima-de-ameacas/
30 de julho | 5ª Rodada — Cláusulas Econômicas
Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas.
Matéria – https://santosbancarios.com.br/artigo/campanha-nacional-unificada-2026-movimento-sindical-cobra-aumento-acima-da-inflacao-diante-do-alto-nivel-de-lucratividade-dos-bancos/
RAIO-X DO DIEESE
• Defasagem nos Vales: O VA acumula perda de -13% (2019-2025) e o VR de -3,7% (2023-2025). Para recompor o poder de compra de 2019, o VA mensal precisaria subir de R$ 924,47 para R$ 1.293,73 (reajuste de 40%).
• Corte nas despesas com pessoal: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda é de 11%).
• PLR minguando: Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%. Entre os bancos públicos, só a Caixa atingiu o teto de 15%, acordado na CCT, enquanto Banco do Brasil se aproximou do índice, com distribuição média de 11%.
• Piso salarial digno: sindicatos exigiram a criação de um piso para TI e, para as funções de entrada na categoria em geral, aplicar como piso o “Salário Mínimo Necessário do Dieese” (R$ 7.999,44).