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	<title>Serviços Públicos &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Caos na Previdência é parte do plano de privatizações do governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 10:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Destruição do Estado]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços Públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Servidor Público]]></category>
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					<description><![CDATA[O pano de fundo das filas no INSS é a privatização da Dataprev. Bolsonaro quer destruir o tecido social. E sem política pública, não precisa de serviço público O caos no atendimento aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é mais uma demonstração da maldade do governo de Jair Bolsonaro que, para privatizar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O pano de fundo das filas no INSS é a privatização da Dataprev. Bolsonaro quer destruir o tecido social. E sem política pública, não precisa de serviço público</p>
<p>O caos no atendimento aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é mais uma demonstração da maldade do governo de Jair Bolsonaro que, para privatizar as empresas públicas e cortar ainda mais o número de servidores, pouco se importa com a população, que acaba sofrendo as consequências nefastas do desmonte do serviço público.</p>
<p><a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/dia-de-luta-em-defesa-do-inss-e-dos-servicos-publicos" target="_blank" rel="noopener">&gt;&gt;&nbsp;Dia de Luta em Defesa do INSS e dos Serviços Públicos</a></p>
<p>A estratégia do governo é desmontar o serviço público, impedindo que os servidores atendam dignamente a população porque faltam funcionários e equipamentos que funcionem, como é o caso do sucateado INSS, onde a má gestão também contribuiu para a fila de espera de 2 milhões de pessoas aguardando resposta ao pedido de benefícios. A direção do Instituto acabou com o atendimento presencial, transferiu os servidores que atendiam no balcão para outras funções e apostou todas as fichas no INSS Digital, como se no Brasil todos tivessem acesso fácil a Internet.</p>
<p>A mesma política de desmonte atinge fortemente os trabalhadores e as trabalhadoras da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), estatal responsável pela gestão da Base de Dados Sociais Brasileira, especialmente a do INSS.</p>
<p>Apesar desses fatos, a equipe econômica do governo insiste em dizer que o problema dos atrasos na concessão de benefícios do INSS é a falta de atualização do sistema do órgão, que não foi feita a tempo pela estatal, após a reforma da Previdência, promulgada em novembro do ano passado, denúncia a Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados (Fenadados).</p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Fortaleça suas Lutas, <a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se" target="_blank" rel="noopener">Sindicalize-se</a>!</strong></em></p>
<p>Para a diretora de política da Fenadados, Telma Dantas, o governo Bolsonaro não quer debater com a sociedade e o Congresso Nacional o processo de privatização e, para isso, demoniza a estatal, dizendo que ela não presta e está inchada de pessoal, quando não é verdade.</p>
<p>Segundo a dirigente, o governo não conta que a Dataprev tem diversos prêmios nacionais e internacionais de excelência, e é responsável por processar R$ 50 bilhões de benefícios do INSS, ao mês, e R$ 555 bilhões, por ano, o que equivale a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. E mais: 98% da receita da Dataprev são oriundos do processamento da folha do INSS, pagos pelo governo federal para a empresa fazer esse serviço pela gestão das folhas de aposentadorias e pensões.</p>
<p>“A Dataprev deu um lucro de R$ 160 milhões no ano passado. Tem uma relação de parceria muito forte com o INSS e o governo quer demitir 493 dos seus trabalhadores e fechar 20 agências da empresa em todo o país. Por que não pegar esse pessoal para trabalhar no INSS, que tem um déficit de 7 mil servidores, já que eles têm um alto grau de conhecimento do órgão?”, questiona a diretora da Fenadados.</p>
<p>Outro dado, segundo Telma, que o governo tenta esconder da população é que os atrasos na concessão de benefícios vêm ocorrendo muito antes da promulgação da reforma da Previdência.</p>
<p>“O número de pessoas que procurou se aposentar antes da reforma impactou demais no atendimento. Eu tenho como exemplo o meu estado, o Ceará. Conheço centenas de casos de gente que saiu da capital, Fortaleza, para tentar se aposentar por alguma agência do interior, tamanho era o congestionamento de pedidos nos grandes centros”.</p>
<p>É muito cômodo não cobrir as milhares de vagas disponíveis no INSS e culpar a Dataprev. O que eles querem é desconstruir o conceito de empresa pública, sucatear o serviço e colocar o servidor como vilão perante a opinião pública- Telma Dantas</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Piora no atendimento</strong></span></p>
<p>O advogado especialista em Direito Previdenciário, Amaury Mendes, conta que os pedidos de aposentadoria de seus clientes, que ele deu entrada em outubro do ano passado, começaram a ser analisados em fevereiro. Ou seja, somente para o início da análise do processo a espera foi de quatro meses, enquanto a lei diz que o benefício deveria ser concedido em 45 dias.</p>
<p>Ele conta que vai todos os dias às agências do INSS e o que vê são inúmeros balcões sem funcionários. Antes, segundo ele, ainda havia computadores instalados nesses balcões, agora, nem isso.</p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Siga o Sindicato no <a href="https://twitter.com/santosbancarios" target="_blank" rel="noopener">Twitter</a></strong></em></p>
<p>De acordo com Amaury, os servidores públicos não estão executando serviços internos, por ordem do próprio INSS que quer encaminhar os segurados para o serviço on-line “meu INSS”. O problema, segundo ele, é que o governo se ‘esquece’ que muitas pessoas não tem computador em casa, nem internet, outros sequer têm conhecimento de informática e, com isso, as filas aumentam.</p>
<p>“Quem não consegue resolver seu problema pela internet, vai para a agência. Mas, chegando lá é outro drama porque os funcionários que antes tinham autonomia para resolver questões simples não têm mais. Eles são obrigados a dar uma senha para que o segurado utilize os canais on-line. A pessoa engrossa a fila na agência, dos canais on-line, que também estão sobrecarregados, e não tem seu problema resolvido”, afirma o advogado.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Servidor é bode expiatório</strong></span></p>
<p>Para o Coordenador-Geral do Sindicato dos Servidores Federais no Estado de Pernambuco (Sindsep-PE), José Carlos de Oliveira, tudo isto faz parte da estratégia do governo Bolsonaro de transformar o servidor público em bode expiatório da vez. Segundo ele, é preciso fazer a sociedade brasileira entender que quando o governo ou seus aliados precarizam o serviço público e atacam o servidor estão, na verdade, tentando destruir o serviço público e privatizar tudo.</p>
<p>Quando a sociedade entra no jogo do governo e passa a achar que os serviços não atendem suas expectativas chega a conclusão de que é melhor acabar tudo, diz o sindicalista que complementa: Só esquecem que é a própria sociedade quem vai ficar sem assistência e ser tão penalizada quanto o servidor público.</p>
<p>“O fato concreto é que o governo Bolsonaro quer destruir todo o tecido social. E se não tem política pública, ele não precisa de serviço público muito menos de servidor público”.</p>
<p>O serviço público é o patrimônio justamente daqueles que não têm patrimônio, ao contrário do que este governo criminoso do ponto de vista social vem fazendo- José Carlos de Oliveira</p>
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<p>Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília &#8211; 18/02/2020</p>
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