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	<title>terra sem lei &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Plataformas não podem ser &#8220;terra sem lei&#8221;, defende Moraes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 06:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
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		<category><![CDATA[julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 12.965/2014]]></category>
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					<description><![CDATA[Julgamento foi suspenso e será retomado no dia 25 de junho O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (12/6) a favor da responsabilidade civil das plataformas que operam as redes sociais. O voto do ministro foi proferido na ação na qual a Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-fbfe7be4860166d23f1c9d6155811b7d">Julgamento foi suspenso e será retomado no dia 25 de junho</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (12/6) a favor da responsabilidade civil das plataformas que operam as redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O voto do ministro foi proferido na ação na qual a Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o dispositivo, &#8220;com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura&#8221;, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Corte discute se as plataformas podem ser responsabilizadas civilmente na Justiça pelos conteúdos ilícitos, como postagens antidemocráticas e contra o sistema eleitoral, discursos de ódio, incitação de crimes contra autoridades e por transmissão lives que induzem ao suicídio e à automutilação de crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, o placar do julgamento está 7 votos a 1 a favor da inconstitucionalidade da norma e possibilidade de punição civil contra as empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o voto de Moraes, o julgamento foi suspenso e será retomado na quarta-feira (25/6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da maioria formada, ainda não foi aprovada a tese jurídica com os detalhes da decisão. A tese é necessária para estabelecer as regras que as plataformas deverão seguir para a retirada dos conteúdos ilegais.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://whatsapp.com/channel/0029Va5Tooy1dAw2eWQooL1K" data-type="link" data-id="https://whatsapp.com/channel/0029Va5Tooy1dAw2eWQooL1K">Siga o canal do Sindicato no WhatsApp</a></h4>



<h4 class="wp-block-heading">Voto</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao votar pela responsabilização, Moraes exibiu no telão do plenário mensagens com conteúdo racista, homofóbico e antissemita que estão ativas nas redes sociais e não foram retiradas pelas plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moraes disse que as grandes empresas de tecnologia impõem seu modelo de negócio &#8220;agressivo&#8221;, sem respeitar as leis do Brasil. Para o ministro, as plataformas não podem ser uma &#8220;terra sem lei&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Somente uma mente doente e criminosa posta isso e outras mentes doentes e criminosas dão like. Somente mentes omissas não lutam para retirar isso das redes sociais. Isso não é liberdade de expressão, isso é crime&#8221;, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">8 de janeiro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro mostrou imagens dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e disse que os acusados &#8220;instrumentalizaram&#8221; as redes sociais para combinar as invasões aos prédios públicos de Brasília e transmitir os atos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Destruíram, pediram intervenção militar e postavam no mesmo momento, e as redes sociais sem nenhuma autorregulamentação. A falência da autorregulamentação das redes sociais é que fez com que a gente tenha que julgar isso nestas sessões&#8221;, disse.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Desafios nas redes</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Moraes também acusou as plataformas de permitirem a exposição de vídeos sobre ataques a escolas e de automutilação de crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O direcionamento dos algoritmos não é randômico. A partir do momento em que uma criança ou adolescente consulta esse tema, é bombardeada por esses temas, incentivando a prática criminosa&#8221;, comentou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Desinformação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro disse que a verdade está sendo manipulada nas redes sociais e reafirmou que &#8220;liberdade de expressão não é liberdade de agressão&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As pessoas vêm sendo bombardeadas e submetidas a uma verdadeira lavagem cerebral. A verdade, a mentira, o que é falso vem sendo manipulado para ganhos econômicos e a obtenção do poder político&#8221;, completou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Maioria</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na sessão de ontem, a Corte formou maioria de seis votos pela responsabilização das redes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Votaram nesse sentido os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gilmar Mendes considerou que o Artigo 19 é &#8220;ultrapassado&#8221; e que a regulamentação das redes sociais não representa uma ameaça à liberdade de expressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o ministro, o &#8220;modelo de irresponsabilidade das plataformas&#8221; não poder ser mantido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zanin votou pela inconstitucionalidade do artigo e afirmou que o dispositivo não é adequado para proteger os direitos fundamentais e impõe aos usuários o ônus de acionar o Judiciário em caso de postagens ofensivas e ilegais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fux e Toffoli votaram para permitir a exclusão de postagens ilegais por meio de notificações extrajudiciais, ou seja, pelos próprios atingidos, sem decisão judicial prévia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Barroso diz que a ordem judicial é necessária para a remoção somente de postagens de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria&#8221;). Nos demais casos, a notificação extrajudicial é suficiente para a remoção de conteúdo, mas cabe às redes o dever de cuidado para avaliar as mensagens estão em desacordo com as políticas de publicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O único voto divergente foi proferido pelo ministro André Mendonça, que votou a favor pela manutenção das atuais regras que impedem a responsabilização direta das redes.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Casos julgados</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O STF julga dois casos concretos que envolvem o Marco Civil da Internet e que chegaram à Corte por meio de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.</p>
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