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	<title>União Europeia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>União Europeia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<item>
		<title>Após 25 anos, Mercosul e UE aprovam acordo que cria maior zona de livre comércio</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/apos-25-anos-mercosul-e-ue-aprovam-acordo-que-cria-maior-zona-de-livre-comercio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jan 2026 09:08:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[LULA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[zona de livre comércio]]></category>
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					<description><![CDATA[Tratado pode ampliar exportações brasileiras e atrair investimentos no médio prazo. Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-de5826e6160a4ba4e750726638b9eace">Tratado pode ampliar exportações brasileiras e atrair investimentos no médio prazo.</h4>



<p>Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.</p>



<p>Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.</p>



<p>Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.</p>



<p><strong>Confira os principais pontos do acordo:</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Eliminação de tarifas alfandegárias</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Ganhos imediatos para a indústria</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Setores beneficiados:</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Máquinas e equipamentos;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Automóveis e autopeças;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Produtos químicos;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aeronaves e equipamentos de transporte.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Acesso ampliado ao mercado europeu</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Cotas para produtos agrícolas sensíveis</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Salvaguardas agrícolas</h4>



<p><strong>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Importações crescerem acima de limites definidos;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Compromissos ambientais obrigatórios</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cláusulas ambientais são vinculantes;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Regras sanitárias continuam rigorosas</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Comércio de serviços e investimentos</h4>



<p>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.</p>



<p><strong>Avanços em setores como:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Serviços financeiros;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Telecomunicações;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Transporte;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Serviços empresariais.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Compras públicas</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Regras mais transparentes e previsíveis.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Proteção à propriedade intelectual</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Pequenas e médias empresas (PMEs)</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Capítulo específico para PMEs;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Impacto para o Brasil</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior integração a cadeias globais de valor;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Próximos passos</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aprovação pelo Parlamento Europeu;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Se Liga <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/qual-data-de-pagamento-da-plr-em-2026/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/qual-data-de-pagamento-da-plr-em-2026/">Qual data de pagamento da PLR em 2026?</a></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Acordo Mercosul-UE será assinado em 20 de dezembro, diz Lula</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/acordo-mercosul-ue-sera-assinado-em-20-de-dezembro-diz-lula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 06:54:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula de Líderes do G20]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula de Líderes do Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[LULA]]></category>
		<category><![CDATA[Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente participou de encontro do G20 na África do Sul. O presidente Lula afirmou, neste domingo (23/11), que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) será assinado em 20 de dezembro. Neste semestre, o Brasil está na presidência do bloco sul-americano e Lula colocou como prioridade a finalização do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f045ee329fecf4cf0e185bacdb93cbe7">Presidente participou de encontro do G20 na África do Sul.</h4>



<p>O presidente Lula afirmou, neste domingo (23/11), que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) será assinado em 20 de dezembro.</p>



<p>Neste semestre, o Brasil está na presidência do bloco sul-americano e Lula colocou como prioridade a finalização do acordo com os europeus.</p>



<p>“É um acordo que envolve praticamente 722 milhões de habitantes e US$ 22 trilhões de Produto Interno Bruto (PIB). É uma coisa extremamente importante, possivelmente seja o maior acordo comercial do mundo. E aí, depois que assinar o acordo, vai ter ainda muita tarefa para a gente poder começar a usufruir das benesses desse acordo, mas vai ser assinado”, acrescentou.</p>



<p>Lula concedeu entrevista à imprensa em Joanesburgo, na África do Sul, onde participou da Cúpula de Líderes do G20 – grupos das maiores economias do mundo.</p>



<p>A União Europeia e o bloco formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai completaram as negociações sobre o acordo em dezembro passado, cerca de 25 anos após o início das conversações. Serão firmados dois textos: o primeiro de natureza econômica-comercial, que é de vigência provisória, e um acordo completo.</p>



<p>Em setembro, eles foram submetidos formalmente pela Comissão Europeia ao Parlamento Europeu e aos estados-membros do bloco europeu. O Parlamento Europeu precisa aprovar com votos favoráveis de 50% dos deputados mais um, o que pode ter resistências de países como a França, que questionam termos do acordo.</p>



<p>Além disso, pelo menos 15 dos 27 países precisam ratificar o texto, representando pelo menos 65% da população total da União Europeia, o que pode levar vários anos. Quando o acordo completo entrar em vigor, ele substituirá o acordo comercial provisório.</p>



<p>Os países do Mercosul precisam fazer o mesmo e submeter o documento final aos seus parlamentares, mas a entrada em vigor é individual, ou seja, não é preciso esperar a aprovação dos parlamentos dos quatro estados-membros.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Protecionismo</h4>



<p>A França, o maior produtor de carne bovina da EU, classificou o acordo como &#8220;inaceitável&#8221; dizendo que não leva em consideração exigências ambientais na produção agrícola e industrial. O presidente Lula rebateu, afirmando que a França é protecionista sobre seus interesses agrícolas.</p>



<p>Agricultores europeus já protestaram várias vezes, dizendo que o acordo levaria a importações baratas de commodities sul-americanas, principalmente carne bovina, que não atendem aos padrões de segurança alimentar e ecológicos da UE. A Comissão Europeia negou que esse seja o caso.</p>



<p>O Brasil defende que qualquer regulamento sobre salvaguardas que seja adotado internamente pela União Europeia esteja em plena conformidade com o espírito e os termos pactuados no acordo.</p>



<p>A comissão e os proponentes, como a Alemanha e a Espanha, afirmam que o acordo oferece uma maneira de compensar a perda de comércio devido às tarifas impostas por Donald Trump e de reduzir a dependência da China, principalmente em relação a minerais essenciais.</p>



<p>Os defensores do acordo na União Europeia veem o Mercosul como um mercado crescente para carros, máquinas e produtos químicos europeus e uma fonte confiável de minerais essenciais para sua transição verde, como o lítio metálico para baterias, do qual a Europa agora depende da China. Eles também apontam para os benefícios agrícolas, já que o acordo ofereceria maior acesso e tarifas mais baixas para queijos, presunto e vinho da UE.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Agenda</h4>



<p>Durante a entrevista à imprensa, Lula esclareceu ainda que a assinatura do acordo deve ocorrer em Brasília, quando haverá a Cúpula de Líderes do Mercosul, em 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu.</p>



<p>Segundo ele, nesta data, o presidente do Paraguai não poderá estar presente, então a reunião de alto nível deve ser realizada no início de janeiro, em Foz do Iguaçu (PR), na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.</p>



<p>“Possivelmente a gente marque a reunião do Mercosul para o começo de janeiro e assine [o acordo] no dia 20 de dezembro”, disse.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/movimento-sindical-denuncia-a-comissao-europeia-desrespeitos-do-santander-aos-trabalhadores-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Due Diligence]]></category>
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		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou de consulta pública acerca da governança corporativa de empresas europeias, enviando carta em que relata abusos cometidos pelo banco espanhol no Brasil aos direitos dos funcionários e à negociação coletiva A entidade, com apoio da UNI Global Union (sindicato global a que é filiado), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou de consulta pública acerca da governança corporativa de empresas europeias, enviando carta em que relata abusos cometidos pelo banco espanhol no Brasil aos direitos dos funcionários e à negociação coletiva</p>
<p></p>
<p>A entidade, com apoio da UNI Global Union (sindicato global a que é filiado), enviou carta à Comissão Europeia (instituição que aplica as decisões do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia) denunciando desrespeitos cometidos pelo banco espanhol <a href="https://santosbancarios.com.br/artigos/santander" target="_blank">Santander</a> contra os trabalhadores brasileiros e contra a negociação coletiva. O documento foi a contribuição da entidade a uma consulta sobre governança corporativa sustentável de empresas europeias. Com esta consulta, a Comissão Europeia pretende tornar obrigatória, em qualquer transação de compra ou venda de ativos de uma empresa, a chamada due diligence: uma auditoria meticulosa da gestão financeira, contábil e fiscal, trabalhista, previdenciária, ambiental, jurídica, imobiliária, de propriedade intelectual e da tecnologia dessa empresa, inclusive no âmbito dos direitos humanos.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/nota-de-repudio-ao-banco-santander-brasil" target="_blank">&gt;&gt; Nota de Repúdio ao Banco Santander Brasil</a></p>
<p> </p>
<p>“<em>Nós, como sindicalistas, temos muito a contribuir com essa tentativa da Comissão Europeia de tornar o respeito aos direitos humanos e trabalhistas um aspecto essencial a ser levado em consideração em qualquer transação de compra e venda de uma empresa. E assim fizemos ao participar da consulta aberta por eles, enviando informações acerca das práticas desrespeitosas do Santander Brasil contra os trabalhadores e sua organização sindical</em>”, destaca a secretária-geral do SEEB SP, Neiva Ribeiro, que assina o documento.</p>
<p> </p>
<p>Na carta ao comissário Reynders (responsável pela iniciativa na Comissão Europeia), o Sindicato dos Bancários de São Paulo se apresenta como uma entidade que representa 142 mil trabalhadores de bancos públicos e privados, e destaca três pontos que considera fundamentais: a importância da liberdade sindical e da negociação coletiva; a importância do envolvimento sindical em todo o processo da due diligence; e a importância da gestão do conselho de administração e de uma aplicação rigorosa dos preceitos da due diligence em relação ao respeito aos direitos humanos pela empresa.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Desrespeito aos trabalhadores e ao movimento sindical</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sobre o primeiro ponto, o SEEB SP denunciou práticas antissindicais e desumanas do Santander Brasil. “<em>No país onde o grupo espanhol tem sua maior fatia de lucro, o banco explora os trabalhadores, demite e desrespeita a negociação coletiva. E deixamos isso claro na carta à Comissão Europeia</em>”, ressalta a diretora do Sindicato e bancária do Santander, Rita Berlofa, que preside a UNI Finanças Mundial, braço da UNI Global Union para os trabalhadores do setor financeiro.</p>
<p> </p>
<p>No documento, o Sindicato aponta que no ano passado, com a pandemia já em patamares alarmantes no Brasil e mesmo após ter assumido o compromisso público de não demitir enquanto durasse a crise sanitária, o Santander extinguiu mais de 3 mil postos de trabalho no país. Informa também que o banco tem feito acordos de teletrabalho (home office) e de compensação de horas diretamente com os funcionários, sem a participação dos sindicatos, desrespeitando o vasto histórico de negociação coletiva da categoria bancária brasileira. Acordos esses que resultaram em perdas de direitos para os trabalhadores.</p>
<p> </p>
<p>Denuncia ainda que o Santander Brasil tem promovido ataques que retiram direitos nos fundos de pensão/previdência e nos convênios médicos dos trabalhadores oriundos do Banespa (banco estatal comprado pelo Santander no final de 2000). E que tem promovido ataques aos direitos de dirigentes sindicais: “<em>Em outubro de 2020, o Santander notificou a retirada da gratificação de função de 38 dirigentes sindicais e também de trabalhadores com estabilidade previdenciária e ou com cargos eletivos de representação. Iniciamos um processo de negociação, onde o banco se comprometeu que retomaria o pagamento, porém em dezembro, as vésperas do Natal, ele efetuou o corte de 55% do salário (o que afeta radicalmente a subsistência desses trabalhadores), sem qualquer conversa ou notificação ao sindicato. Encerrou o processo de negociação, e estendeu a retirada da gratificação para mais dirigentes em todo o país, não restando alternativa senão a jurídica. Além disto, há meses o banco tem aplicado suspensão, advertências e até demissões de dirigentes em todo o país alegando motivos que não justificam as penalidades</em>”, diz a carta.</p>
<p> </p>
<p>O Sindicato pede à Comissão Europeia maior transparência nos processos da due diligence das empresas sobre os direitos à liberdade sindical e à negociação coletiva. E sugere que a exigência de relatórios sobre a porcentagem de trabalhadores cobertos por acordos coletivos em cada país onde a empresa atua seria fundamental como indicador da eficácia da diligência nesta área e para a adoção de medidas necessárias.</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Participação dos sindicatos no processo de <em>due diligence</em></strong></span></p>
<p> </p>
<p>O Sindicato defende ainda um envolvimento efetivo dos representantes sindicais em todo o processo da due diligence. “<em>Os trabalhadores e seus representantes sindicais têm papel primordial, além de outras partes interessadas, dentro das empresas. Eles têm grande interesse no sucesso de um negócio a longo prazo, pois o emprego depende disso. (…) Eles estão familiarizados com o funcionamento interno da empresa, bem como com os riscos e oportunidades que ela possa representar, além de terem um conhecimento profundo dos direitos dos trabalhadores, em particular, dos direitos de liberdade sindical e negociação coletiva.</em>”</p>
<p> </p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Gestão e aplicação rigorosa</strong></span></p>
<p> </p>
<p>Sugere ainda que as atividades da due diligence não sejam relegadas a um único departamento da empresa, mas sim integradas às principais estratégias de negócios. “<em>Por esse motivo, entendemos que um membro específico do conselho de administração deve ser responsável pela supervisão permanente do conceito e pela aplicação da due diligence no que diz respeito aos direitos humanos da empresa. (…) As empresas devem garantir as designações orçamentais suficientes e a supervisão, garantindo, assim, a implementação do plano, o respeito e cumprimento das suas obrigações</em>&#8220;.</p>
<p> </p>
<p>“<em>Deixamos claro com este documento que apoiamos a iniciativa da Comissão Europeia e da Coalizão Europeia para Justiça Corporativa &#8211; ECCJ [European Coalition for Business Justice] no sentido de exigir das empresas uma maior responsabilidade em relação aos direitos humanos, e nos colocamos à disposição para ajudar nesse processo, inclusive denunciando empresas como o Santander, que aqui tem desrespeitado repetidamente os trabalhadores brasileiros</em>”, reforça a presidenta da UNI Finanças Mundial.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-pressiona-pela-prioridade-dos-bancarios-da-regiao-na-vacinacao" target="_blank">&gt;&gt; Sindicato dos Bancários de Santos e Região pressiona pela prioridade dos bancários da baixada santista na vacinação</a></p>
<p><img decoding="async" title="Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros" src="https://santosbancarios.com.br/uploads/images/2021/02/10908-1613638679.jpeg" alt="Movimento sindical denuncia à Comissão Europeia desrespeitos do Santander aos trabalhadores brasileiros" /></p>
<p>Crédito: Maurício Morais<br />Fonte: SEEB SP &#8211; 17/02/2021</p>
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