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	<title>Taxa Referencial (TR) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Taxa Referencial (TR) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Sonho da casa própria mais caro e mais distante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 08:27:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Modelo de financiamento habitacional do país dá sinais de exaustão, diz ex-presidente da Caixa O financiamento dos principais programas do Estado brasileiro nas últimas décadas, em especial nos setores de habitação e infraestrutura, vem sendo realizado com duas principais fontes de recursos: os depósitos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Modelo de financiamento habitacional do país dá sinais de exaustão, diz ex-presidente da Caixa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O financiamento dos principais programas do Estado brasileiro nas últimas décadas, em especial nos setores de habitação e infraestrutura, vem sendo realizado com duas principais fontes de recursos: os depósitos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O setor privado nunca demonstrou interesse em investir em longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse modelo está sob pressão devido à queda drástica no saldo da poupança, ao uso cada vez mais indiscriminado dos recursos do FGTS e à nova regra de remuneração do Fundo. Embora seja positiva para os trabalhadores, essa mudança encarecerá o financiamento habitacional. O tema ganhou destaque recentemente, após a decisão da Caixa de reduzir o percentual de financiamento habitacional, tanto pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), de 80% para 70%, quanto pela Tabela Price, de 70% para 50%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas mudanças reduzirão a oferta de crédito habitacional da Caixa para imóveis novos, usados, comerciais e até lotes urbanizados, impactando um dos focos do governo Lula, especialmente para a classe média. A Caixa detém 68% desse mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, os depósitos da poupança são uma das principais fontes de recursos para financiamentos habitacionais. Devido ao direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos, essa aplicação é remunerada pela Taxa Referencial (TR), inferior aos juros de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com matéria publicada no site UOL em 08/07, os saques da poupança superaram os depósitos em R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2024. A poupança amarga o sétimo semestre consecutivo de perdas, totalizando R$ 229,3 bilhões desde janeiro de 2021, consequência direta da alta taxa Selic, que torna outros investimentos mais atraentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro importante funding para o desenvolvimento urbano e de infraestrutura é o FGTS. Entre 2002 e 2023, o FGTS financiou obras em 98% dos municípios brasileiros (5.460 cidades). Segundo o Conselho Curador do Fundo, mais de 70% dos seus recursos estão aplicados em habitação, infraestrutura e saúde, e o restante em títulos públicos federais. Cerca de 81% dos financiamentos habitacionais pelo FGTS foram concedidos a pessoas com renda entre 1 e 4 salários-mínimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, diversos fatores têm tornado o uso do FGTS mais restrito e caro para financiamento habitacional. Apenas 37,4% da população ocupada possui carteira assinada, segundo dados do IBGE, mesmo com o aumento da formalidade no governo Lula. Além disso, o FGTS tem sido utilizado para finalidades diversas, como o auxílio emergencial e o saque-aniversário, que acumulou retirada líquida de R$ 45,9 bilhões entre 2020 e 2024. A nova regra de remuneração das contas, determinada pelo STF, também contribui para a maior restrição do fundo no médio prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário prejudicará principalmente os mais pobres e a classe média, que enfrentarão uma menor oferta de crédito e juros mais altos, impactando ainda o setor da construção civil, fundamental para a geração de empregos e para a economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2023, alternativas para aumentar o funding na área de habitação vêm sendo discutidas no governo federal e nos bancos. Entre as soluções de curto prazo estão: alterar as regras de liberação dos compulsórios pelo Banco Central, reduzindo o recolhimento sobre os depósitos de 20% para 15%, e compensar a perda da poupança com recursos do FGTS, embora isso requeira a suspensão do saque-aniversário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra hipótese é avaliar o uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como alternativa para investimentos em infraestrutura. Atualmente, cerca de 55% das aplicações do FGC estão em operações compromissadas com liquidez diária, valor um pouco acima dos limites de socorro de liquidez e do programa de socorro aos depositantes. O restante (45%) poderia ser utilizado como funding para infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também especulações sobre o uso dos fundos de pensão, embora esses enfrentem restrições devido às metas atuariais, regras normativas e a limitação de crédito de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o médio e longo prazo, sugiro que se repense o produto poupança, tornando-o mais atraente. Avaliar a capitalização dos bancos públicos pelo Tesouro e, obviamente, a redução da taxa básica de juros (Selic) também é fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à moradia está previsto na Constituição Federal como um direito social fundamental, mas ainda está longe de ser universal. Vale lembrar que o déficit habitacional no Brasil cresceu 6,1% entre 2019 e 2022, segundo a Fundação João Pinheiro. Em 2022, o país tinha um déficit habitacional absoluto de 6,2 milhões de moradias, com o custo excessivo do aluguel sendo o maior problema enfrentado por muitas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe saída fácil. Fato é que o modelo vigente está exaurido e forçará o governo, a elite econômica e política, e a sociedade a encararem, em breve, um inevitável acerto de contas sobre qual modelo de financiamento para a moradia digna e programas de infraestrutura será entregue às próximas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Rita Serrano</em></strong> &#8211; <em>Palestrante, ex-presidente da Caixa, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do ABC. Autora de vários livros e artigos, conselheira de administração, mestre em Administração. Considerada uma das mulheres mais influentes do Brasil e da América Latina, segundo a Bloomberg Línea de 2023.</em></p>
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		<title>COE do Santander aguarda retorno das reivindicações</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/coe-do-santander-aguarda-retorno-das-reivindicacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 08:23:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)]]></category>
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					<description><![CDATA[Após defesa de todas as propostas, banco se comprometeu a apresentar uma resposta global no início de setembro A quinta reunião de negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, realizada na sede da Confederação Nacional dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Após defesa de todas as propostas, banco se comprometeu a apresentar uma resposta global no início de setembro</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A quinta reunião de negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/santander-noticias/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/santander-noticias/">Santander</a> e a direção do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, realizada na sede da <a href="https://contrafcut.com.br/" data-type="link" data-id="https://contrafcut.com.br/">Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf)</a>, em São Paulo, na sexta-feira (23/8), começou com um forte protesto contra o banco pelo uso da Polícia Militar para reprimir trabalhadores e trabalhadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os membros da COE expressaram individualmente e entregam uma carta de repúdio aos <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/santander-impoe-violencia-aos-bancarios-em-sao-paulo/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/santander-impoe-violencia-aos-bancarios-em-sao-paulo/">lamentáveis acontecimentos</a> ocorridos na manhã de quinta-feira (22/8), quando dezenas de pessoas foram reprimidas com cassetetes, gás de pimenta e armas de choque elétrico ao exercerem seu direito constitucional de manifestação na unidade Radar Santander, em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os protestos pacíficos visavam denunciar a contratação fraudulenta de mão de obra, mascarada em terceirizações, que precarizam conquistas trabalhistas e condições de trabalho. Mulheres foram agredidas, colegas foram derrubados ao chão e detidos. Além disso, parlamentares e advogados também foram atacados, agravando ainda mais a ilegalidade da ação da PM&#8221;, observou a secretária de Relações Internacionais da Contraf, Rita Berlofa. “O Santander se mostrou ausente e indiferente, não enviando nenhum representante para intermediar a situação, ao invés de responder às reivindicações da categoria. Por isso, a COE Santander responsabiliza totalmente o banco pelos lamentáveis fatos ocorridos”, completou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fim da terceirização e transparência</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O tema central da mobilização, que culminou nos acontecimentos de São Paulo, foi a reivindicação pelo fim da implementação de projetos de terceirização. A COE exige que o banco cesse a prática e que seja disponibilizada uma relação contendo os nomes, matrículas, datas de admissão, condição sindical, base sindical e local de trabalho de todos os empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitos trabalhadores do banco estão completamente desamparados, excluídos da categoria bancária, com rendimentos e direitos cortados pela metade, sem saber a quem recorrer. Precisamos identificar esses profissionais para poder representá-los”, afirmou a coordenadora da COE, Wanessa Queiroz. “Queremos voltar a representar esses trabalhadores!”, completou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COE também apresentou a reivindicação de que, durante a vigência do ACT, quaisquer modificações substanciais nas condições coletivas de trabalho ou reestruturações de mão de obra de caráter coletivo sejam precedidas de negociações com os representantes sindicais. O Santander deverá fornecer informações suficientes para assegurar o bom andamento dessas negociações.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Reivindicações econômicas e benefícios</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais reivindicações econômicas, o Programa de Participação nos Resultados para 2024 se destaca. A COE propõe que o valor para 2024 seja de R$ 8.212,63.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhadores também pedem a implementação de uma bolsa de férias, cujo valor será concedido conforme o período de gozo das férias, previamente acordado com o gestor da área com uma antecedência mínima de dois meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os empregados do Santander no Brasil reivindicam isonomia de tratamento com os da Espanha, onde fica a matriz do banco, como isenção total de tarifas bancárias e anuidade de cartões de crédito, tanto para empregados ativos quanto aposentados, além de taxas de juros para cheque especial, empréstimos e cartão de crédito e a criação de uma linha de de financiamento específica para a aquisição de moradia, com juros limitados a 4% ao ano, acrescidos da Taxa Referencial (TR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Wanessa Queiroz, essas propostas visam não apenas garantir uma compensação justa pelos resultados alcançados, mas também proporcionar benefícios que auxiliem os empregados na gestão de suas finanças pessoais e na conquista de objetivos importantes, como a aquisição de moradia.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Empréstimos sem juros</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro destaque nas reivindicações é a concessão de empréstimos especiais sem juros para empregados que necessitem cobrir situações urgentes e justificadas, com valores equivalentes a até nove salários mensais. As justificativas incluem casamento, mudança de residência, falecimento de parentes próximos, acidentes, reformas habitacionais, desastres naturais, processos de divórcio, nascimento de crianças e doenças graves. Empréstimos menores, sem juros, equivalentes a até cinco salários mensais, também são solicitados para a aquisição de imóveis, veículos e pagamento de impostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os empréstimos terão amortização limitada a 10% do total dos recebimentos mensais do empregado e serão descontados em folha de pagamento ou debitados em conta corrente. Em caso de rescisão contratual, o saldo devedor poderá ser descontado das verbas rescisórias, com a autorização do empregado, até o limite de 30% da remuneração líquida mensal. O banco também oferecerá a opção de conversão para um empréstimo comercial consignado para pagamento do saldo remanescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final do encontro, os representantes do banco se comprometeram a trazer um retorno global das reivindicações no início de setembro, em data a ser confirmada.</p>



<h4 class="wp-block-heading">#SeLiga <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/seeb-de-santos-e-regiao-repudia-violencia-do-santander-em-protesto-contra-a-terceirizacao-em-sp/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/seeb-de-santos-e-regiao-repudia-violencia-do-santander-em-protesto-contra-a-terceirizacao-em-sp/">SEEB de Santos e Região repudia violência do Santander em protesto contra a terceirização em SP</a></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Supremo decide que FGTS deve garantir correção pelo IPCA</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/supremo-decide-que-fgts-deve-garantir-correcao-pelo-ipca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 07:51:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta não será aplicada a valores retroativos O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) que as contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não podem ser corrigidas somente pela Taxa Referencial (TR), taxa com valor próximo de zero. Com a decisão, as contas deverão garantir correção real conforme o Índice [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-6">Proposta não será aplicada a valores retroativos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://portal.stf.jus.br/" data-type="link" data-id="https://portal.stf.jus.br/">Supremo Tribunal Federal (STF)</a> decidiu nesta quarta-feira (12) que as contas do <a href="https://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fgts/Paginas/default.aspx" data-type="link" data-id="https://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fgts/Paginas/default.aspx">Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)</a> não podem ser corrigidas somente pela Taxa Referencial (TR), taxa com valor próximo de zero. Com a decisão, as contas deverão garantir correção real conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova forma de correção vale para novos depósitos a partir da decisão do Supremo e não será aplicada a valores retroativos. Após o julgamento, a assessoria de imprensa do STF esclareceu que a nova correção deverá ser aplicada ao saldo atual da contas a partir da publicação da ata de julgamento, que deve ocorrer nos próximos dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela deliberação dos ministros, fica mantido o atual cálculo que determina a correção com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. A soma deve garantir a correção pelo IPCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, se o cálculo atual não alcançar o IPCA, caberá ao Conselho Curador do FGTS estabelecer a forma de compensação. O índice acumulado nos últimos 12 meses é de 3,90%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de cálculo foi sugerida ao STF pela Advocacia-Geral da União(AGU), órgão que representa o governo federal, após conciliação com centrais sindicais durante a tramitação do processo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Entenda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustenta que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o fundo funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. No entanto, a correção continuou abaixo da inflação.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>STF marca para dia 12 julgamento sobre correção do FGTS</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/stf-marca-para-dia-12-julgamento-sobre-correcao-do-fgts/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jun 2024 08:14:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Advocacia-Geral da União (AGU)]]></category>
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					<description><![CDATA[Discussão foi interrompida em novembro do ano passado O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, marcou para 12 de junho a retomada do julgamento sobre a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A discussão sobre o índice de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-8">Discussão foi interrompida em novembro do ano passado</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, marcou para 12 de junho a retomada do julgamento sobre a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre o índice de correção das contas do fundo foi interrompida em novembro do ano passado, após pedido de vista (mais tempo para análise) feito pelo ministro Cristiano Zanin. O processo foi devolvido para julgamento no dia 25 de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo chegou a entrar na pauta do Supremo no início de abril, mas acabou não sendo chamada a julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, o placar é de 3 votos a 0 para considerar inconstitucional o uso da TR para remunerar as contas dos trabalhadores. Votaram nesse sentido o relator, Luís Roberto Barroso, e os ministros André Mendonça e Nunes Marques.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Governo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ao STF uma proposta para destravar o julgamento do caso. A sugestão foi construída após consulta a centrais sindicais e outros órgãos envolvidos na causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nome do governo federal, a AGU defendeu que as contas do fundo garantam correção mínima que assegure o valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta vale somente para novos depósitos a partir da decisão do STF e não se aplicaria a valores retroativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a AGU, deve ser mantido o atual cálculo que determina a correção com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. Contudo, se o cálculo atual não alcançar o IPCA, caberia ao Conselho Curador do FGTS estabelecer a forma de compensação. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses é de 3,69%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Entenda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustenta que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o fundo funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a entrada da ação no STF, novas leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano e acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. No entanto, a correção continua abaixo da inflação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>STF volta a suspender julgamento sobre FGTS após novo pedido de vista. Correção pela poupança já tem três votos</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/stf-volta-a-suspender-julgamento-sobre-fgts-apos-novo-pedido-de-vista-correcao-pela-poupanca-ja-tem-tres-votos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 08:54:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministro Nunes Marques acompanhou voto do relator. Zanin pediu vista Na retomada do julgamento sobre correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, depois de seis meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) teve mais um voto a favor da caderneta de poupança como referência mínima de correção das contas do FGTS. Agora, são três [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-10">Ministro Nunes Marques acompanhou voto do relator. Zanin pediu vista</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/stf-julga-hoje-correcao-do-calculo-do-fgts/">retomada do julgamento sobre correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço</a>, depois de seis meses, o <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=stf">Supremo Tribunal Federal (STF)</a> teve mais um voto a favor da caderneta de poupança como referência mínima de correção das contas do FGTS. Agora, são três votos nesse sentido, substituindo a Taxa Referencial (TR) pela poupança. O julgamento voltou a ser interrompido após pedido de vista pelo ministro Cristiano Zanin. Ele disse ter recebido informações adicionais, inclusive da Caixa Econômica Federal, e precisava de mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relator da ação, o ministro Luís Roberto Barroso já havia definido, em abril, que a remuneração não pode ser inferior à caderneta de poupança. “O FGTS é uma poupança forçada, de titularidade do trabalhador”, afirmou na sessão desta quinta-feira (9), ao “modular” sua sentença. Assim, a distribuição dos resultados entre os correntistas passa a ser obrigatória. “E com isso não se produz nenhum resultado fiscal. A partir de 2025, saltando o primeiro ano do arcabouço fiscal, os novos depósitos serão remunerados pelo valor da caderneta de poupança.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora presidente da Corte Suprema, Barroso lembrou que recebeu pedidos insistentes para adiar o julgamento, mas decidiu não atender. “O prolongamento desse debate, que já dura quase uma década, tem gerado consequências negativas e ampliando a litigiosidade. Há uma enxurrada de ações que têm sido ajuizadas”, justificou. Segundo ele, apenas em 2023 foram mais 367 mil ações ajuizadas só na Justiça Federal.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Ação tem quase 10 anos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.090 foi apresentada em fevereiro de 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda questionou leis (8.036/1990 e 8.177/1991) que fixam a correção dos depósitos pela TR mais 3% ao ano. Ao argumentar que os trabalhadores são os titulares dos depósitos, o partido alega que a Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, afrontou o princípio constitucional da moralidade administrativa ao se apropriar da diferença devida pela real atualização monetária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Barroso, relator da ação, o ministro André Mendonça havia votado para que o rendimento do saldo do FGTS seja, no mínimo, igual ao da poupança. Hoje, foi a vez de Nunes Marques acompanhar o voto.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>#SeLiga</strong> <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-dos-bancarios-de-santos-e-regiao-lanca-canal-no-whatsapp/">Sindicato dos Bancários de Santos e Região lança canal no WhatsApp</a></h5>
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		<title>STF julga hoje correção do cálculo do FGTS</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/stf-julga-hoje-correcao-do-calculo-do-fgts/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 08:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Advocacia-Geral da União (AGU)]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Referencial (TR)]]></category>
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					<description><![CDATA[Após tentativas de adiamento, o STF decidiu prosseguir com a correção do FGTS em pauta. Tema deve abrir o debate desta quinta-feira na Corte O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para hoje (9/11) a retomada do julgamento sobre a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do Fundo de Garantia do [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-12">Após tentativas de adiamento, o STF decidiu prosseguir com a correção do FGTS em pauta. Tema deve abrir o debate desta quinta-feira na Corte</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=stf">Supremo Tribunal Federal (STF)</a> marcou para hoje (9/11) a retomada do julgamento sobre a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=fgts">Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)</a>. A análise do caso estava prevista para a sessão desta tarde, mas outros processos tiveram prioridade de julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O julgamento foi suspenso em abril deste ano por um pedido de vista apresentado pelo ministro <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/ministro-kassio-nunes-marques-pede-vista-do-processo-e-julgamento-do-fgts-e-suspenso/">Nunes Marques</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, o placar da votação está em 2 a 0 pela inconstitucionalidade do uso da TR para correção das contas do fundo. Pelo entendimento, a correção não pode ser inferior à remuneração da poupança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O julgamento desperta a atenção pelas consequências da eventual mudança no cálculo da remuneração do fundo. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), eventual decisão favorável à correção poderá provocar aumento de juros nos empréstimos para financiamento da casa própria e aporte da União de cerca de R$ 5 bilhões para o fundo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Entenda</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustenta que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo governo federal, a AGU defende a extinção da ação. No entendimento do órgão, as leis 13.446/2017 e 13.932/2019 estabeleceram a distribuição de lucros para os cotistas. Dessa forma, segundo o órgão, não é mais possível afirmar que o emprego da TR gera remuneração menor que a inflação real.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>#SeLiga</strong> <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-dos-bancarios-de-santos-e-regiao-lanca-canal-no-whatsapp/">Sindicato dos Bancários de Santos e Região lança canal no WhatsApp</a></h5>
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