Em São Paulo, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora e CTB vão promover uma manifestação na tradicional avenida, com concentração marcada para 8 horas e atividade das 10h às 12h30
Após o sucesso da Conclat 2026 e da Marcha da Classe Trabalhadora – que foram realizadas em Brasília, em 15 de abril –, o movimento sindical se mobiliza para a próxima agenda estratégica do ano: o 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras.
Em São Paulo, a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora e a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e vão promover uma manifestação na tradicional Avenida Paulista. Com concentração marcada para 8 horas, a atividade se estenderá das 10h às 12h30.
O 1º de Maio ocorre em meio à tramitação na Câmara Federal de projetos que preveem pemas prioritários para o sindicalismo, como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Outras pautas em destaque, segundo a organização, são a queda na taxa de juros, mais investimentos públicos, a defesa da soberania nacional e da democracia, a regulamentação do trabalho mediado por plataforma e a recuperação do valor do salário mínimo.

Para a Intersindical, a luta pelo fim da escala 6×1 deve ser compreendida como parte de um embate maior contra a lógica que transforma o tempo de vida do trabalhador em mercadoria descartável. Não se trata apenas de reorganizar a semana de trabalho, mas de afirmar um princípio: a riqueza produzida socialmente precisa servir à maioria, e não à acumulação privada de uma minoria. Além de centrais sindicais, o ato na Avenida Paulista contará com o apoio de partidos, como o PCdoB, e de entidades de outros movimentos, como a FMP (Federação das Mulheres Paulista).
Atos descentralizados
O Fórum das Centrais Sindicais debateu em 16 de março encaminhamentos sobre o 1º de Maio. De acordo com as entidades, em 2026 haverá atos descentralizados, com identidade nacional unificada. Em vez de grandes manifestações puxadas pelas centrais nos estados, a diretiva é estimular as entidades de base – sindicatos, federações e confederações – a promoverem atividades junto às próprias bases.