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	<title>Súmula 331 &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>STF pauta julgamento da terceirização plena para 9/11</title>
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		<pubDate></pubDate>
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<p>A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), C&aacute;rmen L&uacute;cia, pautou para o pr&oacute;ximo 9 de novembro o julgamento do Recurso Extraordin&aacute;rio 958.252, que discute a constitucionalidade da S&uacute;mula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O relator do recurso &eacute; o min. Luiz Fux.&nbsp;</p>
<p>A postura deixa especialistas em Direito Trabalhista apreensivos, uma vez que o STF tem sido palco de profundos retrocessos na &aacute;rea. Na quinta-feira, 27, a corte decidiu por maioria esvaziar a greve de servidores p&uacute;blicos ao descontar da folha de pagamento os dias paralisados sem necessidade de decis&atilde;o judicial nesse sentido. &nbsp;&nbsp;</p>
<p>Al&eacute;m disso, a decis&atilde;o da ministra decorre justamente semanas ap&oacute;s a reuni&atilde;o com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, na qual ela se alinhou &agrave; pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e passou a fazer campanha pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241.</p>
<p>Quanto ao relator da a&ccedil;&atilde;o, Luiz Fux, a apreens&atilde;o &eacute; ainda maior. Ao julgar o direito de greve, o ministro justificou que era necess&aacute;rio &ldquo;para n&atilde;o parar o Brasil- n&oacute;s estamos num momento muito dif&iacute;cil e que se avizinha deflagra&ccedil;&otilde;es de greve e &eacute; preciso estabelecer crit&eacute;rios para que n&oacute;s n&atilde;o permitamos que se possa parar o Brasil&rdquo;.</p>
<p>Na pr&aacute;tica, o julgamento pode liberar qualquer forma de terceiriza&ccedil;&atilde;o. Isso porque a s&uacute;mula regula a pr&aacute;tica no pa&iacute;s, sendo base para todas as decis&otilde;es judiciais nesse sentido. &ldquo;Caso o Supremo decidir que a s&uacute;mula 331 &eacute; inconstitucional, a terceiriza&ccedil;&atilde;o plena ser&aacute; poss&iacute;vel&rdquo; &ndash; explica o advogado trabalhista Eduardo Surian Matias.</p>
<p>Os efeitos da libera&ccedil;&atilde;o geral da terceiriza&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o nocivos para o pa&iacute;s. Como explica o Juiz do Trabalho e colunista do Justificando, Renato Janon, &ldquo;os terceirizados recebem sal&aacute;rio 24,7% menor do que o dos empregados diretos, trabalham 7,5% a mais (3 horas semanais) e ainda ficam menos da metade de tempo no emprego&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;Al&eacute;m de reduzir sal&aacute;rios, aumentar jornada, potencializar acidentes de trabalho e estimular o calote, a terceiriza&ccedil;&atilde;o tem um lado ainda mais nefasto, que consiste no processo de desumaniza&ccedil;&atilde;o do trabalhador. Primeiro, atrav&eacute;s da sua aliena&ccedil;&atilde;o, com a perda da identidade de classe. Segundo, por meio da reifica&ccedil;&atilde;o, com o trabalho sendo visto como mera mercadoria descart&aacute;vel. &Eacute; o ser humano sendo tratado como mero objeto, e n&atilde;o como um sujeito dotado de dignidade&rdquo; &ndash; complementa o magistrado.</p>
<p>Crédito: Wilson Dias/ Agência Brasil<br />Fonte: Justificando.com</p>
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