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	<title>Sistema Financeiro Nacional &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Sistema Financeiro Nacional &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Ovo da serpente: como a gestão de Campos Neto chocou a fraude do Master</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 07:33:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Documentos e depoimentos à CPI revelam que o BC de Campos Neto ignorou alertas formais de fraudes e se omitiu diante operações financeiras suspeitas. A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central sob a gestão de Gabriel Galípolo, é o desfecho de um processo de insolvência e fraudes bilionárias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Documentos e depoimentos à CPI revelam que o BC de Campos Neto ignorou alertas formais de fraudes e se omitiu diante operações financeiras suspeitas.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central sob a gestão de Gabriel Galípolo, é o desfecho de um processo de insolvência e fraudes bilionárias cujas raízes remontam a 2019. O episódio, classificado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o “ovo da serpente” da gestão de Roberto Campos Neto, revela uma sucessão de omissões e falhas de fiscalização que tiveram início no primeiro ano do governo Bolsonaro.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A origem da concessão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco Master não foi uma instituição de geração espontânea. Ele surgiu da transformação do antigo Banco Máxima. Após duas tentativas de transferência de controle rejeitadas durante a gestão de Ilan Goldfajn, o processo obteve celeridade após a posse de Roberto Campos Neto na presidência da autoridade monetária, em fevereiro de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 14 de outubro daquele ano, a Diretoria Colegiada do BC aprovou a transferência do controle para Daniel Vorcaro e dois sócios, decisão publicada no Diário Oficial em 24 de outubro. Embora o rito tenha seguido as normas vigentes do Conselho Monetário Nacional e do próprio Banco Central, o aval ignorou sinais que seriam confirmados anos depois. A rebatização oficial para Banco Master ocorreu em 2021, com foco em crédito consignado e um aporte inicial de R$ 400 milhões.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alertas ignorados e omissão institucional</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os indícios de irregularidades foram levados ao Banco Central ainda em 2023. O advogado Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, protocolou denúncia formal relatando operações suspeitas com precatórios sem lastro e a existência de um sócio oculto, o empresário Nelson Tanure.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em depoimento voluntário à CPI do Crime Organizado na última quarta-feira (18), Timerman foi enfático ao criticar a inércia da autarquia: “Eu fiz uma denúncia para o Banco Central em 2023 […] se tivessem prestado atenção, teriam evitado”. Segundo ele, o balanço do Master era inflado artificialmente por meio da compra de ativos desvalorizados que eram revendidos por preços superfaturados, desviando recursos antes mesmo do ingresso contábil na instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo após a Polícia Federal ter alertado o BC por escrito, em julho de 2024, sobre fraudes e a presença de donos ocultos, a resposta interna da gestão Campos Neto foi o arquivamento das suspeitas, sem submetê-las ao colegiado. Em novembro de 2024, o BC limitou-se a assinar um termo de compromisso com Vorcaro para “correções” — medida que se provou ineficaz diante da magnitude do colapso que se avizinhava.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O colapso e a Operação Compliance Zero</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de postura da autoridade monetária só se concretizou com a troca de comando no Banco Central. Em 18 de novembro de 2025, o atual presidente Gabriel Galípolo decretou a liquidação extrajudicial da instituição por insolvência. No mesmo dia, Daniel Vorcaro foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desdobramento mais recente ocorreu em março de 2026, com a liquidação do Banco Master Múltiplo, gestor do Will Bank. Os prejuízos, estimados em pelo menos R$ 17 bilhões, expuseram que os ativos do banco estavam inflados e que os balanços que não correspondiam à realidade patrimonial; que havia captação irregular de dinheiro com emissão de CDBs sem lastro real; e, por fim, uma regulação cheia de furos permitiu uma falha sistêmica ao aprovar a livre circulação de controladores com histórico de risco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Desdobramentos na CPI</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Registros da Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam que Vorcaro visitou o Banco Central dezenas de vezes durante a presidência de Campos Neto. Convocado pela CPI do Crime Organizado para prestar esclarecimentos sobre essa proximidade e a falta de fiscalização, Roberto Campos Neto não compareceu, amparado por um habeas corpus do STF, enviando apenas justificativas por escrito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o governo e parlamentares da base aliada, o caso Master é o exemplo pedagógico de como uma regulação frouxa e politicamente orientada pode comprometer a estabilidade do sistema financeiro. Como destacou o presidente Lula, a fatura do “ovo da serpente” chocado em 2019 — que agora recai sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a sociedade — é o resultado direto de uma gestão que ignorou alertas explícitos em favor de interesses particulares.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Leia também <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/candidatura-de-flavio-bolsonaro-e-ameaca-real-a-democracia/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/artigo/candidatura-de-flavio-bolsonaro-e-ameaca-real-a-democracia/">Candidatura de Flávio Bolsonaro é ameaça real à democracia</a></h4>
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		<title>Sete em cada 10 transações bancárias são feitas via celular</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/sete-em-cada-10-transacoes-bancarias-sao-feitas-via-celular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 07:37:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 2023 foram feitas 130,7 bilhões de operações por smartphones Sete em cada dez transações bancárias realizadas no ano passado foram feitas por meio do celular. Esse percentual sobe para oito em cada dez transações se forem consideradas também operações feitas pela internet ou por meio de mensagens instantâneas (como sms, apps ou chatbox). Isso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-4">Em 2023 foram feitas 130,7 bilhões de operações por smartphones</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sete em cada dez transações bancárias realizadas no ano passado foram feitas por meio do celular. Esse percentual sobe para oito em cada dez transações se forem consideradas também operações feitas pela internet ou por meio de mensagens instantâneas (como sms, apps ou chatbox). Isso é o que aponta o segundo volume da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, feita pela Deloitte, divulgada na tarde desta quarta-feira (26/6), durante o evento Febraban Tech, no Transamérica Expo Center, na capital paulista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2019 e 2023, as transações que utilizaram um smartphone cresceram 251% no Brasil. Só no ano passado foram feitas 130,7 bilhões de operações bancárias por meio de smartphones, o que significou um aumento de 22% em relação ao ano de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O celular se consolidou como o canal preferido dos brasileiros para suas operações bancárias. A pesquisa mostra mais uma vez a grande aceitação do público com o mobile banking, devido à eficiência e praticidade nas operações do dia a dia”, disse Rodrigo Mulinari, diretor responsável pela pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com esse levantamento, os brasileiros estão utilizando cada vez mais os serviços bancários. No ano passado, houve um crescimento de 19%, com um total recorde de 186 bilhões de transações bancárias tendo sido realizadas por meio dos diversos canais de atendimento oferecidos pelos bancos, seja por meio de agências físicas, canais digitais ou terminais de autoatendimento, entre outros. Segundo Mulinari, a utilização dos canais físicos para as transações bancárias vem decrescendo nos últimos anos, mas continuam sendo importantes no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse total de transações, 79% foram feitas por meio dos canais digitais, como o celular, o internet banking e também os aplicativos de mensagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa mostrou ainda que as transações que são feitas por meio de aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, apresentaram um crescimento de 76% no período, passando de 70,9 milhões para 125,2 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária foi realizada entre janeiro e abril deste ano com 21 bancos, o que representa 80% dos ativos da indústria bancária do país.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Pix</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado apontado pela pesquisa é que o Pix continua muito popular e em crescimento no país. Em 2023, as instituições financeiras observaram uma alta de 16% no total de usuários cadastrados. Segundo dados do Banco Central, o Pix adicionou 71,5 milhões de usuários no sistema financeiro nacional, o que ajudou a promover a bancarização no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do aumento na quantidade de usuários, foi observado também um crescimento na quantidade de transações realizadas com o Pix: ele cresceu 74% entre 2022 e 2023, passando de 24,1 bilhões para 41,9 bilhões, segundo dados do Banco Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Pix veio para revolucionar o mercado financeiro e continua constantemente nos surpreendendo. Suas operações continuam em ascensão e batem consecutivos recordes”, destacou Rodrigo Mulinari.</p>
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		<item>
		<title>BB tem lucro recorde de R$ 17,3 bilhões no primeiro semestre</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bb-tem-lucro-recorde-de-r-173-bilhoes-no-primeiro-semestre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 09:27:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Banco manteve projeção de ganhos em 2023 entre R$ 33 bi e R$ 37 bi. Estes valores só foram possíveis graças aos esforços dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que contribuem, todos os anos, para que o BB mantenha seus altos lucros O Banco do Brasil (BB) bateu recorde de ganhos nos seis primeiros meses [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Banco manteve projeção de ganhos em 2023 entre R$ 33 bi e R$ 37 bi. Estes valores só foram possíveis graças aos esforços dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que contribuem, todos os anos, para que o BB mantenha seus altos lucros</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/banco-do-brasil-noticias/" data-type="URL" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/banco-do-brasil-noticias/">Banco do Brasil</a> (BB) bateu recorde de ganhos nos seis primeiros meses do ano. De janeiro a junho, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 17,3 bilhões, crescimento de 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o BB informou que a melhoria dos lucros decorreu do crescimento da carteira de crédito com uma composição que diminui o risco de inadimplência. O banco também cita a diversificação das receitas (principalmente de serviços) e o controle dos gastos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas no segundo trimestre, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 8,8 bilhões, resultado 11,7% acima do mesmo trimestre de 2022 e 2,8% acima do trimestre anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) chegou a 21,4%, o que, segundo o BB, representa um índice semelhante ao dos bancos privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 1,045 trilhão, 13,6% acima do registrado em junho de 2022 e 1,2% acima do observado no fim do primeiro trimestre. A expansão ocorreu mesmo com a manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano nos seis primeiros meses do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o BB, parte da melhoria decorre do crescimento do crédito com a manutenção do índice de inadimplência abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional. O índice de operações de crédito com mais de 90 dias de atraso atingiu 2,73%, nível mais baixo que a média do Sistema Financeiro Nacional, segundo o banco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Segmentos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na distribuição por segmentos de crédito, a carteira pessoa física ampliada cresceu 10% em relação a junho do ano passado e 0,6% em relação a março deste ano. O destaque foi o crédito consignado (+2% no trimestre e +9,3% em 12 meses).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao crédito para empresas, a carteira pessoa jurídica ampliada expandiu-se 10,4% em 12 meses e 2,5% no trimestre. Os melhores desempenhos foram registrados na carteira para micro, pequenas e médias empresas, com avanço de 1,4% no trimestre e de 21,8% em 12 meses e para as grandes empresas, com crescimento de 2,9% no trimestre e de 9,3% em 12 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crédito para o agronegócio encerrou junho com saldo de R$ 321,6 bilhões, alta de 22,7% sobre junho do ano passado. Somente no Plano Safra 2022/2023 (de julho do ano passado a junho deste ano), foram emprestados R$ 190 bilhões, alta de 23,3% em relação à safra anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro semestre, o crédito para o agronegócio e a agricultura familiar somou R$ 75 bilhões, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Os destaques foram linhas de investimentos (+46,8% em 12 meses) e de custeio (+30,6% em 12 meses). Ao considerar apenas os agricultores familiares, foram emprestados R$ 7,8 bilhões para 106 mil produtores, crescimento de 18,4% em relação aos seis primeiros meses de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As operações de crédito sustentáveis, que respeitam parâmetros sociais e ambientais, atingiram R$ 321,6 bilhões no fim do primeiro semestre, com alta de 10% em 12 meses.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Receitas e despesas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">As receitas de prestação de serviços no primeiro semestre subiram 6,8% em comparação com o mesmo período de 2022. O crescimento foi influenciado pelos segmentos de consórcios, seguros, previdência e capitalização</p>



<p class="wp-block-paragraph">As despesas administrativas aumentaram 7,4% na mesma comparação. De acordo com o BB, a alta decorreu do reajuste de 8% aos funcionários previsto no último acordo coletivo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Projeções</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O Banco do Brasil também revisou as projeções para 2023. A estimativa de lucro ajustado foi mantida num intervalo entre R$ 33 bilhões e R$ 37 bilhões. A previsão de crescimento do volume de crédito neste ano foi elevada, passando de 8% a 12% para uma faixa entre 9% e 13%. O crescimento das receitas com serviços, que estava entre 7% e 11%, foi reduzido para 4% a 8%. A previsão para as despesas administrativas foi mantida, com alta de 7% a 11% neste ano.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Após 33 anos, Justiça condena BB a restituir 48 mil Cruzados por depósito perdido</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/apos-33-anos-justica-condena-bb-a-restituir-48-mil-cruzados-por-deposito-perdido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[1986]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzado]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Cruzado]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Financeiro Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cruzado foi a moeda criada como parte de um pacote de medidas para tentar conter a inflação, lançado pelo governo brasileiro em 28 de fevereiro de 1986 O juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, condenou o Banco do Brasil a restituir quantia de 48 mil cruzados a uma mulher que depositou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cruzado foi a moeda criada como parte de um pacote de medidas para tentar conter a inflação, lançado pelo governo brasileiro em 28 de fevereiro de 1986</p>
<p>O juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, condenou o <a href="https://santosbancarios.com.br/artigos/banco-do-brasil" target="_blank">Banco do Brasil</a> a restituir quantia de 48 mil cruzados a uma mulher que depositou o valor no ano de 1986 em uma conta poupança, mas foi informada pela instituição financeira que o dinheiro havia se perdido. A quantia em si é equivalente a R$ 37.686,43, porém o banco deverá acrescentar a este valor a atualização pelas regras da caderneta de poupança, desde o depósito. O magistrado também condenou o banco a pagar R$ 15 mil por danos morais.</p>
<p> </p>
<p>A cliente do banco entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra o Banco do Brasil S/A relatando que no dia 17 de julho de 1986 efetuou um depósito no valor de 48 mil cruzados na conta poupança que possui na instituição financeira, mas que ao procurar a agência foi informada que “tal valor havia se perdido” e que somente poderia resgatá-lo por via judicial. Ela pediu indenização por danos materiais no valor de R$ 44.767,87 e dos danos morais no valor sugerido equivalente a R$ 50.000 mil.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Siga o Sindicato no <a href="http://bit.ly/32kldss_twitter" target="_blank">twitter</a></strong></em></p>
<p> </p>
<p>O banco apresentou defesa, mas o juiz rebateu argumentando que a tese de que a conta teria sido aberta em 1989, sendo aplicadas as regras do Sistema Financeiro Nacional e do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil, pois existe comprovante de que o depósito foi feito no ano de 1986. Além disso citou que na análise dos extratos não consta a evolução do saldo da conta a partir do depósito.</p>
<p>O magistrado disse que nesta relação de consumo ficou comprovado o defeito do serviço prestado pelo banco e ficou caracterizado o dano moral decorrente deste defeito, citando ainda o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, que estabelece que o fornecedor responde por “serviço defeituoso, independentemente do grau de culpa”.</p>
<p>“A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a executar determinados serviços e o defeito do serviço é um dos pressupostos da responsabilidade por danos nas relações de consumo, inclusive o dano moral”, justificou o magistrado.</p>
<p>O juiz então condenou o Banco do Brasil a restituir o valor de 48 mil cruzados, atualizado pelas regras aplicadas às cadernetas de poupança, desde o depósito e com juros de mora de 1% ao mês a contar da citação. Além disso também condenou a instituição a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whats do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e nome</strong></em></p>
<p>Fonte: Olhar Jurídico &#8211; 21/11<br />Escrito por:  Vinicius Mendes</p>
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