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Funcionários do BB decidem aprovar proposta, em assembleia

Fernando Diegues

9 de setembro de 2026

No âmbito nacional as assembleias se dividiram em suas decisões, uma parte rejeitou com greve, outra rejeitou com nova negociação e uma terceira aprovou. Algumas bases sindicais, inclusive em Santos e Região, foram pegas de surpresa, pois grandes sindicatos fizeram uma pergunta adicional aos que rejeitaram a proposta, se eles rejeitavam e queriam Negociação ou se rejeitavam e partiria para a Greve.

Isso quebrou a unidade onde: 31% aprovaram a proposta, outros 69% rejeitaram, mas desses 48% preferem a negociação; somente 21% apostou na greve, nas várias assembleias do país.

Negociação

Nessa situação, o BB sentou-se novamente a mesa de negociação, terça (08/09), e reafirmou que chegou ao limite.

Durante a reunião, o Banco do Brasil reafirmou que chegou ao limite da proposta apresentada anteriormente, inclusive em razão das restrições impostas pela legislação eleitoral, que impedem estatais de realizarem concursos ou oferecerem reajustes acima da recomposição salarial em anos em que ocorre pleito eleitoral.

Dessa forma, não houve apresentação de novos itens na proposta.

O banco aproveitou a retomada da negociação para prestar esclarecimentos sobre alguns pontos que haviam ficado pendentes. Principalmente sobre o abono de R$ 3 mil.

Fenaban ameaçou quem fizesse greve

  • Segundo a Fenaban, com o término da ultratividade, nenhuma das Convenções produziria efeitos para as bases que rejeitaram os acordos.
  • Os bancários que entrassem em greve perderiam aproximadamente 150 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do Acordo Coletivo Específico de Trabalho (ACT).
  • Perderiam a 1ª parcela da PLR em setembro.
  • Não teriam reajuste salarial.
  • Plano de saúde.
  • VR e VA.
  • Também não estaria assegurado o abono da paralisação de 20 de agosto nem dos dias da greve.

Funcionários aprovam proposta

Após debate, os funcionários do BB aprovaram a proposta, em assembleia, nesta quarta-feira (09/09), realizada no Sindicato. Para não correrem risco de ficar fora da CCT e ACT, sem direitos, reajustes e PLR caso não assinassem os acordos, até a data limite para entrar na folha de pagamentos, 12 de setembro (nesta sexta).

Já que o grande sindicato de São Paulo já havia aprovado e em outros grandes como RJ e Brasília há indicação de aprovação até dia 12, às 12h. O que retira a maioria dos funcionários da luta e isola os que apostam na greve e destrói a correlação de força para exigir um acordo melhor.

Banco esclarece pagamento de R$ 3 mil

Entre os pontos esclarecidos pelo BB está o reconhecimento financeiro de R$ 3 mil, previsto no âmbito da Campanha de Adimplência 2026.

O banco explicou que cerca de 71,5 mil funcionários serão público-alvo do abono, isto é, todos os funcionários lotados em áreas de negócio e apoio. Os funcionários de áreas táticas e estratégicas não estão no público-alvo. Questionado, o BB reafirmou que não se trata de nova meta e nem meta individual, o atingimento da adimplência já está colocado para as unidades do banco e caso o banco atinja esse índice todo o público-alvo, 71,5 mil funcionários, irão receber o valor de R$ 3 mil reais.

A CEBB pediu também esclarecimentos sobre a proposta de contratação da Cassi para atendimento do SESMT. A proposta prevê priorização de contrato com a Cassi sempre que possível, o que ajuda inclusive o aporte de novos recursos na Caixa de Assistência.

O banco esclareceu ainda que irá cumprir integralmente a cláusula da CCT que prevê participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais, da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com objetivo de reduzir o adoecimento mental na categoria.

O BB informou ainda que não poderá realizar dois processamentos de PLR por impedimento jurídico, pois já foi autuado por fazer pagamentos em datas diferentes. Por isso, os funcionários que não assinarem o acordo poderão receber a PLR somente em fevereiro de 2027, sem direito à parcela de setembro, referente à antecipação.

Confira os principais avanços da proposta para o ACT

RECONHECIMENTO FINANCEIRO

 R$ 3 mil destinado aos funcionários que estiverem dentro do público definido pela campanha, conforme as regras que serão estabelecidas pelo Banco do Brasil. O pagamento está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na campanha, que, atualmente, já tem 85% de probabilidade de ser alcançado.

CASSI

 Adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi.

CARREIRA

 Compromisso de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração.

PLR

 Compromisso de crédito da PLR em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases.

LICENÇA-PATERNIDADE

 Ampliação de 20 para 35 dias.

AUXÍLIO PARA FILHOS COM DEFICIÊNCIA

 Benefício passa de R$ 760,48 para R$ 874,55, aumento de 15%.

CENTRAL DE RELACIONAMENTO

 Novo salário de referência passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77, a partir de janeiro de 2027.

PCDs

 Financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência.

 Cinco jornadas para reparos em equipamentos.

ANBIMA

 Abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

 Estabilidade na função comissionada por seis meses durante afastamento em função da Lei Maria da Penha.

AÇÕES AFIRMATIVAS

 Inclusão no ACT de políticas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos.

OUTROS AVANÇOS

 Abono da ausência em 31 de dezembro de 2026;

 Indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil;

 Apresentação de novo modelo para o enfrentamento ao endividamento dos funcionários;

 Revisão de exames complementares para doenças crônicas;

 Inclusão de egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;

 Contratação da Cassi para atendimento do SESMT

 Afastamento de oito dias na formalização de união estável

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