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	<title>tarcisio privatiza &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Tarcísio de Freitas estuda a privatização da Sabesp</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[governador de são paulo privatiza sabesp]]></category>
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					<description><![CDATA[Governador eleito de SP reafirma promessa de campanha que pode prejudicar abastecimento da população paulista O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou na sexta-feira (25) que seu governo começará a estudar a privatização da Sabesp, empresa de capital misto responsável pelos serviços de água e esgoto para quase 28 milhões de paulistas.   &#8220;A gente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Governador eleito de SP reafirma promessa de campanha que pode prejudicar abastecimento da população paulista</p>
<p></p>
<p>O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou na sexta-feira (25) que seu governo começará a estudar a privatização da Sabesp, empresa de capital misto responsável pelos serviços de água e esgoto para quase 28 milhões de paulistas.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;A gente vai realmente começar a estudar isso”, disse Tarcísio. “Sempre coloquei na campanha que nós iríamos estudar a privatização da Sabesp. Se for este o caminho para a sociedade, esse caminho é o que a gente vai adotar&#8221;, acrescentou o aliado de Jair Bolsonaro (PL). </p>
<p> </p>
<p>A promessa de campanha de Tarcísio é questionada por especialistas e trabalhadores do setor. A expectativa é que a mudança no comando da empresa seja um entrave à garantia de saneamento básico, conforme ocorreu em dezenas de outros países, onde companhias do setor foram reestatizadas.  </p>
<p> </p>
<p><strong>Privatização não resultará em universalização do serviço, afirma líder sindical</strong></p>
<p>O anúncio de Tarcísio já era esperado pelo diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), Rene Vicente dos Santos.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Infelizmente essa é a lógica do governo que vai iniciar no estado de São Paulo. Ele não ataca só a Sabesp, ataca o saneamento e o meio ambiente de uma maneira geral&#8221;, afirmou. </p>
<p> </p>
<p>Ao contrário do que diz o governador eleito, Santos afirma que a privatização não resultará na universalização do saneamento. &#8220;A Sabesp tem mecanismos importantes de tarifa social e de subsídio cruzado que fazem com que o saneamento chegue a 375 municípios.</p>
<p> </p>
<p>Segundo ele, a empresa arrecada fundos de municípios onde a operação é rentável e os aplica no saneamento de cidades onde as atividades não atingem o lucro, subsidiando municípios do interior.  </p>
<p> </p>
<p>&#8220;Água é vida. Não podemos pensar estritamente dentro dessa lógica do lucro&#8221;, critica o líder sindical.  </p>
<p> </p>
<p><strong>&#8220;Sem justificativa&#8221;</strong></p>
<p>&#8220;Não há nenhuma justificativa plausível para privatizar a Sabesp&#8221;, afirmou o presidente do Sintaema, José Antônio Faggian. </p>
<p> </p>
<p>&#8220;A Sabesp hoje é a maior empresa de saneamento da América Latina, que há mais de 20 anos não tira um real dos cofres do Estado, ao contrário: colocou vários bilhões na forma de dividendos nos últimos anos para que o governo use esse dinheiro para investir em outras áreas&#8221;, complementa o representante dos quase 13 mil funcionários da Sabesp.</p>
<p> </p>
<p><strong>Na contramão da onda mundial de estatizações </strong></p>
<p>Além disso, a proposta está em contradição com a onda mundial de reestatizações de empresas do setor de abastecimento de água. Essas companhias representam 14% do dos casos de reestatizações no mundo, e são o exemplo mais comum de reversão de privatizações. O dado é de levantamento da iniciativa internacional Public Futures.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Isso tem acontecido em países onde o capitalismo é muito avançado, como na própria Alemanha, França, EUA, Espanha&#8221;, afirmou Edson Aparecido da Silva, secretário executivo do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas).</p>
<p> </p>
<p>São 226 casos de reversão da privatização desse tipo de empresa, de um total de 1.601 monitorados pela organização.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;É uma proposta retrograda, que exclui a maioria da população pobre do acesso pleno aos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, e, portanto, significa uma profunda violação dos direitos a água e esgotamento sanitário&#8221;, complementa o especialista.</p>
<p>Crédito: Marcos Corrêa/PR<br />Fonte: Brasil de Fato | São Paulo (SP) com edição: Daniel Lamir</p>
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