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	<title>transtornos mentais &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>transtornos mentais &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Transtornos mentais avançam entre bancários e já superam média nacional</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/transtornos-mentais-avancam-entre-bancarios-e-ja-superam-media-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 15:09:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bancários e doenças psicológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Bancários e saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa apresentada na 6ª Conferência Estadual RJ mostra que índices de adoecimento psíquico na categoria são mais que o dobro da média da população brasileira O professor e psicólogo Felipe Faleiros, doutor em Psicologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB-MS), apresentou um panorama alarmante sobre o adoecimento mental na categoria bancária, durante palestra da 6ª [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading">Pesquisa apresentada na 6ª Conferência Estadual RJ mostra que índices de adoecimento psíquico na categoria são mais que o dobro da média da população brasileira</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor e psicólogo Felipe Faleiros, doutor em Psicologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB-MS), apresentou um panorama alarmante sobre o adoecimento mental na categoria bancária, durante palestra da 6ª Conferência Estadual dos Bancários RJ, realizada neste sábado (23), no Clube de Engenharia, no Centrou do Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista iniciou sua exposição mostrando dados sobre afastamentos do trabalho no Brasil. Segundo ele, entre 2024 e 2025 houve crescimento de 15% nos casos, índice que pode ser ainda maior devido às subnotificações. “Saúde é qualidade de vida. Temos que falar de prevenção e ação. As empresas precisam acolher esses trabalhadores. É preciso pensar em como recuperar a saúde das pessoas. O adoecimento é consequência da forma como o trabalho está organizado”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felipe também criticou o que chamou de “mitificações” propagadas pelos bancos, como autonomia na gestão do tempo, aprendizado contínuo, meritocracia e flexibilidade de horários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A realidade é marcada pela ausência de limites de jornada, acúmulo de funções, metas inatingíveis e sobrecarga extrema, fatores que geram perda da identidade profissional. O bancário tornou-se apenas um vendedor de produtos e vive sob vigilância constante e ameaças de demissão”, criticou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O psicólogo lembrou ainda que, mesmo com lucros crescentes, os bancos continuam fechando agências e reduzindo postos de trabalho.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Matriz do assédio moral</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O palestrante apresentou dados da pesquisa que apontam o estresse ocupacional e estrutural imposto pelos bancos como parte de uma “matriz do assédio”, responsável pelo adoecimento dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Há um estigma do descarte, com a marginalização do trabalhador adoecido”, afirmou. Segundo ele, quando uma agência é fechada, os funcionários transferidos passam a enfrentar ainda mais sobrecarga e insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os bancos tentam se colocar como entidades desassociadas da sociedade. Mas a culpa não é do indivíduo, e sim das empresas”, ressaltou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pesquisa, as principais causas de afastamento na categoria são transtornos de ansiedade e quadros depressivos prolongados, que podem evoluir para transtornos afetivos mais graves, agravando ainda mais o adoecimento laboral.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Exploração sem distinção</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Felipe Faleiros revelou que a incidência média de transtornos mentais na população brasileira gira em torno de 6%. Entre os bancários, porém, o índice ultrapassa 13%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado destacado pelo pesquisador é que não há diferença significativa entre homens e mulheres no adoecimento no setor financeiro. “Os bancos estão explorando por igual”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisa, 83,9% dos entrevistados trabalham integralmente no regime presencial. Do total, 36,9% já foram afastados por transtornos psíquicos e 19,6% receberam diagnóstico psiquiátrico formal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os casos de doenças mentais tenham aumentado, a LER/Dort continua sendo uma das principais causas de afastamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As questões psíquicas tomaram uma dimensão absurda”, alertou, ao criticar o “silêncio institucional” e a “cultura do medo” presentes no setor bancário. “Muitos trabalhadores evitam apresentar atestados médicos por medo deu demissão”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor também relatou o impacto emocional vivido pela categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A sensação é a de um ‘casco de refrigerante vazio’. O trabalhador não encontra respaldo da empresa e evita até pedir ajuda aos colegas”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números apresentados pela pesquisa reforçam a gravidade do quadro: 59,4% consideram crítico o ambiente de trabalho; 58,4% avaliam negativamente as relações psicossociais; 67,2% criticam a organização do trabalho; 43,3% apresentam estresse crônico; 44,5% relatam danos físicos e psicológicos e mais de 61% sentem falta de reconhecimento5 profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os níveis de adoecimento são ainda mais severos entre os trabalhadores da linha de frente, onde há maior pressão por desempenho e cobrança comportamental”, observou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felipe destacou ainda que a chamada “lua de mel” entre o bancário e a empresa dura pouco tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ela não passa de um ano”, disse. Segundo a pesquisa, quase 90% da categoria continua trabalhando mesmo apresentando sintomas de adoecimento, enquanto mais da metade reconhece precisar de ajuda profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mais de 64% realizam algum tipo de tratamento, mas mais de 65% estão sem acompanhamento médico adequado”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, é necessário construir uma nova cultura organizacional. “É preciso investir em comunicação de qualidade, acolhimento aos trabalhadores adoecidos, romper o silêncio e fortalecer redes de confiança, como os sindicatos”, defendeu.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/nr-1-entra-em-vigor-nesta-terca-feira-entenda-o-que-muda/">Leia, entra em vigor a NR-1, na defesa de trabalhadores contra doenças psicossociais</a></h5>



<h4 class="wp-block-heading">Denuncie o assédio ao Sindicato, o sigilo é absoluto!</h4>



<p class="wp-block-paragraph">E-mail: <a href="mailto:santosbancarios@uol.com.br">santosbancarios@uol.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Whatsapp do Sindicato de Santos e Região: (13) 99209.2964</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tel: (13) 3202.1670</p>
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		<title>Mais de 40 mil bancários se afastaram por doenças e acidentes em 10 anos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/mais-de-40-mil-bancarios-se-afastaram-por-doencas-e-acidentes-em-10-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bancos adoecem]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir de 2013, transtornos mentais e comportamentais passaram a ser a principal causa de afastamentos na categoria bancária. A organização do trabalho dos bancos para seus funcionários adoece e é reconhecida pelos números. O movimento sindical luta para responsabilizá-los! De 2012 a 2021, mais de 40 mil bancários (42.138) tiveram o direito ao benefício acidentário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de 2013, transtornos mentais e comportamentais passaram a ser a principal causa de afastamentos na categoria bancária. A organização do trabalho dos bancos para seus funcionários adoece e é reconhecida pelos números. O movimento sindical luta para responsabilizá-los!</p>
<p></p>
<p>De 2012 a 2021, mais de 40 mil bancários (42.138) tiveram o direito ao benefício acidentário reconhecido pelo INSS por conta de doenças e acidentes relacionados ao trabalho. No mesmo período, 156.670 bancários tiveram reconhecido o afastamento por doença comum.</p>
<p> </p>
<p>Cerca de 54% destes benefícios comuns, no entanto, referem-se às doenças características do trabalho bancário: Transtornos Mentais, LER/Dort e do Sistema Nervoso.</p>
<p> </p>
<p>Ou seja, o que foi reconhecido como acidentário pelo INSS não condiz com a realidade, já que o adoecimento ligado ao trabalho é muito maior do que o efetivamente reconhecido.</p>
<p> </p>
<p>Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho – uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) – e foram compilados pelo Dieese.</p>
<p> </p>
<p>O dia 27 de julho é dedicado como o marco nacional das medidas de Prevenção a Acidentes do trabalho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Transtornos mentais: maior causa de adoecimento nos bancos</strong></p>
<p>A partir de 2013, transtornos mentais e comportamentais passaram a ser a principal causa de afastamentos na categoria bancária.</p>
<p> </p>
<p>De 2012 a 2021, apenas os Transtornos Mentais foram responsáveis por 5% dos afastamentos por acidentes de trabalho (auxílio previdenciário B-91), e 10% dos afastamentos por doenças comuns (B-31), nos Grupos Econômicos em Geral (conjunto total dos trabalhadores brasileiros).</p>
<p> </p>
<p>Porém, no mesmo período, no setor econômico em que estão inseridos os bancos, as financeiras e a Caixa Econômica Federal, os transtornos mentais representaram 39% dos afastamentos por acidentes/doenças do trabalho e 29% dos afastamentos não reconhecidos como acidente ou doença do trabalho. A organização do trabalho dos bancos para seus funcionários adoece e é reconhecida pelos números. O movimento sindical luta para responsabilizá-los!</p>
<p> </p>
<p><strong>Adoecimento bancário onera toda a sociedade</strong></p>
<p>As despesas do INSS com afastamentos no setor bancário no Brasil, de 2012 a 2017, somaram 776,8 milhões, 5,73% do total, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança no Trabalho.</p>
<p> </p>
<p>“Por isso precisamos fortalecer as leis e normas regulamentadoras e todos os sistemas que protegem os trabalhadores, uma vez que, se deixarmos tudo nas mãos dos patrões, este cenário não mudará tão cedo”, pontua Valeska.</p>
<p> </p>
<p><strong>Governo Bolsonaro enfraqueceu Normas Regulamentadoras do Trabalho</strong></p>
<p>Porém, o governo Bolsonaro foi na direção contrária, ao rever uma série de normas regulamentadoras que resultaram na simplificação da fiscalização e na diminuição da segurança no trabalho, segundo especialistas.</p>
<p> </p>
<p>“A revisão das normas regulamentadoras durante o governo Bolsonaro veio no sentido de desproteger a saúde dos trabalhadores, precarizar as condições e as relações de trabalho, diminuir a participação dos trabalhadores no local de trabalho no que se refere a saúde e a segurança, e diminuir a proteção do Estado”, diz Leonor Poço Jakobsen, advogada e especialista em direito internacional do trabalho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acidentes de trabalho mataram 23 mil pessoas em 10 anos</strong></p>
<p>Nos últimos dez anos (2012-2021), 22.954 pessoas morreram em acidentes de trabalho no Brasil, de acordo com dados atualizados do Observatório Digital de Saúde e Segurança no Trabalho (MPT-OIT) no âmbito da Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente.</p>
<p> </p>
<p>Entre 2012 e 2021, foram registradas 6,2 milhões de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), e o INSS concedeu 2,5 milhões de benefícios previdenciários acidentários, incluindo auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios-acidente. No mesmo período, o gasto previdenciário ultrapassou os R$ 120 bilhões somente com despesas acidentárias.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acidentes de trabalho custam R$ 350 bilhões por ano ao país</strong></p>
<p>Além dos prejuízos humanos e às famílias, os custos econômicos dessas ocorrências se manifestam em gastos do sistema de saúde e do seguro social, e, no setor privado, em uma enorme redução da produtividade derivada de dias perdidos de trabalho acumulados. Estimativas da OIT apontam que essas ocorrências causam a perda aproximada de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) global a cada ano.</p>
<p> </p>
<p>“No caso do Brasil, esse percentual corresponde a aproximadamente R$ 350 bilhões anuais se considerado o PIB brasileiro de 2021, de R$ 8,7 trilhões. Em dez anos, a perda econômica, sem contar as perdas familiares, os gastos do sistema previdenciário e de saúde, alcança 3,5 trilhões de reais, segundo esse critério. Doenças e acidentes de trabalho afetam milhões, mas podem custar trilhões ao país”, observa o procurador do MPT e cientista de dados Luís Fabiano de Assis, coordenador da Iniciativa SmartLab.</p>
<p>Crédito: Ministério da Saúde<br />Fonte: spbancarios.com.br</p>
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