Justiça do Trabalho

Bradesco condenado a indenizar em R$ 100 mil bancária adoecida

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Bradesco condenado a indenizar em R$ 100 mil bancária adoecida

Trabalhadora foi aposentada por invalidez por desenvolver síndrome do túnel do carpo bilateral de origem ocupacional

O Banco Bradesco foi condenado a indenizar em R$ 100 mil uma bancária que adquiriu doença ocupacional relacionada ao trabalho. A 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o direito à reparação, mas reduziu o valor inicialmente fixado para a indenização.

 

Digitação

Empregada do banco desde 1979, a bancária foi aposentada por invalidez em 2003. Ela sustentou, na ação trabalhista, que a doença teve como causa a execução de digitação em máquinas de datilografia e de calcular e em computadores. No laudo pericial foi atestado que ela sofria de síndrome do túnel do carpo bilateral de origem ocupacional.

 

Risco acentuado

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) condenou o banco ao pagamento de R$ 300 mil, por entender que a empresa submetia a empregada a atividade de risco acentuado sem adotar medidas eficazes para atenuá-lo, o que caracterizaria culpa por negligência. Para o TRT, a perda da capacidade de trabalho teve como causa a conduta ilícita e culposa do empregador.

 

Quantificação

No recurso de revista, o banco argumentou que o TRT havia fundamentado a condenação apenas no nexo causal constatado no laudo. Segundo o Bradesco, ao não se pronunciar sobre as medidas preventivas adotadas para evitar a ocorrência de doenças ocupacionais, o Tribunal Regional havia ignorado o elemento culpa, “imprescindível para quantificação proporcional e razoável da indenização”.

 

O relator, ministro Augusto César, afastou qualquer dúvida sobre a relação da doença da bancária com o trabalho executado. Por outro lado, observou que, embora tenha havido redução da sua capacidade de trabalho, não fora constatado que essa diminuição tenha sido permanente.

 

Para a Turma, o valor de R$ 300 mil mostra-se desproporcional, em descompasso com a extensão do dano. Com base nos fatos e no alcance dos fins da condenação (o caráter satisfatório com relação à vítima e o punitivo pedagógico para o agente causador do dano), o valor de R$ 100 mil foi estipulado. A decisão foi unânime.

Fonte Com informações do TST
Postado por Comunicação SEEB Santos e Região em Notícias

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