Gestão do BB continua impedindo trabalhadores de terem acesso ao home office, mesmo com estrutura para ampliar o modelo
Aconteceu segunda-feira (21) a primeira mesa de negociação entre a sindicalistas e o banco. O tema foi Teletrabalho, cumprindo compromisso assumido entre as partes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022-2024. Segundo os representantes dos funcionários, apesar de existir muita demanda das áreas meio, especialmente dos escritórios, pelo direito ao home office, o BB limita o acesso.
Segundo o banco, apesar de 17.509 dos funcionários terem permissão para o home office, somente 9.849 estão exercendo essa modalidade, sendo que a grande maioria em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis e, portanto, sem o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo ACT.
O banco também admitiu que apenas os funcionários da área de tecnologia da informação (TI) são liberados para exercer 100% das atividades em home office, pois tem interesse em “reter talentos”. Por outro lado, ao ser questionado porque trabalhadores que sofrem com alguma comorbidade não estão conseguindo acessar esse direito, a resposta da empresa foi que “o TRI [trabalho remoto institucional] não tem como objetivo cuidar da saúde”.
Apesar de reconhecer as leis 14.442/2022 e 14.457/2022, que concedem o direito de home office para pais, mães e tutores com crianças de até 4 anos e de até 6 anos ou com deficiência (independentemente da idade), o banco pontuou que só está liberando o trabalho remoto nas unidades que foram habilitadas pelos diretores responsáveis.
A área de Varejo tem grande demanda por teletrabalho, mas é onde os gestores responsáveis não fizeram nenhum tipo de sinalização para implementar o modelo, pontuam os funcionários.
O desrespeito às leis e o critério dos diretores do banco estão atingindo os bancários, há o caso de uma funcionária com deficiência que está com a cadeira de rodas elétrica quebrada e, há quatro semanas, solicita permissão para exercer trabalho remoto, ressaltou Rogério Tavares, representante da Fetrafi/MG na Comissão dos Empregados do Banco do Brasil (CEBB).
“Concluímos que a atual gestão do Banco do Brasil não tem interesse na qualidade de vida dos seus funcionários. Cada vez mais o assédio moral e ameaças por metas aumenta. Exigimos que o tratamento dispensado para a área de TI seja implementado também à nossa categoria”, afirma Eneida Koury, secretária de Finanças do sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancária do BB.
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Contraf com edição da Comunicação SEEB de Santos e Região