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	<title>Violência contra Mulher &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Violência contra Mulher &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Crime de estupro: entenda os agravantes e punições previstas em lei</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 11:52:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Estupro]]></category>
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					<description><![CDATA[Legislação brasileira amplia penas em caso de estupro coletivo No Rio de Janeiro, a Polícia Civil investiga um&#160;estupro coletivo contra uma garota de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul. O crime, ocorrido na noite de 31 de janeiro, teria a participação de quatro homens e um adolescente menor de idade. A legislação brasileira prevê [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-11cc577cf3ea8d9dc1901198ce480fda">Legislação brasileira amplia penas em caso de estupro coletivo</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio de Janeiro, a Polícia Civil investiga um&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-03/jovens-indiciados-por-estupro-coletivo-no-rio-estao-foragidos" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>estupro coletivo contra uma garota de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul</strong></a>. O crime, ocorrido na noite de 31 de janeiro, teria a participação de quatro homens e um adolescente menor de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A legislação brasileira prevê penas de prisão maiores quando o estupro é coletivo e quando é cometido contra menores de 18 anos.</strong>&nbsp;Alguns desses agravantes foram estabelecidos nos últimos anos, como resposta do Legislativo à repercussão pública de outros crimes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda quais são os principais tipos, agravantes e punições previstos na lei.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Crime de estupro</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O texto que trata do crime de estupro está no artigo 213 do Código Penal. A redação atual foi aprovada por meio da Lei nº 12.015, de 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ela define estupro como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os termos jurídicos podem trazer dúvidas.&nbsp;<strong>Em linguagem mais usual, “conjunção carnal” significa ato sexual em que há penetração.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“<strong>Ato libidinoso</strong>” é qualquer prática que tem o objetivo de satisfazer um desejo sexual, sem que haja necessariamente penetração: t<strong>oques nas partes íntimas, masturbação em público, sexo oral ou anal, e qualquer contato corporal com conotação sexual sem consentimento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, “constrangimento”, “violência”, “ameaça” e “ausência de consentimento” são termos centrais para tipificar qualquer prática sexual como crime.&nbsp;<strong>A previsão é de 6 a 10 anos de prisão para os responsáveis.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns agravantes podem aumentar a pena.&nbsp;<strong>Se a vítima sofrer lesão corporal grave ou se for menor de 18 anos, o culpado pode pegar de oito a doze anos de prisão.&nbsp;</strong>Caso o crime resulte na morte da vítima, a pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Estupro coletivo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A lei nº 13.718, de 2018, aumentou as penas para os casos em que há estupro coletivo</strong>.<strong>&nbsp;Para ser considerado “coletivo”, basta ter duas ou mais pessoas responsáveis pelo crime.&nbsp;</strong>Também há menção ao chamado “estupro corretivo”, crime em que há o objetivo de “controlar o comportamento social ou sexual da vítima”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesses casos, a pena&nbsp;pode ser aumentada entre 1/3 (um terço) e 2/3 (dois terços). O que significa que o tempo máximo de prisão passa de 10 anos (crime individual) para 16 anos e oito meses (crime coletivo).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A lei foi proposta depois da repercussão de um caso de 2016, quando uma mulher de 34 anos foi vítima de um estupro coletivo em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, pelo menos dez homens participaram do crime. Os policiais apreenderam dois adolescentes em flagrante, mas os demais suspeitos conseguiram fugir.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Estupro de vulnerável</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A legislação brasileira prevê penas maiores nos casos em que a vítima de estupro é considerada vulnerável: menores de 14 anos e pessoas com deficiência.</strong>&nbsp;A atualização mais recente sobre o assunto foi estabelecida pela lei 15.280 de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O estupro de vulnerável passou a ser punido com reclusão de 10 a 18 anos.</strong>&nbsp;O estupro com lesão corporal grave terá pena de&nbsp;12 a 24 anos, e o estupro com resultado morte prevê entre 20 e 40 anos de prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Praticar ato sexual na presença de menor de 14 anos tem pena prevista de 5 a 12 anos. Submeter crianças e adolescentes à exploração sexual, pena de 7 e 16 anos. Oferecer, transmitir ou vender cenas de estupro passa a ser punido com 4 a 10 anos de reclusão.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro de 2026, o&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-02/estupro-senado-aprova-vulnerabilidade-absoluta-para-menor-de-14-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.195/24</strong></a>.&nbsp;<strong>O PL reafirma que a relação sexual com menores de 14 anos é crime independentemente de consentimento, experiência sexual da vítima ou gravidez resultante do estupro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto foi encaminhado para sanção presidencial.</p>
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		<title>Enfrentamento à violência contra mulher é prioridade na agenda do Governo Federal</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/enfrentamento-a-violencia-contra-mulher-e-prioridade-na-agenda-do-governo-federal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 11:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Feminícidio]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente Lula convidou Judiciário e Legislativo para tomar iniciativas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (16), em reunião do Conselho de Participação Social, no Palácio do Planalto, que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser prioridade do governo e discussão também obrigatória entre os homens.&#160; “Isso agora faz parte [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-d2c3cbf0c55deba8f5e3740f52a8f62a">Presidente Lula convidou Judiciário e Legislativo para tomar iniciativas</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (16), em reunião do Conselho de Participação Social, no Palácio do Planalto, que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser prioridade do governo e discussão também obrigatória entre os homens.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso agora faz parte da minha agenda. Eu quero estar na linha de frente com homens e mulheres que querem que esse país seja um país decente, digno e respeitoso com a questão de gênero”, afirmou o presidente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula defendeu que o problema da violência contra a mulher e do feminicídio requer uma nova atitude dos homens e também de campanhas efetivas, inclusive no campo da educação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um processo educacional que tem que ser levado para a escola. Estar dentro do ensino fundamental. O menino não pode achar que é melhor do que a menina”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O presidente disse que convidou os representantes do Judiciário e do Legislativo para tomar iniciativas de mudança de cenário.</strong>&nbsp;“Onde é que a gente vai parar? Então nós, homens, costumamos ficar no conforto do nosso machismo e dizer, bom, a luta é da mulher”, ponderou na reunião diante dos representantes de 68 entidades que integram o conselho, instituído em 2023.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Contexto do ódio</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O conselho é a instância que ouve a sociedade civil e assessora o presidente da República no diálogo com as organizações sociais, os movimentos populares e sindicais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presente ao evento, a integrante do conselho Sonia Maria Coelho Gomes Orellana disse que a violência contra as mulheres tem suas raízes nas desigualdades de gênero e raça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela afirmou que as violações têm crescido no contexto de ódio, conservadorismo e racismo alimentados pela extrema direita.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Brasil está entre os países mais violentos do mundo para as mulheres, especialmente as mulheres negras e de sexualidade divergente”, disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra integrante do conselho, Ivonete Carvalho, representante da Coordenação de Entidades Negras, acrescentou a necessidade de proteção de comunidades tradicionais e pediu por avanços por mais inclusão e combate ao racismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós somos iguais na inclusão social e nos direitos, mas nós temos a nossa diversidade”, afirmou.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Acordo Mercosul-UE</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No evento desta terça, o presidente Lula também disse que espera assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia na cúpula de chefes de Estado, no dia 20, em Foz do Iguaçu (PR).</strong>&nbsp;O encontro deverá contar com a participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um acordo que, se der certo, envolve um PIB de 22 trilhões de dólares e uma população de 722 milhões de habitantes”, ressaltou o presidente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-12/acordo-mercosul-uniao-europeia-pode-ser-assinado-no-sabado">Leia mais sobre a expetativa de acordo por parte do Mercosul</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula diz que acredita que os dois blocos pretendem fazer acordo, mas há resistência na França em razão de protestos de produtores rurais daquele país, já que teriam receio de perder mercado com a competição com os brasileiros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“São qualidades diferentes e nós estamos cedendo mais do que eles. E eu espero que o meu amigo [Emmanuel]&nbsp;Macron e a primeira-ministra [Giorgia]&nbsp;Meloni, da Itália, assumam a responsabilidade”. Lula disse que espera ter a “boa notícia” de assinatura do acordo.</p>
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		<title>&#8220;Avançada”, Lei Maria da Penha faz 19 anos, mas violência não diminuiu</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/avancada-lei-maria-da-penha-faz-19-anos-mas-violencia-nao-diminuiu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 07:42:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Anuário de Segurança Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[lei maria da penha]]></category>
		<category><![CDATA[Medida Protetiva]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisadoras citam falta de políticas públicas para efetividade. Os números do último Anuário de Segurança Pública, divulgados no mês passado, expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica. Por um lado, a quantidade de crimes não para de crescer. Por outro, o País tem uma legislação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-3a63c3432c0a0e421c4c73605f9c29e7">Pesquisadoras citam falta de políticas públicas para efetividade.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os números do último Anuário de Segurança Pública, divulgados no mês passado, expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por um lado, a quantidade de crimes não para de crescer. Por outro, o País tem uma legislação considerada “exemplar” para coibir e prevenir esses crimes: a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm" data-type="link" data-id="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm">Lei Maria da Penha</a>, que completou 19 anos na última quinta (7/8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tirar a lei do &#8220;papel”, no entanto, ainda é um desafio. Segundo avaliam pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil, a efetividade da legislação requer implementação de políticas públicas para que as ações concretas ocorram como o previsto: com medidas integradas de prevenção à violência e um sistema especial de assistência à mulher.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-1024x683.webp" alt="" class="wp-image-63126" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-1024x683.webp 1024w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-300x200.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-150x100.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-768x512.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-1536x1024.webp 1536w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-1600x1067.webp 1600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-1100x733.webp 1100w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-600x400.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1-20x13.webp 20w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/08/canalcienciascriminais.com_.br-conheca-maria-da-penha-a-incrivel-jornada-da-mulher-que-revolucionou-a-lei-brasileira-contra-a-violencia-domestica-maria-da-penha-scaled-1.webp 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Maria da Penha, que dá o nome à Lei / Foto: Divulgação</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Massacre</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário atual, entretanto, pode ser esmiuçado com os números do último anuário de segurança: são quatro feminicídios e mais de 10 tentativas de assassinato a cada dia. Em 80% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-parceiro da vítima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao menos 121 das mortes nos últimos dois anos ocorreram quando a vítima estava sob medida protetiva de urgência. Essa informação, divulgada pela primeira vez em um anuário, é um dos dados considerados mais simbólicos da dificuldade do poder público de evitar novas mortes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliás, das 555 mil medidas protetivas concedidas no ano passado (que foram 88% das solicitadas), pelo menos 101.656 foram descumpridas pelos agressores.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Medidas protetivas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadora em direito e sociologia, Isabella Matosinhos, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acredita que as medidas protetivas de urgência, garantidas pela “avançada” Lei Maria da Penha, permitem uma aplicação rápida e podem ser capazes de salvar vidas. O principal instrumento que a lei Maria da Penha traz, no entanto, não tem se mostrado eficaz, na opinião de Isabella.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As políticas públicas precisam passar a olhar para os casos em que ela é infringida, em que não dá conta de prevenir uma situação de violência e proteger uma mulher. Esse é o desafio: olhar para os casos em que a medida protetiva é ineficaz.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida protetiva de urgência é um mecanismo previsto na Lei Maria da Penha desde 2006. Em 2019, sofreu alteração para permitir que a autoridade policial concedesse essas medidas. Até então, era somente o Judiciário que poderia fazer a concessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora contextualiza ainda que os dados sobre descumprimento e morte de mulheres quando deveriam estar protegidas podem estar subnotificados, uma vez que nem todos os estados enviam as informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a lei sozinha não consegue mudar o cenário. No ano passado, o Brasil registrou, pelo menos duas, ligações por minuto relacionadas à violência doméstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atendimento em rede, conforme prevê a lei, garantiria acolhimento de múltiplos setores para a mulher, tais como os serviços de saúde e assistência social, além da questão da segurança pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É muito difícil que exista o funcionamento integrado dessas redes”, diz Isabella Matosinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela acrescenta que um dos papéis das polícias seria manter com mais rigor a fiscalização cotidiana dos agressores para evitar que se aproximem das mulheres.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Atuação em rede</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Amanda Lagreca, que também atuou no anuário de segurança pública, considera que as políticas públicas têm que ser realizadas e implementadas considerando à complexidade que envolve a realidade de mulheres brasileiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso importa porque as instituições devem implementar de fato essa lei. O poder público precisa pensar como a assistência social, a polícia e o próprio sistema de justiça criminal estão implementando a legislação”, salienta a Amanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo avaliam as pesquisadoras, nas capitais essa estratégia funcionaria melhor para os serviços. Mas, no interior, os desafios são maiores: “É preciso que haja investimento do estado, dos municípios, para que essa rede se sustente”, diz Isabella.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambas ressaltam que a violência contra a mulher atinge vítimas de todas as classes sociais e regiões. No entanto, elas apontam que, conforme o próprio anuário de segurança pública, 63,6% das vítimas eram mulheres negras, e 70,5% entre 18 e 44 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A maioria delas são mortas dentro de casa por homens. Mulheres jovens e negras acabam sendo as principais atingidas”, afirma Isabella.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Mudança de consciência</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisadoras argumentam que a Lei Maria da Penha promove um olhar completo para prevenção por intermédio de medidas protetivas possíveis, que vão desde a restrição de contato com a vítima, e pode contemplar também a participação do agressor em grupos reflexivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É algo muito importante no sentido educativo. Mas a gente também tem visto uma tendência na legislação de ‘enfrentar’ o problema com aumento das penas. No entanto, a gente precisa avançar mais em políticas públicas”, adverte a pesquisadora da UFMG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amanda Lagreca reconhece o fato de que a Lei Maria da Penha nasceu de demandas da sociedade civil e é um marco ao enquadrar a violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos. Hoje uma luta da sociedade e do poder público é ocupar espaços de influência, como as escolas, e outros ambientes educativos para ensinar aos meninos ou rapazes que a sociedade não tolera violência contra a mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma lei, fruto de uma luta, que tem quase duas décadas e foi reconhecida, inclusive pela ONU, como uma das mais importantes do mundo e um modelo a ser seguido no combate à violência contra as mulheres”, diz Amanda Lagreca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos avanços de atualização da lei foi considerar a violência psicológica como uma forma de agressão.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Serviço</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para solicitar a medida protetiva, é necessário que haja um histórico de violência. Prevenir as primeiras violências envolve uma mudança cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisadoras consideram que a lei surgiu em um momento importante da história do Brasil, com o avanço dos direitos das mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse agravamento da violência de gênero é o grande gargalo da democracia brasileira, no que diz respeito às mulheres. Elas morrem por serem mulheres. A utilização da Lei Maria da Penha continuará sendo um instrumento de combate”, conclui Amanda.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre força-tarefa nacional para cumprimento de medidas protetivas</h5>



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<div class="jlvid_container"><iframe title="Repórter Brasil Tarde, 07/08/2025" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/pe1z54esvjA?start=1009&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Duas em cada 10 brasileiras já sofreram ameaça de morte de parceiros</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/duas-em-cada-10-brasileiras-ja-sofreram-ameaca-de-morte-de-parceiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 06:58:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Patrícia Galvão]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Erundina (PSOL-SP)]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras (pretas e pardas)]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa é do Instituto Patrícia Galvão e da Consulting do Brasil No Brasil, duas em cada dez mulheres (21%) já foram ameaçadas de morte por parceiros atuais ou ex-parceiros românticos e seis em cada dez conhecem alguma que vivenciou essa situação. Em ambos os casos, as mulheres negras (pretas e pardas) aparecem em maior número. [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4c08f49d72079716bbb6d980e89e113f">Pesquisa é do Instituto Patrícia Galvão e da Consulting do Brasil</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, duas em cada dez mulheres (21%) já foram ameaçadas de morte por parceiros atuais ou ex-parceiros românticos e seis em cada dez conhecem alguma que vivenciou essa situação. Em ambos os casos, as mulheres negras (pretas e pardas) aparecem em maior número.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são da pesquisa Medo, ameaça e risco: percepções e vivências das mulheres sobre violência doméstica e feminicídio, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pela empresa Consulting do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento mostra ainda que seis em cada dez mulheres ameaçadas romperam com o agressor, após a intimidação, sendo essa decisão mais comum entre as vítimas negras do que entre as brancas. A pesquisa, divulgada na segunda-feira (25/11), contou com o apoio do Ministério das Mulheres e viabilizada por uma emenda da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora 44% das vítimas tenham ficado com muito medo, apenas 30% delas prestaram queixa à polícia e 17% pediram medida protetiva, mecanismo que pode determinar que o agressor fique longe da vítima e impedido de ter contato com ela. Esses dados têm relação com outros citados pela pesquisa, o de que duas em cada três mulheres acreditam que os agressores de mulheres permanecem impunes e o de que um quinto apenas acha que acabam na prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a maioria das brasileiras (60%), a sensação de que os agressores não pagam pelo mal que fazem tem relação com o aumento dos casos de feminicídio. No questionário online, respondido, em outubro deste ano, por 1.353 mulheres maiores de idade, 42% das participantes concordaram com a afirmação de que as mulheres ameaçadas de morte imaginam que os agressores jamais vão colocar em prática o que prometem, ou seja, acham que a ameaça não representa um risco real de serem assassinadas por eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, há, no país, um contingente de 80% de mulheres avaliando que, embora a rede de atendimento às mulheres seja boa, não dá conta da demanda. Em relação a formas de enfrentamento à violência, proporção idêntica destaca as campanhas de estímulo a denúncias e as redes sociais como ferramentas poderosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma parcela significativa, também de 80%, pensa que nem a Justiça, nem as autoridades policiais encaram as ameaças e denúncias formalizadas com a seriedade devida. Também são maioria (90%) as respondentes com a opinião de que as ocorrências de feminicídio aumentaram nos últimos cinco anos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ameaça: duplo trauma</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A diarista Zilma Dias perdeu uma sobrinha em 2011. Não por causa natural, nem acidente. Camila foi morta, aos 17 anos, pelo ex-companheiro, de quem engravidou e tentava se desvencilhar. Como diversas vítimas, a jovem duvidava de que as agressões atingissem seu ponto máximo. Ambas as mulheres pretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase todas as respondentes da pesquisa, 89%, atribuem ao ciúme e à possessividade do agressor as causas por trás do feminicídio, quando envolve atuais ou ex-parceiros das vítimas. Para Zilma, foi o caso de sua sobrinha. Ela disse que ele chegou a trancá-la em casa e, como é típico nos casos de violência doméstica, tentou isolar a companheira, privando-a de todo convívio, inclusive o com familiares. O objetivo é fazer com que as mulheres fiquem sem ter a quem recorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ela dizia que ele era mosca morta”, compartilha a pernambucana, para sinalizar que a filha de seu irmão nunca calculou realmente o risco que corria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O assassino de Camila mudou-se de cidade onde vivia com ela. Depois de certo tempo, porém, ele retornou e ficou à espreita da ex-companheira. Quando a jovem passava por um cemitério, matou-a com 12 facadas, diante da filha dos dois, Raíssa. O homem, que tinha 25 anos, só foi localizado porque cometeu outro crime, de falsidade ideológica. Então, foi condenado a 13 anos por feminicídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A outra camada que revestiu de vulnerabilidade a vida de Zilma veio de uma desdita que ela mesma experimentou. Ela ficou seis anos sem poder abraçar alguém que gerou na barriga, mantendo contato somente por telefone. E também não resultado de nenhum acidente ou por causa do curso próprio da vida. Foi para se proteger de um agressor que não a matou, mas que assassinou a companheira que veio depois dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje Zilma entende que a obediência que achava que devia ao parceiro era um valor construído culturalmente, algo incutido por ele na sua mente e que não tinha origem nem mesmo em sua família. Hoje, diz a trabalhadora doméstica, ela compreende que vivia em cárcere privado e que racionar comida para si, para não ser punida pelo marido, era um alerta escrito em letras garrafais. Ser proibida de ver os pais e de trabalhar não era normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O companheiro praticou contra ela, enquanto estiveram juntos, diversos tipos de violência. Da psicológica à patrimonial. Zilma não sabia nem sequer o sexo das bebês, pois não fez exame pré-natal, algo fundamental para verificar se a saúde da criança está em dia e detectar patologias graves precocemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu não sabia a quem recorrer. Deus me livre chamar a polícia. Não contava nem à minha mãe que ele me batia. Quase todos os dias, ficava machucada. Grávida, apanhava. Ele chegou a ir ao médico comigo, eu estava toda machucada e já grávida de oito meses da minha primeira filha. Ele, do meu lado, me cutucando e o médico me perguntando ‘O que foi aquilo [os hematomas e ferimentos]?’ Ele me proibiu de falar. Aí, eu disse ‘Eu caí’. Estava do meu lado me ameaçando”, recorda Zilma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até terminar o relacionamento, algo que muitas vítimas temem, por medo de serem mortas, como mostra o relatório do Instituto Patrícia Galvão, Zilma aceitou os pedidos de perdão de seu agressor. A tentativa de esquecer os episódios de violência, em um relacionamento abusivo, e substitui-los por lembranças mais agradáveis – na maioria das vezes, poucas e do início da relação -, inclusive, despertadas intencionalmente pelo agressor é outra estratégia muito conhecida. Essa sequência de pedido de perdão, com agrados do agressor, recomeço das agressões, piora das agressões e agressão consumada se chama ciclo de violência e explica por que muitas vítimas não conseguem quebrá-lo e abandonar o agressor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A “gota d’água”, menciona a pernambucana, foi quando ele bateu nela, logo após aparecer com uma amante no portão de casa e ser questionado pela infidelidade. O casal teve duas filhas, sendo que uma morreu aos 15 anos, por um problema cardíaco. Na ocasião, uma delas tinha apenas um mês de idade. Zilma informou a ele que ia embora e seu então companheiro fez um estardalhaço, indo à casa dos sogros, ajoelhando-se e prometendo que mudaria de comportamento, que jamais ela sofreria agressões novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De mala e cuia, chegou a uma das capitais e voltou a criar a filha porque sua mãe, que cuidava dela, faleceu. “A minha esperança é que ele fosse mudar, mudar, mas foi só piorando”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tentar minar a autoestima de Zilma, outro ponto que se repete nessas histórias, não a abalou, já que estava determinada a partir. “Dizia que eu não ia conseguir criar minha filha, que eu ia pedir ajuda a ele. Nunca deu um leite a ela. E eu consegui, criei sozinha”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2014, outra sobrinha de Zilma entrou em contato com ela para contar uma novidade. O ex-companheiro da diarista havia matado sua então parceira e a esquartejado. O caso saiu em jornais locais. Ele foi condenado a cumprir 25 anos de prisão.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como encontrar informações e pedir ajuda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A versão completa da pesquisa pode ser lida no site do <a href="https://agenciapatriciagalvao.org.br/" data-type="link" data-id="https://agenciapatriciagalvao.org.br/">Instituto Patrícia Galvão</a>, onde também é possível encontrar dados sobre os diversos tipos de violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há, ainda, diversas formas de pedir socorro, caso seja necessário. Entre elas, o telefone 180, específico para atender vítimas de violência doméstica, as delegacias especializadas no atendimento à mulher e a Casa da Mulher Brasileira, que tem dez unidades espalhadas pelo país (Campo Grande; Fortaleza; Ceilândia, no Distrito Federal; Curitiba; São Luís; Boa Vista; São Paulo; Salvador; Teresina; e Ananindeua, no Pará.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câmara aprova aumento de pena para feminicídio</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/camara-aprova-aumento-de-pena-para-feminicidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 12:36:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aumenta pena contra feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Pena passou de 12 a 30 anos de reclusão para 20 a 40 anos A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o aumento de pena para o crime de feminicídio, que passou de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de reclusão. A matéria agora segue para sanção do presidente Lula. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-fac1aaeafff6989fce7ad7d020759e07">Pena passou de 12 a 30 anos de reclusão para 20 a 40 anos</h3>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o aumento de pena para o crime de feminicídio, que passou de 12 a 30 anos para 20 a 40 anos de reclusão. A matéria agora segue para sanção do presidente Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto de lei nº 4266/23, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) e relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT), altera o Código Penal, a Lei de Contravenções Penais, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos e a Lei Maria da Penha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Anuário da Segurança Pública, em 2023, o Brasil registrou 245.713 casos de agressão por violência doméstica, 613.529 ameaças e quase 900 mil chamados ao número de emergência 190. Foram concedidas 445.456 medidas protetivas de urgência e registrados 1.437 feminicídios, um aumento de 6,1% em relação a 2022. Além disso, as tentativas de feminicídio cresceram 16,9%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O feminicídio, que é o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero, foi tipificado no Brasil em 2015 pela Lei nº 13.104, que qualificou o homicídio cometido por violência de gênero, menosprezo ou discriminação contra a mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação do aumento da pena ocorre no ano em que a Lei Maria da Penha completa 18 anos. Criada em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, a lei foi inspirada na sua longa luta por justiça após sobreviver a duas tentativas de assassinato cometidas por seu então marido. O caso ganhou repercussão internacional e levou à condenação do Brasil pela OEA, resultando na sanção da lei em 2006, que trouxe inovações importantes na proteção das mulheres.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câmara aprova 14 projetos da bancada feminina contra violência às mulheres</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/camara-aprova-14-projetos-da-bancada-feminina-contra-violencia-as-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 12:54:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aprovada medidas contra violência às mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Das propostas aprovadas, só o protocolo de prevenção à violência contra mulheres em shows e casas noturnas seguirá para sanção presidencial; as demais seguem para o Senado Na última quarta-feira (6), a Câmara dos Deputados ratificou sua dedicação ao enfrentamento da violência contra mulheres ao aprovar 14 projetos de lei de prioridade da bancada feminina. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-c38db316165969a722b7d4e064054556">Das propostas aprovadas, só o protocolo de prevenção à violência contra mulheres em shows e casas noturnas seguirá para sanção presidencial; as demais seguem para o Senado</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última quarta-feira (6), a Câmara dos Deputados ratificou sua dedicação ao enfrentamento da violência contra mulheres ao aprovar 14 projetos de lei de prioridade da bancada feminina. Essa medida marca os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, que termina neste domingo (10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Originada a partir do Instituto de Liderança Global das Mulheres, em 1991, a iniciativa se consolidou como uma estratégia global de mobilização para prevenir e eliminar a violência contra mulheres e meninas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, essa ação ganha ainda mais destaque com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ampliando o período de mobilização para 21 dias, com início em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 14 propostas aprovadas na Câmara, uma aguarda a sanção presidencial:&nbsp;<a href="http://xn--cmara%20aprova%20protocolo%20para%20proteger%20mulheres%20em%20bares%20e%20shows-3qg/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o protocolo de prevenção à violência contra mulheres em shows e casas noturnas</a>. As demais aguardam análise pelo Senado, marcando um avanço significativo na legislação voltada para a proteção das mulheres no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista de projetos abrange uma variedade de medidas destinadas a fortalecer a proteção e a garantia dos direitos das mulheres. Veja abaixo quais são.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023781-camara-aprova-projeto-que-aumenta-pena-para-o-registro-nao-autorizado-da-intimidade-sexual-acompanhe">Pena maior para o registro não autorizado da intimidade sexual</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023696-camara-aprova-avaliacao-de-risco-no-registro-de-ocorrencia-de-violencia-contra-mulher/">Avaliação de risco no registro de ocorrência de violência contra mulher</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023689-camara-aprova-pena-maior-para-crimes-contra-liberdade-sexual/">Pena maior para crimes contra liberdade sexual</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023683-camara-aprova-aumento-de-3-para-20-anos-no-prazo-de-prescricao-de-crimes-sexuais-contra-criancas/">Aumento de 3 para 20 anos no prazo de prescrição de crimes sexuais contra crianças</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023669-camara-aprova-pena-maior-para-importunacao-sexual-contra-passageiras-de-taxi-ou-aplicativo/">Pena maior para importunação sexual em táxi ou aplicativo de transporte</a></li>



<li><a href="http://xn--cmara%20aprova%20protocolo%20para%20proteger%20mulheres%20em%20bares%20e%20shows-3qg/">Protocolo de prevenção à violência contra mulheres em shows e casas noturnas</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023651-camara-aprova-atendimento-preferencial-de-profissionais-mulheres-a-vitimas-de-violencia-domestica/">Atendimento preferencial de profissionais mulheres a vítimas de violência doméstica</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023648-camara-aprova-uso-de-tornozeleira-eletronica-para-agressor-de-mulheres/">Uso de tornozeleira eletrônica para agressor de mulheres</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023643-camara-aprova-justica-comum-para-violencia-domestica-cometida-entre-militares/">Justiça Comum para violência doméstica cometida entre militares</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023607-camara-aprova-pena-maior-para-lesao-corporal-em-violencia-domestica/">Pena maior para lesão corporal em violência doméstica</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023591-camara-aprova-guarda-temporaria-para-mulher-no-periodo-de-amamentacao/">Guarda temporária para mulher no período de amamentação</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023587-camara-aprova-fim-de-atenuante-para-menor-de-21-anos-e-maior-de-70-que-violentar-mulher/">Fim de atenuante para menor de 21 anos e maior de 70 que violentar mulher</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023569-camara-aprova-prisao-preventiva-de-oficio-em-crimes-de-violencia-contra-mulher/">Prisão preventiva de ofício em crimes de violência contra mulher</a></li>



<li><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1023551-camara-aprova-assistencia-para-mulheres-usuarias-e-dependentes-de-alcool/">Assistência para mulheres usuárias e dependentes de álcool</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agosto lilás: saiba como denunciar casos de violência contra mulher</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/agosto-lilas-saiba-como-denunciar-casos-de-violencia-contra-mulher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 12:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto lilás]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia contra violência]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Canais de atendimento estão disponíveis 24 horas por dia e recebem informações de vítimas e testemunhas Durante todo o mês, o poder público e entidades do setor privado realizam atividades no contexto da campanha Agosto Lilás, lançada para conscientização sobre a violência contra a mulher. Um dos objetivos é dar visibilidade aos canais de denúncias. Dados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Canais de atendimento estão disponíveis 24 horas por dia e recebem informações de vítimas e testemunhas</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante todo o mês, o poder público e entidades do setor privado realizam atividades no contexto da campanha Agosto Lilás, lançada para conscientização sobre a violência contra a mulher. Um dos objetivos é dar visibilidade aos canais de denúncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados divulgados recentemente pelo&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/07/20/taxa-de-mortes-violentas-na-amazonia-legal-e-54-superior-ao-resto-do-pais" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Anuário Brasileiro de Segurança Pública</strong></a>&nbsp;mostraram aumento nos registros de crimes violentos contra mulheres, como estupros e feminicídios, entre 2021 e 2022 no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vítimas de violência ou ameaças podem entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher. De qualquer telefone, basta ligar para o número 180. O atendimento é gratuito e a central está disponível 24 horas por dia, em todas as cidades do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações recebidas pela central são encaminhadas aos órgãos competentes para investigações e tomada de medidas. As denúncias também podem ser feitas por testemunhas, de maneira anônima.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ser um espaço para as denúncias, a Central de Atendimento à Mulher também oferece escuta e acolhida às vítimas, incluindo o fornecimento de informações sobre locais de atendimento indicados para cada caso, como os Centros de Referências, as Delegacias de Atendimento à Mulher e as Defensorias Públicas, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra alternativa é&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/04/07/ligue-180-ja-atende-por-whatsapp-mulheres-vitimas-de-violencia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>fazer o contato pelo WhatsApp</strong></a>. Basta salvar o contato&nbsp;(61) 99610-0180 na agenda do telefone celular e abrir uma conversa. As primeiras respostas são elaboradas por um sistema de inteligência artificial, mas atendentes estão disponíveis para participar da conversa e oferecer o acolhimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério das Mulheres recomenda que o contato seja salvo com um nome de uma pessoa comum, para garantir discrição. Além disso, orienta que todas as mensagens trocadas sejam apagadas em seguida para evitar que os agressores tenham acesso às conversas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bancárias conquistam canal de atendimento para vítimas de violência</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bancarias-conquistam-canal-de-atendimento-para-vitimas-de-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[3º Censo da Diversidade Bancária]]></category>
		<category><![CDATA[Canal de Atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra Mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=9634</guid>

					<description><![CDATA[Detalhes deste acordo serão definidos nos próximos dias; dados preliminares do Censo da Diversidade Bancária mostram que desigualdade permanece A categoria bancária obteve uma importante conquista. As mulheres vítimas de violência terão um canal exclusivo de atendimento. A reivindicação foi do Comando Nacional e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aceitou criar. A negociação sobre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Detalhes deste acordo serão definidos nos próximos dias; dados preliminares do Censo da Diversidade Bancária mostram que desigualdade permanece</p>
<p>A categoria bancária obteve uma importante conquista. As <a href="https://santosbancarios.com.br/pesquisa/mulheres/AND/t" target="_blank">mulheres</a> vítimas de violência terão um canal exclusivo de atendimento. A reivindicação foi do Comando Nacional e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aceitou criar. A negociação sobre o assunto aconteceu nesta quarta-feira (19/02).</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Fortaleça suas Lutas, <a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se" target="_blank">Sindicalize-se</a>!</strong></em></p>
<p> </p>
<p>Esse canal será essencial. Existem muitas bancárias que são demitidas por ter baixa produtividade, nas suspeitas avaliações dos bancos. Essas trabalhadoras sofrem violência em casa e não têm como buscar apoio.</p>
<p> </p>
<p>Agora, os bancos devem construir uma proposta e enviar para o Comando Nacional dos Bancários até a semana que vem, para que seja avaliada. Em caso de concordância com todos os termos, será assinado um acordo ainda no mês de março, com data indicativa para o dia 11.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Censo da Diversidade</strong></span></p>
<p>Durante a negociação da última quarta-feira (19/02), a Fenaban apresentou dados preliminares do 3º Censo da Diversidade Bancária que indicam uma grande desigualdade no setor.</p>
<p> </p>
<p>Segundo a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, a diferença da remuneração nos bancos entre homens e mulheres em 1994 era de 21,1%. Em 2018, mantinha-se o mesmo patamar, tendo aumentado para 21,7%. Os dados definitivos do Censo da Diversidade Bancária devem ser apresentados até o final de março.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/admin/&gt;&gt; Cadastre-se no Whats do Sindicato: clique aqui (pelo celular) e informe banco onde trabalha e seu nome" target="_blank">&gt;&gt; Cadastre-se no Whats do Sindicato: clique aqui (pelo celular) e informe banco onde trabalha e seu nome</a></p>
<p>Fonte: Contraf  &#038; SEEB Bahia</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
