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	<title>Ipea &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Ipea &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Ipea projeta crescimento maior e inflação menor em 2023</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/ipea-projeta-crescimento-maior-e-inflacao-menor-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 11:38:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento da economia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Diminuição da inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[Com avanços observados na economia brasileira nos três primeiros meses do ano, o instituto reviu as previsões econômicas para um cenário melhor O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diante dos avanços observados na economia brasileira nos três primeiros meses do ano, reviu as previsões econômicas e espera que o Brasil cresça mais e que [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Com avanços observados na economia brasileira nos três primeiros meses do ano, o instituto reviu as previsões econômicas para um cenário melhor</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diante dos avanços observados na economia brasileira nos três primeiros meses do ano, reviu as previsões econômicas e espera que o Brasil cresça mais e que a inflação seja menor do que o esperado anteriormente para 2023. As novas previsões de crescimento e as análises do Ipea foram divulgadas hoje (5), na Visão Geral da Conjuntura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova previsão do instituto é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,2% em 2023. A antiga previsão, até março, era de um crescimento de 1,4%. Já a inflação deve ser menor. A previsão da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,6% para 5,1% em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o relatório, a revisão da previsão do PIB em 2023 ocorreu após o crescimento dos primeiros três meses do ano ter superado as expectativas do Ipea. A previsão do instituto para o período era um crescimento de 1,2% em relação ao período anterior, os últimos três meses de 2022, e avanço de 2,7% em comparação com os primeiros três meses de 2022. O crescimento, no entanto, foi maior, de 1,9% em relação ao trimestre anterior e 4% em relação ao mesmo período de 2022</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Valorização do real</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A inflação menor que a esperada, por sua vez, ocorre também devido à valorização do real brasileiro, que junto com a deflação das cotações das&nbsp;<em>commodities</em>&nbsp;resulta em força que pressiona para baixo os preços no atacado, induzindo a um cenário de desinflação no varejo e nos preços ao consumidor. Para o restante do ano, portanto, a perspectiva é, segundo a análise divulgada, de estabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No documento, os pesquisadores detalham alguns fatores que contribuem com o cenário projetado. Dentre eles, o aumento da demanda por&nbsp;<em>commodities</em>&nbsp;brasileiras, motivada, entre outros fatores, pela reabertura econômica da China. Este ano, o Brasil registrou recordes de superávit mensal na balança comercial para o mês, puxados pelo aumento das exportações de commodities como petróleo, minério de ferro, milho e soja.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Forças distintas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do país, o Ipea aponta duas forças distintas em direções opostas. De um lado, a manutenção por período prolongado de taxas de juros elevadas por parte da autoridade monetária, alcançando o valor médio anualizado de 45% no mercado de crédito, o que pressiona para baixo o crescimento. De outro, impulsionam o crescimento, as medidas fiscais que permitem a sustentação da renda das famílias, assim como a elevação da demanda pública, tanto do consumo do governo como dos investimentos públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ipea destaca ainda que novas medidas continuam atuando no sentido de sustentar a renda das famílias no segundo trimestre do ano como um novo aumento do salário mínimo, reajuste dos salários dos funcionários públicos federais, antecipações do abono salarial e os ajustes do valor do Bolsa Família.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/pagamos-tantos-impostos-para-que-a-elite-pague-menos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Henrique Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[IPC-IG]]></category>
		<category><![CDATA[Ipea]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 9249/95]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Pikketty]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo do Ipea afirma que mudanças nas leis promovidas nos anos 1980 e 1990 livraram os mais ricos de tributos, fazendo a conta aumentar para a classe média e os mais pobres; condição ameaça serviços públicos como Segurança, Saúde, Educação e Previdência Social. Com certeza você já se perguntou por que paga tanto imposto e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estudo do Ipea afirma que mudanças nas leis promovidas nos anos 1980 e 1990 livraram os mais ricos de tributos, fazendo a conta aumentar para a classe média e os mais pobres; condição ameaça serviços públicos como Segurança, Saúde, Educação e Previdência Social.<br />
</p>
<p>Com certeza você já se perguntou por que paga tanto imposto e mesmo assim sempre falta verba para Saúde, Educação, Segurança Pública e Previdência Social. Será que a corrupção e a ineficácia dos governos são as únicas explicações? Uma das principais causas – que também revela porque o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo – é o próprio sistema tributário.</p>
<p> </p>
<p>É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG, na sigla em inglês), órgão vinculado à ONU.</p>
<p> </p>
<p>O estudo mostra que o 1% mais rico concentra algo próximo a um quarto (23,2%) de toda a renda nacional. Renda nacional é a soma de todos os rendimentos de um país durante o ano: salários, lucros, juros, honorários, aluguéis etc.</p>
<p> </p>
<p>O trabalho defende que medidas adotadas por governos brasileiros nas décadas de 1980 e 1990 – repetindo um movimento verificado em países como Estados Unidos e Reino Unido – limitaram a função redistributiva do imposto de renda. Isso resultou em um elevado grau de concentração de renda entre os mais ricos.</p>
<p> </p>
<p>Segundo o estudo, a redução das alíquotas do IR, ocorridas entre os anos 1980 e 1990, explica essa imensa concentração de renda. O Brasil já chegou a cobrar alíquotas de até 60% para rendas mais elevadas. A partir de 1988, as taxas sofreram um movimento de redução até chegar ao teto atual de 27,5%. Isso significa que essa alíquota é cobrada tanto para quem ganha R$ 5 mil quanto para quem ganha R$ 500 mil por mês.</p>
<p> </p>
<p>A diminuição do número de alíquotas se deu justamente quando o país avançava na construção de sua rede de proteção social, como determina a Constituição Federal vigente. A redução de impostos para as camadas mais ricas da sociedade contribui para a falta de verba no financiamento da Saúde, Educação e Previdência Social.</p>
<p> </p>
<p>Após o golpe, em 2016, o governo Temer, aliado ao Congresso Nacional dominado por empresários e ruralistas, promulgou Emenda Constitucional 95, que congela investimentos em Saúde e Educação por 20 anos. E não à toa, atualmente paira a enorme pressão para o corte de gastos com aposentadorias e pensões por meio de uma reforma que pode acabar com a Previdência Pública.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>R$ 269 bilhões para 1% dos brasileiros</strong></span></p>
<p>Aliado à redução das alíquotas, continua o estudo, está a isenção de impostos sobre os dividendos pagos a acionistas e sobre os juros de capital próprio. Essa isenção se deu graças à lei 9.249, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995.</p>
<p> </p>
<p>Para dar uma ideia do tamanho da injustiça, em 2016, cerca de 2,5 milhões de indivíduos (pouco mais de 1% da população brasileira) ganharam R$ 269 bilhões referentes a lucros e dividendos, segundo a Receita Federal. Uma cifra totalmente isenta de impostos.</p>
<p> </p>
<p>Se fosse aplicada a alíquota de 27,5% sobre esse montante – a mais alta que incide atualmente sobre o imposto de renda –, o país teria arrecadado R$ 73 bilhões em apenas um ano. Para efeito de comparação, no mesmo ano de 2016, o orçamento do Ministério da Educação foi de R$ 99 bilhões, e do Ministério da Saúde, R$ 118 bilhões.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Quem ganha menos paga mais</strong></span></p>
<p>Diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos, os impostos cobrados no Brasil concentram-se principalmente sobre serviços e consumo (56% do total da carga tributária), como alimentos, eletrodomésticos, combustíveis e conta de luz, por exemplo. Isso compromete mais a renda de quem ganha menos, porque as alíquotas sobre esses itens são iguais para todos, ricos ou pobres.</p>
<p> </p>
<p>Por outro lado, fontes tributáveis sobre o patrimônio – como heranças e propriedades, relacionadas às parcelas mais ricas – são responsáveis por apenas 4,2% do total pago pelos brasileiros.</p>
<p> </p>
<p><img decoding="async" title="Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2018/04/7643-1523095273.jpg" alt="Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos" /></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Fundamental no desenvolvimento social</strong></span></p>
<p>Citando o economista francês Thomas Pikkety, autor de O Capital no Século XXI, o estudo ressalta que a implantação de impostos progressivos (que cobram mais de quem tem mais) desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do Estado social e na transformação da desigualdade no século XX.</p>
<p> </p>
<p>Ainda de acordo com o estudo, em razão da resistência das elites econômicas, até o início do século XX a alíquota máxima não passava de 10% nos países desenvolvidos. “Foi preciso o caos político e econômico provocado pela Primeira Guerra Mundial e em seguida pela Revolução Russa para que, rapidamente, essas elites concordassem em elevar de súbito as alíquotas do imposto superiores a 50%”, escrevem os autores do estudo, os economistas Sérgio Wulff Gobetti e Rodrigo Octávio Orair.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Alternativas contra desigualdade</strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>O estudo defende quatro alternativas para a redução da desigualdade:</strong></span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>1.</strong></span> Tributar lucros e dividendos nos moldes vigentes até 1995, com alíquota de 15%, o que aumentaria a receita em R$ 43 bilhões (valores de 2013) e reduziria a desigualdade em 3,67%;</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>2.</strong></span> Tributar lucros e dividendos com faixa de isenção e alíquotas variando entre 7,5% e 27,5%, conforme a renda do recebedor, o que geraria uma receita de R$ 59 bilhões, atingindo 1,2 milhão de pessoas e reduzindo a desigualdade em 4,03%;</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>3.</strong></span> Mudar profundamente a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) criando três novas alíquotas (35%, 40% e 45%), para níveis de renda de R$ 60 mil, R$ 70 mil e R$ 80 mil, atingindo número bem maior de contribuintes (3,8 milhões);</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>4.</strong> </span>Criação de uma alíquota adicional de 35% do IRPF apenas para rendas muito elevadas (acima de R$ 325 mil) e, simultaneamente, submeter os lucros e dividendos à tabela progressiva, como na segunda alternativa, o que geraria receita adicional de R$ 72 bilhões e reduziria a desigualdade em 4,31%. </p>
<p> </p>
<p><a href="http://spbancarios.com.br/sites/default/files/anexos/estudo_ipea_tributacao_e_distribuicao_da_renda_no_brasil.pdf" target="_blank"># Conheça o estudo do IPEA</a></p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/cabe-ao-povo-escolher-seus-presidentes" target="_blank"># Cabe ao povo escolher seus presidentes</a></p>
<p>Fonte: SEEB SP</p>
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