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	<title>Tributação sobre heranças &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Thu, 06 Jul 2023 13:18:10 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Tributação sobre heranças &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Reforma Tributária: Relator inclui cesta básica com alíquota zero; veja pontos do novo parecer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 13:04:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[iates e lanchas]]></category>
		<category><![CDATA[IPVA para jatinhos]]></category>
		<category><![CDATA[IVA]]></category>
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		<category><![CDATA[Tributação sobre heranças]]></category>
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					<description><![CDATA[Também foi colocado no parecer a redução de tributos de itens às pessoas com deficiência e saúde menstrual, além de atualizar a fase de transição dos tributos. Relator sinalizou para acordos em divergências; votação está proposta para esta quinta (6) Após críticas, o relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro, apresentou na noite de quarta-feira [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Também foi colocado no parecer a redução de tributos de itens às pessoas com deficiência e saúde menstrual, além de atualizar a fase de transição dos tributos. Relator sinalizou para acordos em divergências; votação está proposta para esta quinta (6)</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após críticas, o relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro, apresentou na noite de quarta-feira (5) uma nova versão do seu parecer sobre a proposta que prevê, entre outros pontos, a criação de uma cesta básica nacional de alimentos com isenção de tributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linhas gerais, a proposta inicial estabelece a unificação de cinco tributos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>IPI, PIS e Cofins</strong>&nbsp;(federais);</li>



<li><strong>ICMS</strong>&nbsp;(estadual);</li>



<li>e <strong>ISS</strong> (municipal).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No lugar, seriam criados dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) — um gerenciado pela União (CBS), e outro com gestão compartilhada entre estados e municípios (IBS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Críticos da proposta passaram a sugerir, nas últimas semanas, que havia possibilidade de aumento nos preços dos itens que compõem a cesta básica com os novos tributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após negociações, Aguinaldo Ribeiro estabeleceu, no novo parecer apresentado nesta quarta, a criação da &#8220;Cesta Básica Nacional de Alimentos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As alíquotas previstas para os IVAs federal e estadual e municipal serão reduzidas a zero para esses produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o texto,&nbsp;caberá a uma lei complementar definir quais serão os &#8220;produtos destinados à alimentação humana&#8221; que farão parte da cesta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na noite desta quarta, os deputados deram início à fase de discussão do texto. A etapa faz parte do rito de análise da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pelo plenário da Casa e precede a votação dos parlamentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou a intenção de votar a proposta no plenário da Casa às 18h desta quinta (6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele disse esperar que um &#8220;texto definitivo&#8221; seja concluído até o início da noite de quinta (6).&nbsp;Ainda resta a construção de acordo para pontos que sofrem críticas, como o valor do Fundo de Desenvolvimento Regional e a estrutura do Conselho Federativo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Confira abaixo outros pontos do novo texto da reforma tributária:</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>fase de transição</li>



<li>alíquotas reduzidas</li>



<li>Imposto Seletivo</li>



<li>Conselho Federativo</li>



<li>tributação da renda e do patrimônio</li>



<li>tratamentos diferenciados</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Fase de transição</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a proposta, o período de transição para unificar os tributos vai durar sete anos, entre 2026 e 2032. A partir de 2033, impostos atuais serão extintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aguinaldo Ribeiro propõe o início da transição em 2026.&nbsp;<strong>Nessa etapa, o IVA federal terá alíquota de 0,9%, e o IVA estadual e municipal, de 0,1%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na versão inicial do texto, havia previsão de que a migração começaria primeiro com os impostos federais (PIS, Cofins e IPI) a partir de 2026. Somente depois, em 2029, começaria a migração do ICMS e do ISS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No relatório, o deputado afirma que a mudança foi realizada para “atender demanda dos estados”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo dessa etapa é conhecer a base tributável, permitindo que se calculem as alíquotas da CBS e do IBS necessárias para substituir a arrecadação atual”, argumentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 2029, a cobrança do ICMS e do ISS começa a ser reduzida de forma escalonada em 1/10 até 2032.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente a isso, as alíquotas do IVA estadual e municipal serão elevadas para manter o nível de arrecadação das duas esferas federativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesse período, os benefícios fiscais começam a ser reduzidos nessa mesma proporção, conferindo-se, assim, um prazo de adaptação razoável aos setores afetados pelas modificações propostas”</p>



<h4 class="wp-block-heading">Em 2033, os impostos atuais estarão extintos.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O texto de Aguinaldo Ribeiro estabelece ao Senado a responsabilidade de fixar as alíquotas de referência dos IVAs para as esferas federal, estadual e municipal – enquanto cada ente federativo não estabelecer suas respectivas alíquotas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As alíquotas de referência serão reajustadas para incorporar a perda de arrecadação dos tributos extintos. “De maneira a manter a carga tributária em cada esfera federativa inalterada”, explicou o relator.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alíquotas reduzidas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O novo parecer de Aguinaldo Ribeiro trouxe atualizações nos dispositivos que tratam da redução das alíquotas dos dois IVAs para determinados bens e serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator havia proposto inicialmente a possibilidade de cortar a tributação da seguinte lista:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>serviços de transporte público coletivo urbano, semiurbano ou metropolitano;</li>



<li>medicamentos;</li>



<li>dispositivos médicos e serviços de saúde;</li>



<li>serviços de educação;</li>



<li>produtos agropecuários, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura;</li>



<li>insumos agropecuários, alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoal;</li>



<li>atividades artísticas e culturais nacionais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essa lista de produtos e serviços paguem metade do valor da alíquota geral dos tributos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na nova versão,&nbsp;<strong>Ribeiro atualizou a lista e deixou explícito a obrigação de reduzir a alíquota à metade nos novos impostos federal e estadual e municipal</strong>. Foram incluídos na redução:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência;</li>



<li>e&nbsp;medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Dado que a Constituição Federal elevou a saúde a direito fundamental de todos e dever primordial do Estado, consideramos importante incluir os serviços de saúde, os dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência e os medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual nas exceções ao regramento ordinário, permitindo a redução de 50% das alíquotas do IBS e da CBS&#8221;, escreveu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado também modificou o trecho que trata dos serviços de transporte passíveis de redução da alíquota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na versão apresentada há duas semanas, Aguinaldo Ribeiro estabeleceu a possibilidade para os serviços de transporte público coletivo urbano, semiurbano ou metropolitano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora,&nbsp;ele propõe a ampliação para &#8220;transporte coletivo rodoviário, ferroviário e hidroviário, de caráter urbano, semiurbano, metropolitano, intermunicipal e interestadual&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O transporte público coletivo urbano, semiurbano, metropolitano, ou entre regiões metropolitanas, cuja desoneração possui caráter mais progressivo em virtude de pessoas de alta renda não serem usuários típicos, é igualmente adequado constar do rol de exceções com redução de alíquota em 50% do IBS e da CBS&#8221;, explicou.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Imposto Seletivo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta prevê a&nbsp;criação de um Imposto Seletivo, de competência federal, sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (como cigarros e bebidas alcoólicas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O imposto poderá incidir em uma ou mais fases da cadeia produtiva – por exemplo, produção e comercialização – e será cobrado nas importações, não incidindo sobre exportações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os detalhes da cobrança e dos produtos que serão desestimulados pelo imposto serão definidos posteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o imposto seja federal, a&nbsp;<strong>arrecadação será dividida com estados e municípios, seguindo a atual distribuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)</strong>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Conselho Federativo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>composição e o peso de decisão de cada estado no Conselho Federativo ainda não foi detalhada</strong>&nbsp;no relatório. O ponto é polêmico entre governadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O órgão será responsável por centralizar a arrecadação do futuro imposto de valor agregado (IVA) que vai substituir o ICMS e o ISS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sugeriu que o órgão considere dois critérios nas decisões – que cada estado tenha um voto, mas que o tamanho populacional de cada ente também seja considerado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tributação da renda e do patrimônio</h2>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>IPVA para jatinhos, iates e lanchas</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo sistema atual, esses veículos não pagam o tributo.&nbsp;<strong>O texto permite a cobrança do imposto nos estados e prevê a possibilidade de o imposto ser progressivo em razão do impacto ambiental do veículo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida não tem objetivo de onerar aeronaves e barcos de transporte de passageiros ou barcos voltados à pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência. Não será cobrado também sobre plataformas de petróleo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tributação progressiva sobre heranças</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Está proposto a cobrança do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) de forma progressiva em razão do valor da herança ou da doação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto prevê que a&nbsp;<strong>cobrança será feita no domicílio da pessoa falecida</strong>. A medida tem o objetivo de impedir que os herdeiros busquem locais com tributações menores para processar o inventário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta também cria regra que permite cobrança sobre heranças no exterior.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Atualizações no IPTU</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A pedido da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), foi estabelecido no parecer dispositivo que autoriza as prefeituras a atualizar a base de cálculo do IPTU por meio de decreto, partindo de critérios definidos em lei municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto prevê ainda que, em até 180 dias após a promulgação da proposta, o governo deve enviar ao Congresso Nacional a reforma da tributação da renda.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Tratamentos diferenciados</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Estão incluídas as cooperativas no regime de tratamento diferenciado de tributação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela proposta, alguns tipos de produtos e serviços poderão receber tratamento específico por terem peculiaridades e não se adequarem ao regime geral de incidência do IVA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, o texto prevê os seguintes casos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Combustíveis e lubrificantes:</strong>&nbsp;alíquotas uniformes cobradas em uma única fase da cadeia e possibilidade de concessão de créditos para os contribuintes</li>



<li><strong>Serviços financeiros, operações com bens imóveis, planos de assistência à saúde e concursos de prognósticos (como as loterias):</strong>&nbsp;alterações nas alíquotas, nas regras de creditamento e na base de cálculo, além da possibilidade de tributação com base na receita ou no faturamento;</li>



<li><strong>Compras governamentais:</strong>&nbsp;não incidência do IVA dual (IBS e CBS), desde que haja manutenção dos créditos relativos às operações anteriores da cadeia</li>



<li><strong>Sociedades cooperativas:</strong>&nbsp;o imposto não será cobrado sobre as operações realizadas entre a sociedade cooperativa e seus cooperados, e os créditos do imposto serão transferidos entre os cooperados e a sociedade cooperativa.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Em Reforma Tributária justa: “Quem pode mais contribui mais”, dizem centrais sindicais</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/em-reforma-tributaria-justa-quem-pode-mais-contribui-mais-dizem-centrais-sindicais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 11:16:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
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		<category><![CDATA[Mais ricos pagam mais]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
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					<description><![CDATA[Para entidades sindicais, sistema deve considerar a “capacidade contributiva” dos cidadãos e aumentar tributação sobre heranças e lucros/dividendos. Pacheco diz que proposta está “madura” Para ser justa, uma reforma tributária deve considerar a “capacidade contributiva” dos cidadãos, incluir a chamada progressividade dos impostos e rever impostos de consumo e sobre renda, além de aumentar a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Para entidades sindicais, sistema deve considerar a “capacidade contributiva” dos cidadãos e aumentar tributação sobre heranças e lucros/dividendos. Pacheco diz que proposta está “madura”</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ser justa, uma reforma tributária deve considerar a “capacidade contributiva” dos cidadãos, incluir a chamada progressividade dos impostos e rever impostos de consumo e sobre renda, além de aumentar a tributação sobre grandes heranças, lucros e dividendos. É o que defendem as centrais sindicais – oito delas divulgaram nota nesta segunda-feira (3). As centrais afirmam que, embora tenha aspectos positivos, a proposta em discussão da reforma tributária “ainda não ataca” questões como injustiça fiscal e regressividade, que afetam diretamente os mais pobres e trabalhadores de menor renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Senado,&nbsp;<a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5732" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rodrigo Pacheco (PSD-MG)</a>, chegou a afirmar durante evento que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019 está pronta para ser votada. “Eu confio muito na obviedade sobre a necessidade da reforma tributária. Não se há mais que argumentar que é preciso amadurecer um pouco mais. De tão madura ela já está na hora de ser apanhada do pé”, afirmou na semana passada, durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Políticas públicas, produção nacional e guerra fiscal</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as centrais, o sistema deve ter simplificação, facilitar o financiamento de políticas públicas, estimular a produção nacional e acabar com a chamada guerra fiscal. Além disso, a reforma precisa respeitar o princípio constitucional da capacidade tributária. “Quem pode mais, contribui mais”, resumem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento é assinado por CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Nova Central, Pública e UGT.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Confira a íntegra da nota:</strong></h4>



<h5 class="wp-block-heading">P<strong>OR UMA REFORMA TRIBUTÁRIA QUE GARANTA<br>JUSTIÇA FISCAL E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Uma das principais causas dessa desigualdade é o sistema tributário brasileiro. Com uma estrutura regressiva que perpetua esse quadro (proporcionalmente os pobres pagam mais impostos que os ricos), o sistema é complexo, com elevada sonegação, alto número de exceções tributárias e subterfúgios para permitir que os mais ricos paguem menos, além de privilegiar a especulação e não a produção e o assalariamento. É um mecanismo que funciona como mais um entrave ao financiamento das políticas sociais em nível adequado e de forma perene, afetando toda a população, especialmente quem mais precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema tributário brasileiro é excessivamente concentrado nos chamados impostos<strong>&nbsp;indiretos</strong>&nbsp;(sobre consumo e ganhos do trabalho) ao invés de, como nos “países desenvolvidos”, ter os&nbsp;<strong>impostos diretos</strong>&nbsp;(imposto de renda, grandes fortunas, heranças, sobre a terra, patrimônio em geral etc.) como a maior fonte da arrecadação. No Brasil, os impostos diretos, que são muito mais eficientes em distinguir ricos de pobres, são menos utilizados que os impostos indiretos, que, por incidirem sobre o consumo de bens e serviços, têm pouco poder de diferenciar renda. No país, há diversas ausências tributárias de impostos diretos: na falta de cobrança de tributos sobre a propriedade de jatinhos e lanchas e/ou outros bens supérfluos; na isenção sobre ganhos de dividendos, sobre distribuição de lucros aos acionistas ou remessas de lucros ao exterior (enquanto o imposto de renda do assalariado é descontado diretamente na folha de pagamento – “na fonte”); com a existência de poucas faixas de IR e falta de atualização dos valores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, defendemos uma reforma tributária em sintonia com o seguinte princípio apresentado na Pauta da Classe Trabalhadora, entregue ao presidente Lula durante a campanha eleitoral:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Reformar o sistema tributário e orientá-lo pela capacidade contributiva de cada brasileiro e brasileira; pela progressividade dos impostos; pela revisão dos impostos de consumo e dos impostos sobre renda e patrimônio, aumento da tributação sobre grandes heranças e riquezas, lucros e<br>dividendos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, reafirmamos que a reforma tributária também deve se orientar pelos seguintes princípios:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>– <strong>Simplificação</strong>, com redução das exceções (isenções), fim da cumulatividade e punição exemplar à sonegação;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>– <strong>Garantia de financiamento às políticas sociais</strong>, em especial, educação e seguridade social (saúde, previdência e assistência social);</p>



<p class="wp-block-paragraph">– E<strong>stímulo à produção nacional</strong> alinhada a uma visão de desenvolvimento econômico, social e ambientalmente sustentável, de forma que todo benefício fiscal deve envolver contrapartidas sociais por parte de quem os recebe, especialmente referentes à geração de postos de trabalho, a investimentos e arrecadação de impostos;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>– <strong>Fim da guerra fiscal</strong>, com equalização maior do sistema, a fim de evitar a competição entre unidades da Federação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Também indicamos 10 pontos para uma tributação mais justa, sendo que parte já está incorporada à proposta de Reforma tributária nessa primeira fase:</h4>



<p class="wp-block-paragraph">1. Desonerar a cesta básica, avançando sobre os demais impostos, com controle de repasse para os preços, colaborando para redução dos tributos indiretos (previsto na reforma tributária);</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Tributar lucros e dividendos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Aumentar os impostos sobre a propriedade da terra;</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Tributação sobre a remessa de lucros das empresas estrangeiras;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Instituir o imposto sobre grandes fortunas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. Corrigir a tabela do Imposto de Renda, aumentando a progressividade (a correção da tabela está em andamento, mas é necessário ampliar o número de faixas e alíquotas);</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. Tributar os bens supérfluos e de luxo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">8. Melhorar a cobrança do imposto sobre herança (previsto na reforma tributária);</p>



<p class="wp-block-paragraph">9. Cobrar IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) sobre embarcações e aeronaves (previsto na reforma tributária);</p>



<p class="wp-block-paragraph">10. Aumentar a transparência sobre a tributação (previsto na reforma tributária).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere à proposta de reforma tributária elaborada pelo governo e em discussão no Congresso Nacional, avaliamos como positiva a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que unifica 5 impostos (IPI, PIS, CONFINS, ICMS E ISS) em um formato dual: Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) federal e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para estados e municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a proposta busca desafogar o setor produtivo manufatureiro, realizar a cobrança do imposto no destino, eliminar a cumulatividade da tributação, criar mecanismo de desenvolvimento regional ao mesmo tempo em que busca acabar com a guerra fiscal entre os entes federativos, reduzindo também as desigualdades na distribuição dos recursos nas diversas regiões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é relevante a proposta de imposto seletivo que desestimula o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. E ainda saudamos a proposta de aumento da progressividade proposta para o imposto sobre herança – Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) – e a ampliação da base de incidência do IPVA, incluindo os veículos aquáticos e aéreos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é importante destacar que se o projeto em tramitação tem aspectos positivos e equaciona disfunções históricas do sistema tributário brasileiro, a proposta ainda não ataca o conjunto de problemas da injustiça fiscal e da regressividade tributária, que afetam diretamente a população mais pobre e os trabalhadores(as) de renda mais baixa.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Por isso pleiteamos que a reforma tributária em discussão no Congresso Nacional deve:</h4>



<p class="wp-block-paragraph">a) A reforma tributária deve ser completa e deve tratar dos impostos diretos sobre renda e patrimônio, abrindo espaço para reduzir a carga dos impostos indiretos de modo mais substancial;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>b) Incluir mecanismos que redistribuam a carga dos impostos indiretos, reduzindo substancialmente a incidência sobre os produtos da cesta de consumo típica de famílias que ganham até 3 salários mínimos,<br>efetivando a progressividade, em conjunto com a proposta de cashback (devolução de parte dos tributos pagos para a população de baixa renda);</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>c) Além de garantir as vinculações dos recursos para a Seguridade Social e para o FAT como previsto no projeto de reforma tributária, é importante que essa vinculação determine um volume de recursos suficientes para essas políticas: que a Seguridade possa cumprir os preceitos definidos constitucionalmente e que se amplie os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para que possa promover as ações de promoção de emprego e renda, tanto aquelas diretamente ligada ao mercado de trabalho como os aportes financeiros para o BNDES. Deve-se garantir percentuais equivalentes aos valores arrecadados pelos tributos hoje vinculados, sem as desonerações implementadas ao longo dos anos. Qualquer desoneração, presente ou futura, não pode resultar em redução de recursos para os investimentos através do FAT e para o financiamento da Seguridade Social;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>d) Priorizar a seletividade da não incidência de tributação sobre as exportações para os setores que precisam de apoio para ampliar participação no mercado externo;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>e) Tornar obrigatória a progressividade do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU);</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>f) Ampliar a participação da representação de trabalhadores nos conselhos e espaços de combate à sonegação, ampliando as ações de recuperação fiscal, particularmente dos grandes devedores (só no&nbsp;<a href="https://www.redebrasilatual.com.br/politica/auditores-fiscais-aprovam-paralisacao-de-atividades-contra-inercia-de-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – Carf</a>, há R$ 1,3 trilhão em autos de infração).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a reforma deve: eliminar injustiças, estimular a produção em detrimento da especulação, garantir os recursos necessários para o financiamento das políticas públicas e da seguridade social, ser<br>progressiva, promotora do desenvolvimento produtivo, dinamizando instituições como o BNDES e outros indutores de investimentos públicos, além de ser instrumento do fortalecimento dos direitos sociais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental o respeito ao princípio constitucional de “capacidade tributária”, na qual <strong>quem pode mais, contribui mais</strong>.</p>
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