Negociação

Bancários cobram políticas preventivas de saúde para categoria

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Bancários cobram políticas preventivas de saúde para categoria

Fenaban vai apresentar propostas das entidades sindicais aos bancos; tema volta a ser debatido na próxima reunião

Em reunião de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, realizada nesta quarta-feira (11), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) decidiu apresentar aos bancos os elementos sobre uma política de prevenção dos problemas de saúde do trabalho nos bancos, propostos pela representação da categoria.

 

O documento apresenta a constatação da realidade de saúde dos bancários, destaca a necessidade de reconhecimento dos riscos, da participação dos trabalhadores para a construção da política de prevenção e aponta a possível causa dos problemas. O texto afirma, ainda, que o número de afastamentos devido a doenças psíquicas não para de aumentar, e se mantém aqueles ocasionados devido às lesões por esforços repetitivos e aos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/Dort).

 

As pessoas trabalham à exaustão, com metas inatingíveis e assédio moral. O medo do desemprego e as reestruturações deixam a categoria apreensiva. Soma-se a isso o trabalho home office e a falta de equipamentos ergonômicos adequados. Essas são as causas de muitos dos problemas de saúde da categoria.

 

É fundamental garantir ambiente favorável para que os trabalhadores busquem tratamento sem que haja perdas financeiras e de função, pois o mais importante é evitar que as pessoas adoeçam. Os bancos admitiram a necessidade e a importância da reflexão sobre o tema para que haja uma solução. Importante descatar que não é possível falar sobre prevenção sem reconhecer os riscos gerais e os específicos.

 

A obrigação de implantar sistemas de gestão de saúde e segurança no trabalho pelas organizações é prevista na legislação brasileira e da maioria dos países e deve incluir, no mínimo, os elementos exigidos em Lei. Há consenso internacional quanto aos benefícios trazidos pela implantação de sistemas de gestão de saúde e segurança no trabalho pelas organizações.

 

A Fenaban admitiu a gravidade do problema, mas solicitou prazo para que os bancos internalizem as reivindicações colocadas pelos representantes dos trabalhadores, debatam sobre elas e consigam, juntamente com os trabalhadores, desenvolver polícias que permitam a prevenção dos problemas de saúde da categoria.

 

Questões pendentes

O Comando Nacional dos Bancários também cobrou respostas da Fenaban sobre questões que ficaram pendentes na última reunião da mesa temática de saúde do trabalhador, realizada no dia 11 de julho.

 

Sobre a cláusula 29, que trata da complementação dos auxílios doença previdenciário e acindentário, os bancos concordam em fazer a complementação, mas pediram para que os trabalhadores levantem casos específicos da não complementação para que a Fenaban possa verificar se são casos isolados, ou se são fruto de mudanças dos procedimentos do INSS. A intenção é não prejudicar um número maior de trabalhadores do que os que serão beneficiados.

 

Com relação aos problemas de não concessão de cestas alimentação a bancários afastados para tratamento de saúde, previsto no parágrafo terceiro da cláusula 15, a Fenaban vai chamar uma reunião geral dos bancos para avaliar se o problema está no descumprimento da cláusula pelos bancos, ou se trata de nova demanda da categoria. A federação dos bancos ficou de dar uma resposta após esta reunião, que deve acontecer ainda no mês de setembro.

 

Fonte Contraf
Postado por Comunicação SEEB Santos e Região em Notícias

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