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	<title>vírus do desmatamento &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>vírus do desmatamento &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção para vírus]]></category>
		<category><![CDATA[vírus do desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[O custo seria uma fração dos gastos trilionários em perdas de vida e econômicas da atual pandemia &#8211; que podem chegar a US$ 20 trilhões. É também um valor insignificante para as nações mais ricas do mundo, diz Mariana Vale, professora-adjunta da UFRJ e coautora do estudo publicado na Science.  &#8220;As perdas dos EUA e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O custo seria uma fração dos gastos trilionários em perdas de vida e econômicas da atual pandemia &#8211; que podem chegar a US$ 20 trilhões. É também um valor insignificante para as nações mais ricas do mundo, diz Mariana Vale, professora-adjunta da UFRJ e coautora do estudo publicado na Science.  &#8220;As perdas dos EUA e da Europa são enormes, e o custo dessa prevenção é muito pequeno, até US$ 30 bilhões. Só em 2019, os EUA gastaram cerca de US$ 700 bilhões no setor militar.&#8221; Desflorestamento é uma das causas!<br /> </p>
<p></p>
<p>A cada ano do último século, ao menos dois vírus foram transmitidos de animais que eram seus hospedeiros originais para populações humanas. Entre eles estão o HIV, o H1N1, o ebola e, é claro, o novo coronavírus.</p>
<p> </p>
<p>E com 2% do dinheiro que o mundo está gastando com a pandemia de covid-19, seria possível criar um programa de prevenção, ao longo de dez anos, para que outros vírus de perigo semelhante ao Sars-CoV-2 não tenham a chance de passar de seus hospedeiros originais para humanos.</p>
<p> </p>
<p>Esses são dois argumentos centrais de um artigo científico publicado recentemente na revista Science e assinado por integrantes de diversos centros acadêmicos e de pesquisa, entre eles as universidades americanas Harvard e Duke e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p> </p>
<p>Citando evidências de que o desmatamento e o contato cada vez mais próximo entre humanos e animais silvestres (seja pelo tráfico, caça ou por necessidade alimentar) é o que causa o &#8220;salto&#8221; do vírus de seu hospedeiro para humanos, os autores dizem que medidas para diminuir essa proximidade são cruciais &#8211; e relativamente baratas &#8211; para evitar pandemias futuras.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Os riscos (de infecções) são maiores do que nunca, à medida que associações cada vez mais íntimas entre humanos e reservatórios de doenças na vida selvagem aceleram o potencial de vírus se espalharem globalmente&#8221;, diz o artigo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Propostas</strong></p>
<p>Os cientistas delinearam uma série de estratégias para limitar essas cadeias de transmissão, com investimentos de US$ 22 bilhões a US$ 31 bilhões por ano por uma década, &#8220;para monitorar e policiar o comércio de animais selvagens e impedir o desmatamento tropical&#8221; e assim &#8220;ajudar a prevenir futuras pandemias&#8221;, segundo a Universidade de Harvard.</p>
<p> </p>
<p>O custo seria uma fração dos gastos trilionários em perdas de vida e econômicas da atual pandemia &#8211; que podem chegar a US$ 20 trilhões, segundo algumas estimativas. É também um valor insignificante para as nações mais ricas do mundo, argumenta à BBC News Brasil Mariana Vale, professora-adjunta no Departamento de Ecologia da UFRJ e coautora do estudo publicado na Science.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Nossa proposta, que não está dita explicitamente no artigo (da Science) mas é consenso entre os autores — e estamos produzindo um estudo mais detalhado a respeito —, é de que quem tem que pagar a maior parte dessa conta são os países desenvolvidos, que têm muito a perder&#8221;, diz a brasileira.</p>
<p>&#8220;As perdas dos EUA e da Europa são enormes, e o custo dessa prevenção é muito pequeno, até US$ 30 bilhões. Só em 2019, os EUA gastaram cerca de US$ 700 bilhões no setor militar.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>O dinheiro alimentaria um fundo internacional de financiamento de ações de controle de desmatamento, tráfico de animais, biossegurança e vigilância sanitária.</p>
<p> </p>
<p>O grande porém é a vontade política de acessar esse dinheiro, aponta Vale, lembrando que o atual governo brasileiro abdicou dos recursos internacionais do Fundo Amazônia &#8211; um dinheiro vindo de países ricos e cujo desenho inspirou a estratégia dos cientistas agora — porque não quis se ater às metas de preservação da floresta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Bordas de floresta</strong></p>
<p><img decoding="async" title="Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2020/08/10206-1597244737.jpg" alt="Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19" /><br />Na prática, desmatamento, tráfico de animais e até mesmo guerras criam o ambiente propício a pandemias porque todas essas ações aumentam o contato dos humanos com animais silvestres, os quais podem hospedar vírus com potencial pandêmico, diz Mariana Vale.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Geralmente o desmatamento ocorre em fases, começando pelo corte da madeira e pela caça, que já aumentam o contato (das pessoas que entram na floresta) com animais&#8221;, explica a cientista.</p>
<p> </p>
<p>Quanto mais áreas desmatadas, maiores serão as chamadas bordas da floresta: áreas em que comunidades de pessoas passam a viver e a se alimentar perto de animais silvestres, que podem transmitir vírus diretamente para humanos ou para animais de criação desses humanos, como porcos e aves.</p>
<p> </p>
<p>Essa dinâmica é especialmente forte em florestas tropicais, pela quantidade de animais selvagens que elas abrigam, explica Vale.</p>
<p>&#8220;É batata: você tem desmatamento, tem epidemia (nas populações próximas) logo depois. Há centenas de artigos científicos mostrando isso&#8221;, diz ela. &#8220;A malária de fronteira, por exemplo, é característica de áreas de fronteira agrícola quando ocorrem desmatamentos. (A doença) vem do contato com a floresta.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Outro grande risco pandêmico vem do tráfico de animais silvestres e selvagens, porque toda a sua cadeia — desde a coleta, o transporte, o comércio e o uso desses animais, para consumo ou para estimação — cria possíveis momentos de contágio.</p>
<p> </p>
<p>Os Estados Unidos são, hoje, o maior destino de animais silvestres traficados no mundo, principalmente para o mercado de &#8220;pets exóticos&#8221;, diz a pesquisadora. &#8220;Uma quantidade gigantesca de animais chega por essa via (ao país), e tem potencial de contágio. Então a redução desse comércio é muito importante.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Guerras e migração forçada também podem criar momentos de contágio, ao forçarem que pessoas fujam para florestas para se proteger e precisem recorrer a animais silvestres para se alimentar, acrescenta Vale.</p>
<p> </p>
<p><strong>Morcegos transmissores de vírus &#8211; e o papel do Brasil</strong></p>
<p><img decoding="async" title="Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2020/08/10206-1597244604.jpg" alt="Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19" /></p>
<p>Um dos artigos acadêmicos citados pelo estudo da Science foi feito em março deste ano e aponta o potencial dos morcegos em causar pandemias.</p>
<p> </p>
<p>Seu possível papel em ter sido o hospedeiro original do vírus da Sars-CoV-2 ainda é investigado pela ciência, mas não para por aí. O vírus do ebola e da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) provavelmente também chegaram a humanos por intermédio de morcegos.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Os morcegos são tidos como uma reserva natural para esses vírus, especialmente coronavírus, que constituem cerca de 31% de seu viroma (vírus presentes em seus corpos)&#8221;, diz o artigo, feito por pesquisadores de universidades chinesas.</p>
<p> </p>
<p>E morcegos têm maior probabilidade de se alimentar em regiões onde vivem humanos quando seus habitats naturais forem destruídos ou degradados, o que nos leva a um perigo que ronda a Floresta Amazônica.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;A Amazônia tem um número enorme de reservatórios (de vírus), por ter uma enorme diversidade: é, por exemplo, a floresta com a maior diversidade de morcegos de todo o mundo&#8221;, explica Mariana Vale. &#8220;E as áreas de contato com humanos têm aumentado enormemente com o avanço do desmatamento.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Florestas tropicais são um foco de contágio justamente porque têm a maior biodiversidade, ou seja, têm muitos mamíferos que podem abrigar vírus perigosos.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Mas não tem problema se a floresta tiver em bom estado, porque daí a taxa de contato (com humanos) é muito baixa e a possibilidade de transmissão se torna muito pequena&#8221;, diz Vale.</p>
<p> </p>
<p>Justamente por abrigar a maior floresta tropical do mundo, o Brasil &#8220;tem um papel muito importante na prevenção de novas pandemias&#8221;, prossegue a pesquisadora.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;A Amazônia é um local de alto risco — talvez não altíssimo, pelo fato de a população humana ser relativamente pequena ali. Mas, ao mesmo tempo em que o Brasil tem essa responsabilidade, tem também a capacidade de fazer um programa exemplar de prevenção de pandemia a partir da ação ambiental. A gente sabe fazer e tem a capacidade institucional para isso, desde satélites para fiscalização até capacidade de vigilância sanitária.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>O artigo coassinado por Vale lembra que o Brasil promoveu &#8220;o maior exemplo de redução do desmatamento, entre 2005 e 2012, (quando) o desmatamento da Amazônia caiu 70%, ao mesmo tempo em que a produção da soja, dominante ali, aumentou.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Além disso, essa dinâmica de transmissão favorecida pelo desmatamento se aplica também aos arbovírus, cujo hospedeiro é o mosquito, e que são tão comuns no Brasil — da febre amarela ao zika.</p>
<p><strong>Medidas de contenção</strong></p>
<p><img decoding="async" title="Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2020/08/10206-1597244553.jpg" alt="Prevenção de pandemias custaria 2% dos gastos globais com covid-19" /></p>
<p>No artigo da Science, os pesquisadores defendem a remoção de subsídios que favoreçam o desmatamento e mais apoio aos direitos indígenas, para conter o desmatamento.</p>
<p> </p>
<p>E também a proibição internacional do comércio de espécies de alto risco de transmissão de vírus, como primatas, morcegos e roedores. Nesse aspecto, o artigo defende que se invistam US$ 19 bilhões por ano em programas para erradicar o consumo de carne silvestre na China.</p>
<p> </p>
<p>Outros quase US$ 300 milhões seriam aplicados na criação de uma biblioteca da genética de vírus, que ajude no mapeamento de locais de onde possam surgir novos patógenos de alto risco.</p>
<p> </p>
<p>A estratégia prevê também investimentos em vigilância sanitária e biosegurança na criação de animais de consumo, que são potenciais intermediários de vírus que atingem humanos, principalmente em áreas próximas a florestas.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Se tem algo positivo que possa sair desta catástrofe que tem sido a pandemia, espero que seja o entendimento de que a saúde do ser humano depende da saúde do planeta&#8221;, conclui Mariana Vale. &#8220;São camadas e camadas de evidência disso. E mesmo assim a gente não consegue resolver esse problema. A perda de biodiversidade tem consequências enormes.&#8221;</p>
<p>Crédito: Brasil de Fato<br />Fonte: terra.com.br<br />Escrito por: Paula Adamo Idoeta &#8211; Da BBC News Brasil em São Paulo </p>
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