Medida Provisória 905 (MP 905) de Bolsonaro aumentava a jornada de trabalho da categoria bancária e permitia que os bancos abrissem aos sábados
Em novembro de 2019, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, editou a Medida Provisória 905 (MP 905), a chamada carteira de trabalho verde-amarela, que revogava ao menos 80 garantias trabalhistas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aumentava a jornada de trabalho da categoria bancária e permitia que os bancos abrissem aos sábados.
Esta é uma história importante de ser lembrada por cada bancário, e também conhecida pelos trabalhadores que na época não estavam na categoria, diante da decisão que cada um terá que tomar no dia 25 de outubro, que pode impactar a jornada e o não trabalho aos sábados dos bancários.
Como o desmonte trabalhista imposto à época pelo pai do senador e atual candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, se deu por meio de uma MP, as mudanças passaram a valer de forma imediata, com o prazo de 120 dias para serem aprovadas e convertidas em lei pelo Congresso.
Os bancários só não foram afetados pelo desmonte trabalhista de Jair Bolsonaro graças à atuação do movimento sindical, que conquistou junto à Fenaban (federação dos bancos) um acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em dezembro de 2019, que neutralizou os efeitos da MP 905 para a categoria.