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	<title>Secretaria da Educação de São Paulo &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Governo Tarcísio instala aplicativo nos celulares de professores e alunos sem autorização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 10:05:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD)]]></category>
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					<description><![CDATA[A situação fere a Lei de Proteção de Dados Pessoais; população exige esclarecimento da Secretaria de Educação Professores e pais de alunos da rede pública paulista relatam que, durante a última terça (8) e quarta-feira (9), o aplicativo &#8220;Minha Escola SP&#8221;, da Secretaria da Educação do Estado, surgiu repentinamente em seus aparelhos celulares, sem quaisquer [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">A situação fere a Lei de Proteção de Dados Pessoais; população exige esclarecimento da Secretaria de Educação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Professores e pais de alunos da rede pública paulista relatam que, durante a última terça (8) e quarta-feira (9), o aplicativo &#8220;Minha Escola SP&#8221;, da Secretaria da Educação do Estado, surgiu repentinamente em seus aparelhos celulares, sem quaisquer autorizações de download.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acessar o smartphone de outras pessoas ou instalar apps sem autorização prévia do dono do celular configura crime, de acordo com a Lei de Proteção de Dados Pessoais, que está em vigor desde setembro de 2020 e regulamenta a divulgação de dados pessoais de usuários tanto por empresas públicas, quanto privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Secretaria da Educação do governo comandado por Tarcísio Gomes de Freitas, a situação é uma falha que ocorreu durante o período de testes do aplicativo e, assim que a equipe técnica responsável identificou o erro, que ocorreu entre todas as contas do Google vinculadas às contas institucionais, a solicitação para exclusão do aplicativo nos aparelhos foi realizada. A Seduc ainda afirma que as medidas cabíveis estão sendo tomadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Instauramos um processo administrativo para apurar todas as circunstâncias relativas à instalação involuntária do aplicativo Minha Escola&#8221;, disse a secretaria em nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O advogado especialista em crime cibernético, José Milagre, afirma que o estado provavelmente forneceu alguma base de dados ao Google, como os e-mails, Imei (identificador do celular) e números de telefones vinculados à Secretaria de Educação, o que possibilitou a instalação do aplicativo através da conta Google, do chip ou de uma atualização do sistema operacional do celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A princípio é uma violação a LGPD pois não houve consentimento, nem qualquer base legal para a instalação do app&#8221;, diz Milagre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aplicativo, lançado em 2018, é uma alternativa digital para realizar a gestão escolar, funcionando como uma ferramenta para administrar o desempenho do aluno, faltas, lançamento de notas, horários das aulas e até acessar a carteirinha digital do estudante. O público alvo da medida são os próprios alunos e seus pais ou responsáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A população está assustada e questiona a segurança de seus dados pessoais, uma vez que a discussão não é sobre a eficiência do aplicativo, mas da vulnerabilidade das informações pessoais das pessoas, que foram violadas, e exige o esclarecimento e posicionamento da Seduc quanto à segurança dos pais, professores e alunos.</p>
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